Estudo em ressonância magnética do músculo vasto lateral: comparação entre pacientes com instabilidade patelar e controles e sua relação com o músculo vasto medial.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Teixeira, Paulo Renan Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-16092025-121644/
Resumo: Introdução: A instabilidade patelar é uma condição multifatorial que pode envolver alterações anatômicas no músculo vasto medial (VM) e vasto lateral (VL). Este estudo busca explorar as diferenças anatômicas desses músculos entre pacientes com instabilidade patelar e um grupo controle usando ressonância magnética (RM). Objetivo: Avaliar a anatomia dos músculos VM e VL e a relação destas características com a instabilidade patelar. Métodos: Um estudo transversal foi realizado com grupos de pacientes diagnosticados com instabilidade patelar e controle. A anatomia dos referidos músculos foi estudada através das seguintes medidas: Distância do polo proximal da patela até a inserção mais distal das fibras musculares, razão dessa distância com o comprimento da superfície articular da patela (Razão H/I), descrição qualitativa da posição da inserção do vasto se diretamente na patela (óssea) ou se no retináculo (ligamentar) e área de secção transversal dos vastos. A significância estatística foi estabelecida para valores de p < 0,05. Resultados: O grupo com instabilidade apresentou uma distância média do polo proximal da patela ao VM significativamente menor (14,59 ± 3,88 mm) comparado ao controle (17,40 ± 5,85 mm). A área de secção transversal do VM foi menor no grupo de instabilidade (7,37 ± 2,67 cm²) em comparação ao controle (8,79 ± 3,26 cm²), e a razão H/I do VM foi menor em pacientes com instabilidade (0,47 ± 0,12) contra (0,58 ± 0,19) no grupo controle, todos com p < 0,01. Em relação ao VL, os resultados mostraram ausência de diferença entre os grupos. Conclusão: As características anatômicas do VL não mostraram associa- ção significativa com a instabilidade patelar, ao contrário do VM que se apresentou alterado estando mais proximal e com maior frequência inserido no retináculo nos pacientes com instabilidade. Há correlação entre a área de secção transversal do vasto medial e instabilidade patelar, sendo esta área menor nos pacientes com instabilidade. Há correlação positiva moderada entre as áreas do VM e VL
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Métodos: Um estudo transversal foi realizado com grupos de pacientes diagnosticados com instabilidade patelar e controle. A anatomia dos referidos músculos foi estudada através das seguintes medidas: Distância do polo proximal da patela até a inserção mais distal das fibras musculares, razão dessa distância com o comprimento da superfície articular da patela (Razão H/I), descrição qualitativa da posição da inserção do vasto se diretamente na patela (óssea) ou se no retináculo (ligamentar) e área de secção transversal dos vastos. A significância estatística foi estabelecida para valores de p < 0,05. Resultados: O grupo com instabilidade apresentou uma distância média do polo proximal da patela ao VM significativamente menor (14,59 ± 3,88 mm) comparado ao controle (17,40 ± 5,85 mm). A área de secção transversal do VM foi menor no grupo de instabilidade (7,37 ± 2,67 cm²) em comparação ao controle (8,79 ± 3,26 cm²), e a razão H/I do VM foi menor em pacientes com instabilidade (0,47 ± 0,12) contra (0,58 ± 0,19) no grupo controle, todos com p < 0,01. Em relação ao VL, os resultados mostraram ausência de diferença entre os grupos. Conclusão: As características anatômicas do VL não mostraram associa- ção significativa com a instabilidade patelar, ao contrário do VM que se apresentou alterado estando mais proximal e com maior frequência inserido no retináculo nos pacientes com instabilidade. Há correlação entre a área de secção transversal do vasto medial e instabilidade patelar, sendo esta área menor nos pacientes com instabilidade. Há correlação positiva moderada entre as áreas do VM e VLIntroduction: Patellar instability is a multifactorial condition that may involve anatomical alterations in the vastus medialis (VM) and vastus lateralis (VL) muscles. This study aims to explore the anatomical differences of these muscles between patients with patellar instability and a control group using magnetic resonance imaging (MRI). Objective: To evaluate the anatomy of the VM and VL muscles and the relationship of these characteristics with patellar instability. Methods: A crosssectional study was conducted with groups of patients diagnosed with patellar instability and controls. The anatomy of these muscles was studied using the following measurements: distance from the proximal pole of the patella to the most distal insertion of the muscle fibers, ratio of this distance to the length of the articular surface of the patella (H/I ratio), qualitative description of the position of the insertion of the vastus (directly into the patella (bony) or into the retinaculum (ligamentous), and cross-sectional area of the vastus. Statistical significance wasestablished for values of p < 0.05. Results: The group with instability presented a significantly smaller mean distance from the proximal pole of the patella to the VM (14.59 ± 3.88 mm) compared to the control group (17.40 ± 5.85 mm). The VM cross-sectional area was smaller in the instability group (7.37 ± 2.67 cm²) compared to the control group (8.79 ± 3.26 cm²), and the VM H/I ratio was lower in patients with instability (0.47 ± 0.12) versus (0.58 ± 0.19) in the control group, all with p < 0.01. Regarding the VL, the results showed no difference between the groups. Conclusion: The anatomical characteristics of the VL did not show a significant association with patellar instability, unlike the VM, which was altered, being more proximal and more frequently inserted into the retinaculum in patients with instability. There is a correlation between the cross-sectional area of the vastus medialis and patellar instability, with this area being smaller in patients with instability. There is a moderate positive correlation between the areas of the VM and VLBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGobbi, Riccardo GomesTeixeira, Paulo Renan Lima2025-03-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-16092025-121644/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-17T14:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-16092025-121644Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-17T14:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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