Consumo de ferro suplementar no controle da anemia
| Ano de defesa: | 2001 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-03042025-154929/ |
Resumo: | Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto, na concentração de hemoglobina, resultante da ingestão de ferro incluído em refeições oferecidas a pré-escolares de uma creche municipal de São Paulo. Metodologia: avaliaram-se 57 crianças de 7 a 63 meses de idade de uma creche do Município de São Paulo. O arroz e o macarrão foram selecionados como transportadores do mineral suplementar, por constituírem alimentos com presença diária no cardápio da creche. O ferro bisglicina quelato (Ferrochel®) foi acrescentado aos cereais no momento do preparo e oferecido por 52 dias úteis. No arroz foi adicionado à água de cocção e no macarrão, ao sache de tempero. Utilizou-se a quantidade de ferro preconizada pela legislação brasileira (4,2 mg Fe/100g do alimento pronto). A hemoglobina foi determinada no sangue capilar em colorímetro de leitura direta (HemoCue). A variação na concentração de hemoglobina inicial e após 3 meses foi utilizada como indicador da eficácia da intervenção. Resultados: verificou-se, através de inquérito dietético, que a alimentação da creche é similar à ingerida em casa e que tem um papel significativo no dia alimentar das crianças. O desjejum e o lanche da tarde são refeições predominantemente lácteas, enquanto o almoço e o jantar são compostos de arroz/feijão (ou macarrão), carne e complemento. Não foi observada a incidência de efeitos colaterais indesejáveis atribuíveis à intervenção. Não houve alteração no sabor e odor dos alimentos, sendo que a cor do arroz ficou ligeiramente mais escura. Observou-se um aumento estatisticamente significante na concentração de hemoglobina final em relação à inicial e redução na prevalência de anemia (Hb<11g/dL) de 36,8% para 17,5%. Atribuíram-se estes resultados à adição de ferro suplementar nas refeições. Conclusões: verificou-se que a combinação das duas técnicas de intervenção: suplementação (uso de quantidade controlada de ferro) e fortificação (mineral adicionado ao alimento) é eficiente. Sabe-se que o uso regular de alimentos fontes de ferro, natural ou fortificado, constitui a forma ideal de alimentação. No entanto, enquanto isso não ocorre, soluções alternativas, como a aqui avaliada, devem ser procuradas e implantadas diminuindo os riscos decorrentes da deficiência de ferro. |
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Consumo de ferro suplementar no controle da anemiaIntake of supplemental iron in anemia controlAnemia FerroprivaFerrochel®Ferrochel®FortificaçãoFortificationIron Deficiency AnemiaSuplementaçãoSupplementationObjetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto, na concentração de hemoglobina, resultante da ingestão de ferro incluído em refeições oferecidas a pré-escolares de uma creche municipal de São Paulo. Metodologia: avaliaram-se 57 crianças de 7 a 63 meses de idade de uma creche do Município de São Paulo. O arroz e o macarrão foram selecionados como transportadores do mineral suplementar, por constituírem alimentos com presença diária no cardápio da creche. O ferro bisglicina quelato (Ferrochel®) foi acrescentado aos cereais no momento do preparo e oferecido por 52 dias úteis. No arroz foi adicionado à água de cocção e no macarrão, ao sache de tempero. Utilizou-se a quantidade de ferro preconizada pela legislação brasileira (4,2 mg Fe/100g do alimento pronto). A hemoglobina foi determinada no sangue capilar em colorímetro de leitura direta (HemoCue). A variação na concentração de hemoglobina inicial e após 3 meses foi utilizada como indicador da eficácia da intervenção. Resultados: verificou-se, através de inquérito dietético, que a alimentação da creche é similar à ingerida em casa e que tem um papel significativo no dia alimentar das crianças. O desjejum e o lanche da tarde são refeições predominantemente lácteas, enquanto o almoço e o jantar são compostos de arroz/feijão (ou macarrão), carne e complemento. Não foi observada a incidência de efeitos colaterais indesejáveis atribuíveis à intervenção. Não houve alteração no sabor e odor dos alimentos, sendo que a cor do arroz ficou ligeiramente mais escura. Observou-se um aumento estatisticamente significante na concentração de hemoglobina final em relação à inicial e redução na prevalência de anemia (Hb<11g/dL) de 36,8% para 17,5%. Atribuíram-se estes resultados à adição de ferro suplementar nas refeições. Conclusões: verificou-se que a combinação das duas técnicas de intervenção: suplementação (uso de quantidade controlada de ferro) e fortificação (mineral adicionado ao alimento) é eficiente. Sabe-se que o uso regular de alimentos fontes de ferro, natural ou fortificado, constitui a forma ideal de alimentação. No entanto, enquanto isso não ocorre, soluções alternativas, como a aqui avaliada, devem ser procuradas e implantadas diminuindo os riscos decorrentes da deficiência de ferro.Goal: Through the variation of hemoglobin concentration, this study aimed at evaluating the impact resultant from the intake of iron included in meals offered to preschool children in a municipal day-care center in the city of São Paulo, State of São Paulo, Brazil. Methodology: Fifty-seven children, aged 7 to 63 months, attending a municipal daycare center in the city of São Paulo, were evaluated. Rice and macaroni were elected as carriers of the supplemental mineral since they are foods of obligatory presence in the day-care center\'s daily menu. Iron biglycinate chelate (Ferrochel®) was added to the cereals at the moment of their preparation and offered to the children for 52 workdays. It was added to the boiling water for cooking rice and to the spice sachet of the macaroni, following the amount recommended by the Brazilian legislation for foods ready for consumption (4.2mg Fe/100g). Hemoglobin was determined in capillary blood through a direct-reading colorimeter (HemoCue). The variation between the initial hemoglobin concentration and that concerning three months after the intervention was used as an indicator of the efficiency of the intervention. Results: A dietary inquiry disclosed the day-care center\'s feeding practices of this study to be similar to those taken at home, as well as having a significant role in the daily diet of these children. Breakfast and the afternoon snack are predominantly milky meals, while lunch and dinner are composed of rice/beans (or macaroni), meat and compIement. No undesirable side effects attributabIe to the intervention were found out. AIso, no alteration in taste or odor of the foods offered was observed, being that only the color of the rice became slightly darker. A statistically significant increase was observed in the final concentration of hemoglobin, in relation to the initial one, as well as a reduction from 36.8% to 17.5% in anemia prevalence (Hb<11g/dL). These results were attributed to the addition of supplemental iron to the children\'s meaIs during 52 workdays. Conclusions: the combination of the two techniques of intervention - supplementation (use of a controlled amount of iron) and fortification (mineral added to the food) - proved to be efficient. It is known that the regular intake of iron-source foods, natural or artificially fortified, constitutes the ideal feeding practice. However, while this does not occur, alternative solutions, as the one here evaluated, should be searched out and implemented in order to diminish the risks arisen from iron deficiency.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSzarfarc, Sophia CornbluthArraval, Selma Regina de Mello2001-09-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-03042025-154929/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-04T16:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-03042025-154929Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-04T16:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto, na concentração de hemoglobina, resultante da ingestão de ferro incluído em refeições oferecidas a pré-escolares de uma creche municipal de São Paulo. Metodologia: avaliaram-se 57 crianças de 7 a 63 meses de idade de uma creche do Município de São Paulo. O arroz e o macarrão foram selecionados como transportadores do mineral suplementar, por constituírem alimentos com presença diária no cardápio da creche. O ferro bisglicina quelato (Ferrochel®) foi acrescentado aos cereais no momento do preparo e oferecido por 52 dias úteis. No arroz foi adicionado à água de cocção e no macarrão, ao sache de tempero. Utilizou-se a quantidade de ferro preconizada pela legislação brasileira (4,2 mg Fe/100g do alimento pronto). A hemoglobina foi determinada no sangue capilar em colorímetro de leitura direta (HemoCue). A variação na concentração de hemoglobina inicial e após 3 meses foi utilizada como indicador da eficácia da intervenção. Resultados: verificou-se, através de inquérito dietético, que a alimentação da creche é similar à ingerida em casa e que tem um papel significativo no dia alimentar das crianças. O desjejum e o lanche da tarde são refeições predominantemente lácteas, enquanto o almoço e o jantar são compostos de arroz/feijão (ou macarrão), carne e complemento. Não foi observada a incidência de efeitos colaterais indesejáveis atribuíveis à intervenção. Não houve alteração no sabor e odor dos alimentos, sendo que a cor do arroz ficou ligeiramente mais escura. Observou-se um aumento estatisticamente significante na concentração de hemoglobina final em relação à inicial e redução na prevalência de anemia (Hb<11g/dL) de 36,8% para 17,5%. Atribuíram-se estes resultados à adição de ferro suplementar nas refeições. Conclusões: verificou-se que a combinação das duas técnicas de intervenção: suplementação (uso de quantidade controlada de ferro) e fortificação (mineral adicionado ao alimento) é eficiente. Sabe-se que o uso regular de alimentos fontes de ferro, natural ou fortificado, constitui a forma ideal de alimentação. No entanto, enquanto isso não ocorre, soluções alternativas, como a aqui avaliada, devem ser procuradas e implantadas diminuindo os riscos decorrentes da deficiência de ferro. |
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