Carcinoma Hepatocelular (CHC) em pacientes com Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD): avaliação das características clínicas, papel do rastreamento do CHC, das modalidades de tratamento e análise de sobrevida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Alencar, Regiane Saraiva de Souza Melo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-01092025-162841/
Resumo: Introdução: O CHC é a terceira causa de mortes relacionadas ao câncer. A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) está emergindo como uma das principais causas de CHC, com uma incidência crescente em comparação com a esteato hepatite induzida pelo álcool ou a hepatite crônica viral, tornando-se um problema de saúde pública mundial. Objetivo: Avaliar as características clínicas, papel do rastreamento do CHC, as modalidades de tratamento e a sobrevida global (SG) de uma série de pacientes brasileiros com CHC secundário a MASLD. Método: Estudo de coorte histórica realizado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Foram incluídos pacientes com MASLD e CHC de maio de 2010 a setembro de 2019, coletados e analisados dados clínicos e laboratoriais para avaliação de sobrevida global desses pacientes e fatores associados (variáveis clínicas, laboratoriais, tumorais, papel do rastreamento e tratamento) que impactassem na sobrevida. Os desfechos de sobrevida foram estimados pelo método de Kaplan-Meier e comparados por Log-rank, seguido por análise multivariada de regressão de Cox. Resultados: 131 pacientes foram incluídos. Idade média foi 65,1±9,7 anos, 60,3% do sexo masculino, IMC (Índice de Massa Corporal) de 28,7±5 kg/m2. Cirrose em 90,8%, Child-Pugh A em 57,1%; mediana de MELD 10 (8,0-15,0) e 86,9% dos pacientes eram escore ALBI Grau I e II. A hipertensão portal estava presente em 79,8% e suas complicações foram observadas em 51,3% dos pacientes antes do diagnóstico de CHC. Fatores de risco para MASLD estavam presentes em 94,7% da população estudada, como hipertensão arterial sistêmica (76,2%); diabetes mellitus tipo 2 (67,5%); dislipidemia e obesidade (39,7%); sobrepeso (38,9%); intolerância à glicose (7,1%) e hiperuricemia (3,2%). Dos 131 pacientes, 38 (29%) estavam em programa de rastreamento de CHC. A maioria dos pacientes tinha um nódulo (57,3%) no momento do diagnóstico e, com média do maior diâmetro de 54,5 mm, 40,5% estavam dentro dos critérios de Milão e, pelo Sistema de Estadiamento de Tumores - BCLC, foram classificados: 0: 5,3%; A: 42,7%; B: 25,2%; C: 16% e D: 10,7%. O tratamento do CHC foi realizado em 84,7% e os tipos foram decididos de acordo com o sistema de estadiamento BCLC: quimioembolização transarterial (TACE) foi realizada em 47,7%; a ablação por radiofrequência (RFA) em 17,1%; sorafenibe em 16,2%; transplante hepático em 16,2%; ressecção cirúrgica em 9,9%. O acompanhamento médio foi de 2,17 (±1,9) anos e a sobrevida cumulativa no final do primeiro ano foi de 72%, no segundo ano foi de 52% e no quinto ano foi de 32%. Não foi encontrada associação significativa entre o rastreamento e a sobrevida global na análise univariada ou multivariada; no entanto, quando feita subanálise em tamanho do nódulo e estadio, os pacientes que estavam em programa de rastreamento foram diagnosticados com tumores menores que 42 mm e 50 mm e em estadios iniciais, mostrando a eficácia de tal programa. Os fatores independentes associados à pior sobrevida global foram BCLC C-D (p<0,001), tamanho do diâmetro do maior nódulo > 42 mm (p=0,039), hemorragia digestiva alta prévia - HDA (p<0,006), trombose tumoral da veia porta (p<0,001) e escore ALBI Grau II ou III (p=0,003). O tratamento do CHC foi associado a uma maior sobrevida na análise univariada (p<0,001), mas não na regressão múltipla de Cox. Conclusão: Nos pacientes com MASLD e CHC, foram fatores associados a menor sobrevida, o diagnóstico em estádios mais avançados BCLC C-D, tamanho do diâmetro do maior nódulo > 42 mm, história prévia de HDA, trombose tumoral de veia porta e escore - ALBI II ou III. Os pacientes que estavam em programa de rastreamento tiveram diagnóstico do seu tumor em estádios mais precoces
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Objetivo: Avaliar as características clínicas, papel do rastreamento do CHC, as modalidades de tratamento e a sobrevida global (SG) de uma série de pacientes brasileiros com CHC secundário a MASLD. Método: Estudo de coorte histórica realizado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Foram incluídos pacientes com MASLD e CHC de maio de 2010 a setembro de 2019, coletados e analisados dados clínicos e laboratoriais para avaliação de sobrevida global desses pacientes e fatores associados (variáveis clínicas, laboratoriais, tumorais, papel do rastreamento e tratamento) que impactassem na sobrevida. Os desfechos de sobrevida foram estimados pelo método de Kaplan-Meier e comparados por Log-rank, seguido por análise multivariada de regressão de Cox. Resultados: 131 pacientes foram incluídos. Idade média foi 65,1±9,7 anos, 60,3% do sexo masculino, IMC (Índice de Massa Corporal) de 28,7±5 kg/m2. Cirrose em 90,8%, Child-Pugh A em 57,1%; mediana de MELD 10 (8,0-15,0) e 86,9% dos pacientes eram escore ALBI Grau I e II. A hipertensão portal estava presente em 79,8% e suas complicações foram observadas em 51,3% dos pacientes antes do diagnóstico de CHC. Fatores de risco para MASLD estavam presentes em 94,7% da população estudada, como hipertensão arterial sistêmica (76,2%); diabetes mellitus tipo 2 (67,5%); dislipidemia e obesidade (39,7%); sobrepeso (38,9%); intolerância à glicose (7,1%) e hiperuricemia (3,2%). Dos 131 pacientes, 38 (29%) estavam em programa de rastreamento de CHC. A maioria dos pacientes tinha um nódulo (57,3%) no momento do diagnóstico e, com média do maior diâmetro de 54,5 mm, 40,5% estavam dentro dos critérios de Milão e, pelo Sistema de Estadiamento de Tumores - BCLC, foram classificados: 0: 5,3%; A: 42,7%; B: 25,2%; C: 16% e D: 10,7%. O tratamento do CHC foi realizado em 84,7% e os tipos foram decididos de acordo com o sistema de estadiamento BCLC: quimioembolização transarterial (TACE) foi realizada em 47,7%; a ablação por radiofrequência (RFA) em 17,1%; sorafenibe em 16,2%; transplante hepático em 16,2%; ressecção cirúrgica em 9,9%. O acompanhamento médio foi de 2,17 (±1,9) anos e a sobrevida cumulativa no final do primeiro ano foi de 72%, no segundo ano foi de 52% e no quinto ano foi de 32%. Não foi encontrada associação significativa entre o rastreamento e a sobrevida global na análise univariada ou multivariada; no entanto, quando feita subanálise em tamanho do nódulo e estadio, os pacientes que estavam em programa de rastreamento foram diagnosticados com tumores menores que 42 mm e 50 mm e em estadios iniciais, mostrando a eficácia de tal programa. Os fatores independentes associados à pior sobrevida global foram BCLC C-D (p<0,001), tamanho do diâmetro do maior nódulo > 42 mm (p=0,039), hemorragia digestiva alta prévia - HDA (p<0,006), trombose tumoral da veia porta (p<0,001) e escore ALBI Grau II ou III (p=0,003). O tratamento do CHC foi associado a uma maior sobrevida na análise univariada (p<0,001), mas não na regressão múltipla de Cox. Conclusão: Nos pacientes com MASLD e CHC, foram fatores associados a menor sobrevida, o diagnóstico em estádios mais avançados BCLC C-D, tamanho do diâmetro do maior nódulo > 42 mm, história prévia de HDA, trombose tumoral de veia porta e escore - ALBI II ou III. Os pacientes que estavam em programa de rastreamento tiveram diagnóstico do seu tumor em estádios mais precocesIntroduction: HCC is the third leading cause of cancer-related deaths. Metabolic Dysfunction Associated Steatotic Liver Disease (MASLD) is emerging as a major cause of HCC, with an increasing incidence compared to alcohol-induced steatohepatitis or viral chronic hepatitis, becoming a worldwide public health problem. Objective: To evaluate the clinical features, HCC screening programme, treatment modalities and overall survival (OS) of a series of Brazilian patients with MASLD - HCC. Method: A historical cohort study conducted at the Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Patients with MASLD and HCC from May 2010 to September 2019 were included and clinical and laboratory data were collected and analysed to assess the overall survival of these patients and associated factors (clinical, laboratory and tumour variables, the role of screening and treatment) that had an impact on survival. Survival outcomes were estimated using the Kaplan-Meier method and compared using Log-rank, followed by multivariate Cox regression analysis. Results: 131 patients were enrolled. Mean age was 65.1±9.7 years, 60.3% male, BMI (Body Mass Index) of 28.7±5 kg/m2. Cirrhosis in 90.8%, Child-Pugh A in 57.1%, median of MELD 10 (8.0- 15.0) and in 86.9% were ALBI score Grade I and II. Portal hypertension was present in 79.8% and its complications were observed in 51.3% of patients before the diagnosis of HCC. Risk factors for MASLD in 94.7% of the studied population, such as systemic arterial hypertension (76.2%); type 2 diabetes mellitus (67.5%); dyslipidemia and obesity (39.7%); overweight (38.9%); glucose intolerance (7.1%) and hyperuricemia (3.2%). Of the 131 patients, 38 (29%) were enrolled in an HCC screening programme. Most patients had a nodule (57.3%) at diagnosis, the mean of the largest diameter 54.5 mm, 40.5% were within the Milan criteria and by the Tumor Staging System - BCLC were classified: 0: 5.3%; A: 42.7%; B: 25.2%; C: 16% and D: 10.7%. HCC treatment was carried out in 84.7% and the types were decided according to BCLC staging system: Transarterial chemoembolization (TACE) was performed in 47.7%; radiofrequency ablation (RFA) in 17.1%; sorafenib in 16.2%, liver transplantation in 16.2% and surgical resection in 9.9%. The mean follow-up was 2.17 (±1.9) years and the cumulative survival at the end of the first year was 72%, in the second year 52% and in the fifth year 32%. No significant association was found between screening and overall survival in either univariate or multivariate analysis, however, when subanalysed according to nodule size and stage, patients who were in the screening programme were diagnosed with tumours smaller than 42 mm and 50 mm and in early stages, showing the effectiveness of this programme. Independent factors associated with worse overall survival were BCLC C-D (p<0.001), largest nodule size > 42 mm (p=0.039), positive history for upper gastrointestinal bleeding (p< 0.006) portal vein tumoral thrombosis (p<0.001) and ALBI score Grade II or III (p=0.003). HCC treatment was associated with longer survival in univariate analysis (p<0.001), but not in Cox multiple regression. Conclusion: In patients with MASLD and HCC, factors associated with lower survival were diagnosis at more advanced stages - BCLC C-D, diameter of the largest nodule > 42 mm, previous history of upper gastrointestinal bleeding, portal vein tumour thrombosis and ALBI II or III score. Patients who were on a screening programme had their tumour diagnosed at earlier stagesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarrilho, Flair JoséAlencar, Regiane Saraiva de Souza Melo2025-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-01092025-162841/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-03T18:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-01092025-162841Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-03T18:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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