Custos associados às provisões: como são e como devem ser contabilizados?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Aquino, Victor Nunes Hamaguti de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-26032026-182558/
Resumo: Esta dissertação investiga como os Custos Associados às Provisões (CAP) devem ser, e de fato são, contabilizados sob a IAS 37 e o CPC 25, bem como se esses custos podem ser utilizados em práticas de gerenciamento de resultados. CAP são desembolsos presentes ou potenciais que surgem em decorrência direta de uma obrigação principal contingente ou provisionada, e da qual extraem a lógica de como devem ser contabilizados. Metodologicamente combinou-se um ensaio jurídico-dogmático com um estudo qualitativo baseado em quinze entrevistas semiestruturadas com sócios de auditoria e controllers, com aprovação ética, para solucionar as questões de pesquisa derivadas do problema apresentado. No plano normativo, sustenta-se que os CAP devem seguir os mesmos critérios de reconhecimento e mensuração das provisões (ser passivo de prazo incerto, obrigação presente, saída provável de recursos e estimativa confiável), compondo a melhor estimativa do passivo quando inevitáveis para sua liquidação e que, ante a natureza decisória das provisões, tal qual o principal, os CAP são terreno fértil para gerenciamento de resultado, com ainda maior potencialidade ante a não especificação das normas em relação a tais custos. No plano empírico, os achados mostram, dentro de suas limitações metodológicas, que a opinião do mercado converge, em geral, para esse entendimento normativo. Entretanto, a prática é heterogênea, com coexistência de tratamentos alinhados à norma e alternativas apoiadas em justificativas frágeis. Os achados revelam diversas implicações sobre a contabilidade. Ainda em seus achados, o trabalho revela que há divergência na opinião dos membros do mercado quanto ao uso de CAP para gerenciamento de resultados. Não seguindo a lógica normativa delineada anteriormente, a maioria dos membros considera esta uma prática possível, em alinhamento com a teoria, enquanto uma parcela relevante nega a possibilidade, por motivos de imaterialidade e dificuldade de controle. Como contribuições, o trabalho inaugura de forma sistemática o debate acadêmico sobre CAP e propõe uma reflexão normativa e enquadramentos exemplificativos para auxiliar preparadores e auditores a decidir o que incluir (ou não) nas provisões. Além disso, o trabalho expõe o possível cenário que enfrenta a prática da contabilização de CAP.
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Metodologicamente combinou-se um ensaio jurídico-dogmático com um estudo qualitativo baseado em quinze entrevistas semiestruturadas com sócios de auditoria e controllers, com aprovação ética, para solucionar as questões de pesquisa derivadas do problema apresentado. No plano normativo, sustenta-se que os CAP devem seguir os mesmos critérios de reconhecimento e mensuração das provisões (ser passivo de prazo incerto, obrigação presente, saída provável de recursos e estimativa confiável), compondo a melhor estimativa do passivo quando inevitáveis para sua liquidação e que, ante a natureza decisória das provisões, tal qual o principal, os CAP são terreno fértil para gerenciamento de resultado, com ainda maior potencialidade ante a não especificação das normas em relação a tais custos. No plano empírico, os achados mostram, dentro de suas limitações metodológicas, que a opinião do mercado converge, em geral, para esse entendimento normativo. Entretanto, a prática é heterogênea, com coexistência de tratamentos alinhados à norma e alternativas apoiadas em justificativas frágeis. Os achados revelam diversas implicações sobre a contabilidade. Ainda em seus achados, o trabalho revela que há divergência na opinião dos membros do mercado quanto ao uso de CAP para gerenciamento de resultados. Não seguindo a lógica normativa delineada anteriormente, a maioria dos membros considera esta uma prática possível, em alinhamento com a teoria, enquanto uma parcela relevante nega a possibilidade, por motivos de imaterialidade e dificuldade de controle. Como contribuições, o trabalho inaugura de forma sistemática o debate acadêmico sobre CAP e propõe uma reflexão normativa e enquadramentos exemplificativos para auxiliar preparadores e auditores a decidir o que incluir (ou não) nas provisões. Além disso, o trabalho expõe o possível cenário que enfrenta a prática da contabilização de CAP.This dissertation investigates how Provisions-Related Costs (PRC) should be, and in practice are, accounted for under IAS 37 and CPC 25, as well as whether these costs can be used in earnings management practices. PRC are current or potential outlays that arise directly from an underlying contingent or provisioned obligation, from which the logic for their accounting treatment is derived. Methodologically, the study combines a legal-dogmatic essay with a qualitative study based on 15 semi-structured interviews with audit partners and controllers, conducted with ethics approval, to address the research questions stemming from the problem presented. On the normative front, it argues that PRC should follow the same recognition and measurement criteria as provisions (being a liability of uncertain timing, a present obligation, a probable outflow of resources, and reliably estimable), forming the liabilitys best estimate when unavoidable for its settlement; and that, given the judgment-laden nature of provisions, PRC, like the principal obligation, are fertile ground for earnings management, and potentially amplified by the standards lack of specific guidance on such costs. Empirically, the findings, within their methodological limitations, show that market opinion generally converges on this normative understanding, however, practice is heterogeneous, with treatments aligned to the standard coexisting alongside alternatives supported by fragile justifications. The findings entail several implications for accounting, which the dissertation discusses in depth. The study also reveals divergence among market participants regarding the use of PRC for earnings management, while most consider it possible, consistent with theory, a significant share denies the possibility on grounds of immateriality and difficulty of control. As contributions, the work systematically opens the academic debate on PRC and proposes normative reflections and illustrative frameworks to help preparers and auditors decide what to include (or not) in provisions. In addition, it outlines the landscape currently confronting CAP accounting practice.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFlores, Eduardo da SilvaRibeiro, Maisa de SouzaAquino, Victor Nunes Hamaguti de2025-12-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-26032026-182558/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-07T09:04:30Zoai:teses.usp.br:tde-26032026-182558Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-07T09:04:30Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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