Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05092025-153249/ |
Resumo: | Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) desempenham um papel crucial na atenção secundária à saúde bucal no Brasil, oferecendo serviços especializados, como periodontia e diagnóstico de câncer bucal. No entanto, a distribuição desses centros ainda é pouco explorada. Foi realizado um estudo transversal utilizando dados de 5.570 municípios brasileiros. Estatísticas descritivas e modelos de regressão logística (não ajustados e ajustados) foram empregados para avaliar as associações entre a presença de CEOs e variáveis independentes, como tamanho populacional, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Gini e tipo de gestão. Razões de Chances (ORs) com Intervalos de Confiança de 95% (ICs) foram calculadas. Apenas 956 municípios (17,2%) contavam com pelo menos um CEO. Os CEOs Tipo 1 foram os mais comuns (53,37%), seguidos pelos Tipos 2 (35,48%) e 3 (11,15%). Municípios menores (<39.539 habitantes) abrigaram 46,03% dos CEOs, predominantemente do Tipo 1 (76,39%), enquanto CEOs Tipo 3 se concentraram em municípios maiores (>166.848 habitantes), com 18,96%. Municípios com maior IDH (>0,762) e maior desigualdade de renda (Gini > 0,5656) apresentaram menor probabilidade de possuir CEOs (OR: 0,19; IC 95%: 0,100,35 e OR: 0,28; IC 95%: 0,180,44, respectivamente). CEOs de gestão estadual foram fortemente associados a CEOs Tipo 3 (OR: 4,13; IC 95%: 1,2413,73; p=0,020). Desigualdades estruturais influenciam significativamente a distribuição dos CEOs no Brasil. Políticas públicas voltadas para regiões vulneráveis são essenciais para garantir o acesso equitativo à atenção especializada em saúde bucal. |
| id |
USP_9d5d483e5caedafa8a331df5084fbe69 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-05092025-153249 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográficaStructural inequality in the access to the Dental Specialty Centers in Brazil: a socioeconomic and demographic approachAtenção secundáriaHealth inequality monitoringMonitoramento da desigualdade em saúdeOral health,Secondary careSaúde bucalOs Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) desempenham um papel crucial na atenção secundária à saúde bucal no Brasil, oferecendo serviços especializados, como periodontia e diagnóstico de câncer bucal. No entanto, a distribuição desses centros ainda é pouco explorada. Foi realizado um estudo transversal utilizando dados de 5.570 municípios brasileiros. Estatísticas descritivas e modelos de regressão logística (não ajustados e ajustados) foram empregados para avaliar as associações entre a presença de CEOs e variáveis independentes, como tamanho populacional, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Gini e tipo de gestão. Razões de Chances (ORs) com Intervalos de Confiança de 95% (ICs) foram calculadas. Apenas 956 municípios (17,2%) contavam com pelo menos um CEO. Os CEOs Tipo 1 foram os mais comuns (53,37%), seguidos pelos Tipos 2 (35,48%) e 3 (11,15%). Municípios menores (<39.539 habitantes) abrigaram 46,03% dos CEOs, predominantemente do Tipo 1 (76,39%), enquanto CEOs Tipo 3 se concentraram em municípios maiores (>166.848 habitantes), com 18,96%. Municípios com maior IDH (>0,762) e maior desigualdade de renda (Gini > 0,5656) apresentaram menor probabilidade de possuir CEOs (OR: 0,19; IC 95%: 0,100,35 e OR: 0,28; IC 95%: 0,180,44, respectivamente). CEOs de gestão estadual foram fortemente associados a CEOs Tipo 3 (OR: 4,13; IC 95%: 1,2413,73; p=0,020). Desigualdades estruturais influenciam significativamente a distribuição dos CEOs no Brasil. Políticas públicas voltadas para regiões vulneráveis são essenciais para garantir o acesso equitativo à atenção especializada em saúde bucal.Dental Specialty Centers (CEOs) play a vital role in Brazil\'s secondary oral health care, providing specialized services like periodontology and oral cancer diagnosis, but their distribution remains underexplored. A cross-sectional study was conducted using data from 5,570 Brazilian munici-palities. Descriptive statistics and logistic regression models (unadjusted and adjusted) were employed to assess associations between CEO presence and independent variables, including population size, Human Development Index (HDI), Gini Index, and management type. Odds Ratios (ORs) with 95% Confidence Intervals (CIs) were calculated. Only 956 municipalities (17.2%) hosted at least one CEO. Type 1 CEOs were the most common (53.37%), followed by Type 2 (35.48%) and Type 3 (11.15%). Smaller mu-nicipalities (<39,539 inhabitants) accounted for 46.03% of CEOs, predominantly Type 1 (76.39%), while Type 3 CEOs were concentrated in larger municipalities (>166,848 inhabit-ants) at 18.96%. Municipalities with higher HDI (>0.762) and greater income inequality (Gini > 0.5656) were less likely to host CEOs overall (OR: 0.19; 95% CI: 0.100.35 and OR: 0.28; 95% CI: 0.180.44, respectively). State-managed CEOs were strongly associated with Type 3 CEOs (OR: 4.13; 95% CI: 1.2413.73; p=0.020). Structural inequalities significantly influence the distribution of CEOs in Bra-zil. Public policies targeting vulnerable regions are essential to ensure equitable access to specialized oral health care.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBastos, Roosevelt da SilvaCagi, Priscila Caligaris2025-06-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05092025-153249/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-08T17:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-05092025-153249Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-08T17:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica Structural inequality in the access to the Dental Specialty Centers in Brazil: a socioeconomic and demographic approach |
| title |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| spellingShingle |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica Cagi, Priscila Caligaris Atenção secundária Health inequality monitoring Monitoramento da desigualdade em saúde Oral health,Secondary care Saúde bucal |
| title_short |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| title_full |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| title_fullStr |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| title_full_unstemmed |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| title_sort |
Desigualdade estrutural no acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas no Brasil: uma abordagem socioeconômica e demográfica |
| author |
Cagi, Priscila Caligaris |
| author_facet |
Cagi, Priscila Caligaris |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Bastos, Roosevelt da Silva |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Cagi, Priscila Caligaris |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Atenção secundária Health inequality monitoring Monitoramento da desigualdade em saúde Oral health,Secondary care Saúde bucal |
| topic |
Atenção secundária Health inequality monitoring Monitoramento da desigualdade em saúde Oral health,Secondary care Saúde bucal |
| description |
Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) desempenham um papel crucial na atenção secundária à saúde bucal no Brasil, oferecendo serviços especializados, como periodontia e diagnóstico de câncer bucal. No entanto, a distribuição desses centros ainda é pouco explorada. Foi realizado um estudo transversal utilizando dados de 5.570 municípios brasileiros. Estatísticas descritivas e modelos de regressão logística (não ajustados e ajustados) foram empregados para avaliar as associações entre a presença de CEOs e variáveis independentes, como tamanho populacional, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Gini e tipo de gestão. Razões de Chances (ORs) com Intervalos de Confiança de 95% (ICs) foram calculadas. Apenas 956 municípios (17,2%) contavam com pelo menos um CEO. Os CEOs Tipo 1 foram os mais comuns (53,37%), seguidos pelos Tipos 2 (35,48%) e 3 (11,15%). Municípios menores (<39.539 habitantes) abrigaram 46,03% dos CEOs, predominantemente do Tipo 1 (76,39%), enquanto CEOs Tipo 3 se concentraram em municípios maiores (>166.848 habitantes), com 18,96%. Municípios com maior IDH (>0,762) e maior desigualdade de renda (Gini > 0,5656) apresentaram menor probabilidade de possuir CEOs (OR: 0,19; IC 95%: 0,100,35 e OR: 0,28; IC 95%: 0,180,44, respectivamente). CEOs de gestão estadual foram fortemente associados a CEOs Tipo 3 (OR: 4,13; IC 95%: 1,2413,73; p=0,020). Desigualdades estruturais influenciam significativamente a distribuição dos CEOs no Brasil. Políticas públicas voltadas para regiões vulneráveis são essenciais para garantir o acesso equitativo à atenção especializada em saúde bucal. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-06-18 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05092025-153249/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05092025-153249/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492320329138176 |