Risco para toxicidade na pessoa idosa em tratamento oncológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lira, Rianne Rodrigues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-03102025-155108/
Resumo: Introdução: No Brasil, a transição demográfica e epidemiológica gerou um aumento significativo de pessoas idosas e reflete na prevalência e incidência de câncer nessa população. As neoplasias estão crescendo nas pessoas idosas, e o diagnóstico é um grande desafio, bem como o plano terapêutico. A identificação dos fatores de risco de toxicidades no paciente idoso oncológico pode contribuir para um melhor planejamento do cuidado de enfermagem. Objetivo: Determinar os fatores de risco de toxicidade na pessoa idosa em tratamento de quimioterapia. Método: Estudo quantitativo, observacional de tipo transversal e analítico. A população de estudo foi composta por 179 pessoas idosas atendidas no ambulatório no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo entre os meses de julho e outubro de 2024. Para a coleta das informações foram utilizados os seguintes instrumentos: Perfil demográfico, informações do prontuário, 10- point Cognitive Screener, Escala de Depressão Geriátrica, Escore de toxicidade de Hurria, Eastern Cooperative Oncologic Group, Simple Questionnaire to Rapidly Diagnose Sarcopenia F, Índice de Fragilidade de Tilburg e Escala de apoio Social. Os dados foram analisados no programa Statistical Package Social Sciences SPSS v. 25 sendo utilizada a estatística descritiva com uso de testes de correlação de Pearson e Teste t. Para identificar a associação entre a variável dependente, e as variáveis independentes, foi utilizada a análise de regressão linear logística. Todos os testes estatísticos tiveram uma significância de p valor menor do que 0,05. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM/USP). Resultados: Dos 179 participantes, identificou-se predomino era do gênero feminino (58,4%), a idade média foi de 67,71 (DP=5,63), casado (63,5%), aposentados (62,9%), casa própria (71,9%), natural de São Paulo (56,7%) e com cuidador (88,8%). O diagnóstico oncológico mais presente foi o câncer de mama (18,5%) e com tratamento de Linha 1 (33,7%). A comorbidade mais comum foi Hipertensão Arterial (50,6%) e Diabetes Mellitus (28,1%). Na avaliação do participante, apresentaram comprometimento cognitivo (31,4%), performance funcional grau 2 e 3 (20,1%), risco de sarcopenia (33,7%), fragilidade (56,2%), sintomas depressivos (23%) e com moderado e alto risco de toxicidade (73,6%). Na análise de associação identificou-se que a maior idade (p=0,001), maior pontuação à escala de fragilidade (p=0,012) e pior ECOG (p=0,003) aumentam o risco de desenvolver toxicidade relacionada a quimioterapia Conclusões: O risco de toxicidade está presente na pessoa idosa, e que se incrementa à idade, piora na performance e fragilidade. Esses resultados destacam a necessidade da mudança do olhar do enfermeiro que assiste esse paciente para adequação de melhor plano de cuidados para o paciente mais frágil, com pior performance e com maior idade, podendo reduzir possível toxicidades ou até mesmo identifica-los mais precocemente, sendo necessária a implantação e implementação da avaliação geriátrica abrangente a toda a população idosa que se atende nesses ambulatórios.
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A população de estudo foi composta por 179 pessoas idosas atendidas no ambulatório no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo entre os meses de julho e outubro de 2024. Para a coleta das informações foram utilizados os seguintes instrumentos: Perfil demográfico, informações do prontuário, 10- point Cognitive Screener, Escala de Depressão Geriátrica, Escore de toxicidade de Hurria, Eastern Cooperative Oncologic Group, Simple Questionnaire to Rapidly Diagnose Sarcopenia F, Índice de Fragilidade de Tilburg e Escala de apoio Social. Os dados foram analisados no programa Statistical Package Social Sciences SPSS v. 25 sendo utilizada a estatística descritiva com uso de testes de correlação de Pearson e Teste t. Para identificar a associação entre a variável dependente, e as variáveis independentes, foi utilizada a análise de regressão linear logística. Todos os testes estatísticos tiveram uma significância de p valor menor do que 0,05. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM/USP). Resultados: Dos 179 participantes, identificou-se predomino era do gênero feminino (58,4%), a idade média foi de 67,71 (DP=5,63), casado (63,5%), aposentados (62,9%), casa própria (71,9%), natural de São Paulo (56,7%) e com cuidador (88,8%). O diagnóstico oncológico mais presente foi o câncer de mama (18,5%) e com tratamento de Linha 1 (33,7%). A comorbidade mais comum foi Hipertensão Arterial (50,6%) e Diabetes Mellitus (28,1%). Na avaliação do participante, apresentaram comprometimento cognitivo (31,4%), performance funcional grau 2 e 3 (20,1%), risco de sarcopenia (33,7%), fragilidade (56,2%), sintomas depressivos (23%) e com moderado e alto risco de toxicidade (73,6%). Na análise de associação identificou-se que a maior idade (p=0,001), maior pontuação à escala de fragilidade (p=0,012) e pior ECOG (p=0,003) aumentam o risco de desenvolver toxicidade relacionada a quimioterapia Conclusões: O risco de toxicidade está presente na pessoa idosa, e que se incrementa à idade, piora na performance e fragilidade. Esses resultados destacam a necessidade da mudança do olhar do enfermeiro que assiste esse paciente para adequação de melhor plano de cuidados para o paciente mais frágil, com pior performance e com maior idade, podendo reduzir possível toxicidades ou até mesmo identifica-los mais precocemente, sendo necessária a implantação e implementação da avaliação geriátrica abrangente a toda a população idosa que se atende nesses ambulatórios.Introduction: In Brazil, the demographic and epidemiological transition has led to a significant increase in the number of elderly people, which is reflected in the prevalence and incidence of cancer in this population. Cancer is on the rise in elderly people, and diagnosis and treatment planning are a major challenge. Identifying risk factors for toxicity in elderly cancer patients can contribute to better planning of nursing care. Objective: To determine risk factors for toxicity in elderly people undergoing chemotherapy. Method: Quantitative, observational, cross-sectional and analytical study. The study population consisted of 179 elderly individuals treated at the outpatient clinic of the São Paulo State Cancer Institute between July and October 2024. The following instruments were used to collect information: demographic profile, medical record information, 10-point Cognitive Screener, Geriatric Depression Scale, Hurria Toxicity Score, Eastern Cooperative Oncologic Group, Simple Questionnaire to Rapidly Diagnose Sarcopenia F, Tilburg Frailty Index, and Social Support Scale. Data were analyzed using the Statistical Package for Social Sciences - SPSS v. 25, using descriptive statistics using Pearson\'s correlation tests and t-test. To identify the association between the dependent variable and the independent variables, logistic linear regression analysis was used. All statistical tests had a significance of p-value less than 0.05. The study was approved by the research ethics committee of the Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine of the University of São Paulo (HCFM/USP). Results: Of the 179 participants, the majority were female (58.4%), with a mean age of 67.71 (SD=5.63), married (63.5%), retired (62.9%), homeowners (71.9%), born in São Paulo (56.7%) and with a caregiver (88.8%). The most common oncological diagnosis was breast cancer (18.5%) and with Line 1 treatment (33.7%). The most common comorbidity was Arterial Hypertension (50.6%) and Diabetes Mellitus (28.1%). In the participant\'s evaluation, they presented cognitive impairment (31.4%), functional performance grade 2 and 3 (20.1%), risk of sarcopenia (33.7%), frailty (56.2%), and depressive symptoms (23%) and with moderate and high risk of toxicity (73.6%). In the association analysis, it was identified that older age (p=0.001), higher frailty scale score (p=0.012) and worse ECOG (p=0.003) increase the risk of developing toxicity related to chemotherapy treatment. Conclusions: The risk of toxicity is present in the elderly, and it increases with age, worsening performance and frailty. These results highlight the need for a change in the perspective of the nurse who assists this patient to adapt a better care plan for the frailer patient, with worse performance and older age, which can reduce possible toxicities or even identify them earlier, requiring the implementation and implementation of comprehensive geriatric assessment for the entire elderly population treated in these outpatient clinics.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFhon, Jack Roberto SilvaLira, Rianne Rodrigues de2025-03-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-03102025-155108/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-30T14:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-03102025-155108Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-30T14:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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