Avaliação farmacocinética e farmacodinâmica da dexmedetomidina em cães idosos: estudo comparativo com cães jovens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Nagashima, Julio Ken
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-11112024-165146/
Resumo: O cuidado especial na seleção de protocolos de sedação e na administração de medicamentos é crucial ao lidar com pacientes idosos, visando garantir a segurança e minimizar potenciais efeitos adversos. A dexmedetomidina é um sedativo agonista a2-adrenérgico comumente utilizado na medicina e na medicina veterinária durante procedimentos cirúrgicos e em pacientes que necessitam de cuidados intensivos. Entretanto, a literatura é escassa quanto a informações concernentes as diferenças existentes em relação ao emprego deste agente em animais geriátricos. O presente estudo investigou a farmacocinética e farmacodinâmica da dexmedetomidina em cães adultos jovens e em cães idosos a fim de auxiliar na elucidação destas propriedades. Para tanto, sete cães machos com idades variando de 1 e 5 anos de idade (Grupo- Adulto) e sete cães de 10 a 15 anos (Grupo Idoso) receberam 0,1 µg kg-1 min-1 de dexmedetomidina administrada em 10 minutos (DEXM). Os animais foram submetidos à avaliação ecocardiográfica no momento pré-DEXM (TB) e 10, 20, 30 e 60 minutos após-DEXM. A coleta de sangue para avaliação farmacocinética ocorreu nos momentos pré-DEXM e 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 30, 60, 90, 120, 180, 240 e 300 minutos após o início da administração de DEXM. Além disso, a pressão arterial não invasiva, o grau de sedação e a frequência respiratória foram mensurados nos momentos correspondentes às avaliações ecocardiográficas e de farmacocinética até 60 minutos após DEXM. Tanto a frequência cardíaca quanto a pressão arterial sistólica e média diminuíram significativamente em ambos os grupos em comparação com TB. Em contrapartida, a frequência respiratória diminuiu significativamente apenas nos cães idosos. Houve também diferenças na pontuação de sedação entre os momentos de avaliação para ambos os grupos: os cães idosos tiveram escores mais altos nos momentos 6 (p=0.02) e 30 (p=0.04) minutos em comparação com os adultos jovens, possivelmente devido a diferenças na resposta farmacológica entre os grupos. Verificou-se a ocorrência de pausa sinusal em dois cães do Grupo Adulto e 5 do Grupo Idoso sendo que um cão de cada grupo apresentou êmese. Após a administração de DEXM, observou-se uma redução significativa no débito e no índice cardíaco em ambos os grupos. Além disso, houve diferenças estatisticamente significativas nos volumes sistólicos em comparação com o basal (TB) para ambas as frações de ejeção e de encurtamento. Além disso, a função diastólica do coração foi afetada, com aumento tanto no tempo de relaxamento isovolumétrico nos momentos 10 (p=0.01) e 20 (p= 0.04) quanto na relação E/A no momento 20 (p=0.04) minutos fato verificado apenas nos animais do Grupo Adulto. Houve diferenças significativas nos resultados farmacocinéticos entre os grupos, sugerindo que a idade afeta a cinética do medicamento. A infusão lenta e a dose baixa podem explicar resultados como a redução da pressão arterial. A depuração da dexmedetomidina foi diferente entre os grupos, indicando que a idade não influencia sua eliminação. Esses resultados destacam que a idade possui um grande impacto na farmacocinética da dexmedetomidina em cães, e doses menores de dexmedetomidina podem ser preferíveis para evitar impactos hemodinâmicos significativos, especialmente em cães idosos.
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O presente estudo investigou a farmacocinética e farmacodinâmica da dexmedetomidina em cães adultos jovens e em cães idosos a fim de auxiliar na elucidação destas propriedades. Para tanto, sete cães machos com idades variando de 1 e 5 anos de idade (Grupo- Adulto) e sete cães de 10 a 15 anos (Grupo Idoso) receberam 0,1 µg kg-1 min-1 de dexmedetomidina administrada em 10 minutos (DEXM). Os animais foram submetidos à avaliação ecocardiográfica no momento pré-DEXM (TB) e 10, 20, 30 e 60 minutos após-DEXM. A coleta de sangue para avaliação farmacocinética ocorreu nos momentos pré-DEXM e 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 30, 60, 90, 120, 180, 240 e 300 minutos após o início da administração de DEXM. Além disso, a pressão arterial não invasiva, o grau de sedação e a frequência respiratória foram mensurados nos momentos correspondentes às avaliações ecocardiográficas e de farmacocinética até 60 minutos após DEXM. Tanto a frequência cardíaca quanto a pressão arterial sistólica e média diminuíram significativamente em ambos os grupos em comparação com TB. Em contrapartida, a frequência respiratória diminuiu significativamente apenas nos cães idosos. Houve também diferenças na pontuação de sedação entre os momentos de avaliação para ambos os grupos: os cães idosos tiveram escores mais altos nos momentos 6 (p=0.02) e 30 (p=0.04) minutos em comparação com os adultos jovens, possivelmente devido a diferenças na resposta farmacológica entre os grupos. Verificou-se a ocorrência de pausa sinusal em dois cães do Grupo Adulto e 5 do Grupo Idoso sendo que um cão de cada grupo apresentou êmese. Após a administração de DEXM, observou-se uma redução significativa no débito e no índice cardíaco em ambos os grupos. Além disso, houve diferenças estatisticamente significativas nos volumes sistólicos em comparação com o basal (TB) para ambas as frações de ejeção e de encurtamento. Além disso, a função diastólica do coração foi afetada, com aumento tanto no tempo de relaxamento isovolumétrico nos momentos 10 (p=0.01) e 20 (p= 0.04) quanto na relação E/A no momento 20 (p=0.04) minutos fato verificado apenas nos animais do Grupo Adulto. Houve diferenças significativas nos resultados farmacocinéticos entre os grupos, sugerindo que a idade afeta a cinética do medicamento. A infusão lenta e a dose baixa podem explicar resultados como a redução da pressão arterial. A depuração da dexmedetomidina foi diferente entre os grupos, indicando que a idade não influencia sua eliminação. Esses resultados destacam que a idade possui um grande impacto na farmacocinética da dexmedetomidina em cães, e doses menores de dexmedetomidina podem ser preferíveis para evitar impactos hemodinâmicos significativos, especialmente em cães idosos.Special care in selecting sedation protocols and administering medications is crucial when dealing with elderly patients, aiming to ensure safety and minimize potential adverse effects. Dexmedetomidine is an α2-adrenergic agonist sedative commonly used in human and veterinary medicine during surgical procedures and in patients requiring intensive care. However, literature regarding differences in the use of this agent in geriatric animals is scarce. This study investigated the pharmacokinetics and pharmacodynamics of dexmedetomidine in young adult dogs and elderly dogs to elucidate these characteristics. Seven male dogs aged 1 to 5 years (Adult Group) and seven dogs aged 10 to 15 years (Elderly Group) received 0.1 µg kg-1 min-1 of dexmedetomidine administered over 10 minutes (DEXM). The animals underwent echocardiographic evaluation before DEXM (TB) and 10, 20, 30, and 60 minutes after DEXM. Blood collection for pharmacokinetic evaluation occurred before DEXM and 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 30, 60, 90, 120, 180, 240, and 300 minutes after the start of DEXM administration. Additionally, non-invasive blood pressure, sedation score, and respiratory rate were measured at corresponding time points up to 60 minutes after DEXM. Both heart rate and systolic and mean arterial blood pressure significantly decreased in both groups compared to TB. In contrast, respiratory rate decreased significantly only in elderly dogs. There were also differences in sedation scores between assessment times for both groups: elderly dogs had higher scores at 6 (p=0.02) and 30 (p=0.04) minutes compared to young adults, possibly due to pharmacological response differences between groups. Sinus pause occurred in two dogs in the Adult Group and 5 in the Elderly Group, with one dog in each group experiencing emesis. The echocardiographic assessment showed a reduction in cardiac output and cardiac index in both groups after DEXM. There were statistically significant differences in systolic volumes compared to baseline (TB) for both ejection and shortening fractions. Additionally, diastolic function was affected, with an increase in both adult isovolumetric relaxation time at 10 (p=0.01) and 20 (p= 0.04) minutes and E/A ratio at 20 (p=0.04) minutes only for the Adult Group. There were significant differences in pharmacokinetic results between the groups, suggesting that age affects the drug′s kinetics. The slow infusion and low dose may explain results such as the reduction in blood pressure. The clearance of dexmedetomidine was different between the groups, indicating that age does not influence its elimination. These results highlight that age has a significant impact on the pharmacokinetics of dexmedetomidine in dogs, and lower doses of dexmedetomidine may be preferable to avoid significant hemodynamic impacts, especially in elderly dogs.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFantoni, Denise TabacchiNagashima, Julio Ken2024-05-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-11112024-165146/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-26T19:46:02Zoai:teses.usp.br:tde-11112024-165146Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-26T19:46:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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