Relações entre a Terapia Feminista e a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Scardino, Aline Guimarães Couto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-23032026-164644/
Resumo: O movimento feminista, no bojo das reivindicações a favor da igualdade entre homens e mulheres, fomentou também discussões críticas sobre teorias científicas, incluindo dentre estas as abordagens da Psicologia. Partindo dessas críticas, a Terapia Feminista (TF) busca fundamentar a atuação de psicoterapeutas de forma igualitária em relação aos gêneros, propondo incluir variáveis sociais e políticas consideradas ausentes nas abordagens psicoterapêuticas - como o impacto dos papeis de gênero na experiência das mulheres, incluindo questionamentos sobre o lugar do(a) psicoterapeuta como parte de dinâmicas de poder presentes na sociedade. Tal concepção se coaduna com princípios presentes na Psicoterapia Analítica Funcional (na sigla em inglês, FAP), que, por sua vez, considera a psicoterapia como uma sucessão de encontros entre psicoterapeuta e cliente nos quais a figura do(a) terapeuta evoca comportamentos que podem ser alvo de intervenção, apontando que parte dessa evocação pode partir de variáveis sociais dos quais o(a) terapeuta faz parte - gênero, raça/etnia, classe social, dentre outras. Partindo das possibilidades de encontro entre TF e FAP, o presente trabalho busca aprofundar a discussão entre similaridades e dissonâncias entre as duas perspectivas, dividindo-se em dois estudos: uma revisão do escopo da literatura sobre terapia feminista, que apresentou um mapeamento da área e dos componentes desta presentes nas publicações de 2014 a 2025; e um ensaio teórico-reflexivo sobre as questões teóricas e práticas trazidas pela TF, tecendo considerações sobre possíveis conexões com a FAP.
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