Efeito do treinamento físico aeróbio no controle quimiorreflexo da atividade nervosa simpática em pacientes com doença arterial coronariana crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Saraiva, Graziela Amaro Vicente Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-30032026-131018/
Resumo: INTRODUÇÃO: A doença arterial coronariana (DAC) cursa em sua fisiopatologia com disfunção autonômica caracterizada por hiperativação nervosa simpática. As causas dessa disfunção não são plenamente conhecidas. Entretanto, sabe-se que o controle quimiorreflexo arterial, importante mecanismo de regulação nervosa simpática, encontra-se alterado nas doenças cardiovasculares. Em contrapartida, está bem documentado que o treinamento físico (TF) aeróbio promove importantes adaptações autonômicas e cardiovasculares, sendo que, alguns estudos têm evidenciado também, melhora na sensibilidade dos quimiorreceptores arteriais em pacientes com fatores de risco para a DAC. Assim, seria de grande relevância clínica e para a área, avaliar se o TF também pode melhorar o mecanismo de regulação quimiorreflexa periférica e central da atividade nervosa simpática muscular (ANSM) nos pacientes com DAC, o que ainda não está evidenciado. OBJETIVOS: Avaliar o efeito do TF aeróbio no controle quimiorreflexo periférico e central da ANSM em pacientes com DAC. Como objetivos específicos, pretende-se avaliar em pacientes com DAC: 1) o efeito do TF aeróbio na resposta da ANSM, pressão arterial (PA) média e ventilação minuto (VE), durante a ativação dos quimiorreceptores periféricos e centrais; 2) se o TF melhora a velocidade média do fluxo sanguíneo carotídeo e sua associação com a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa; 3) se o nível da ANSM de repouso está associado à resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central e; 4) a associação entre o consumo de oxigênio de pico (VO2 pico) e a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central. MÉTODOS: Foram selecionados 27 pacientes com DAC, os quais foram randomizados em grupo controle, com seguimento clínico ambulatorial (DACC, n=13, 59±1 anos) e grupo submetido ao TF aeróbio, 3 vezes por semana, por 60 minutos (DAC-TF, n=14, 57±1 anos). O controle quimiorreflexo periférico foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipóxica (10% de oxigênio e 90% de nitrogênio com titulação de dióxido de carbono) e o controle quimiorreflexo central foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipercapnica (7% de dióxido de carbono e 93% de oxigênio), de forma randomizada. A ANSM (microneurografia), a VE (pneumotacógrafo), a frequência cardíaca (eletrocardiograma), a PA média (método oscilométrico indireto, contínuo), a frequência respiratória (cinta piezoelétrica), a saturação de pulso de oxigênio (SpO2, oxímetro de pulso) e a pressão expirada final de dióxido de carbono (PETCO2, Capnógrafo) foram avaliadas em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos e centrais, antes e após um período de 4 meses. RESULTADOS: O TF diminuiu os níveis da ANSM em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (Pfase<0,001) e centrais (Pfae<0,001). Interessantemente, a resposta da ANSM no grupo DAC-TF, avaliada pela área sob a curva durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (184±7 vs. 146±4 u.a., p<0,001) e centrais (187±5 vs. 142±2 u.a., p<0,001), bem como, a sensibilidade quimiorreflexa periférica, avaliada pela resposta da ANSM ao longo da diminuição da Sp02 (44±2 vs. 34±1, 44±2 vs. 35±l, 47±2 vs. 38±1, 49±2 vs. 40±2 e 50±3 vs. 42±2 disparos/minuto, p<0,001) e central, avaliada ao longo do aumento da PetC02 (41±2 vs. 32±1, 47±1 vs. 36±1, 48±l vs. 37±1, 48±l vs. 37±1, 49±1 vs. 38±1 disparos/minuto, p<0,001) diminuíram significativamente após o TF, o que não foi observado no grupo DAC-C. Além disso, observamos uma associação positiva e significativa entre a ANSM em repouso e a resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (f=0,93, p<0,00l) e centrais (r=0,88, p<0,001). Por fim, observamos uma associação inversa entre a variação (A) do VO2 pico e a variação (A) da resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (r=-0,72, p<0,001) e centrais (r=-0,60, p<0,003) nos grupos DAC-C e DAC-TF, com a intervenção. Não foi observada alteração nas respostas da PA média e da VE durante a estimulação quimiorreflexa periférica e central em ambos os grupos. E, não observamos alteração na velocidade média do fluxo carotídeo após o TF. CONCLUSÃO: O TF aeróbio melhora 0 controle quimiorreflexo da ANSM, observado pela diminuição da sensibilidade quimiorreflexa da ANSM durante a hipóxia (quimiorreflexo periférico) e hipercapnia (quimiorreflexo central) nos pacientes com DAC. Esta resposta está associada ao nível de ANSM em repouso e ao V02 pico dos pacientes
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spelling Efeito do treinamento físico aeróbio no controle quimiorreflexo da atividade nervosa simpática em pacientes com doença arterial coronariana crônicaEffect of exercise training on chemoreflex control of sympathetic nerve activity in patients with chronic coronary artery diseaseCélulas quimiorreceptorasChemoreceptor cellsCoronaryDoença arterial coronarianaExercícioExerciseSistema nervoso simpáticoSympathetic nervous systemINTRODUÇÃO: A doença arterial coronariana (DAC) cursa em sua fisiopatologia com disfunção autonômica caracterizada por hiperativação nervosa simpática. As causas dessa disfunção não são plenamente conhecidas. Entretanto, sabe-se que o controle quimiorreflexo arterial, importante mecanismo de regulação nervosa simpática, encontra-se alterado nas doenças cardiovasculares. Em contrapartida, está bem documentado que o treinamento físico (TF) aeróbio promove importantes adaptações autonômicas e cardiovasculares, sendo que, alguns estudos têm evidenciado também, melhora na sensibilidade dos quimiorreceptores arteriais em pacientes com fatores de risco para a DAC. Assim, seria de grande relevância clínica e para a área, avaliar se o TF também pode melhorar o mecanismo de regulação quimiorreflexa periférica e central da atividade nervosa simpática muscular (ANSM) nos pacientes com DAC, o que ainda não está evidenciado. OBJETIVOS: Avaliar o efeito do TF aeróbio no controle quimiorreflexo periférico e central da ANSM em pacientes com DAC. Como objetivos específicos, pretende-se avaliar em pacientes com DAC: 1) o efeito do TF aeróbio na resposta da ANSM, pressão arterial (PA) média e ventilação minuto (VE), durante a ativação dos quimiorreceptores periféricos e centrais; 2) se o TF melhora a velocidade média do fluxo sanguíneo carotídeo e sua associação com a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa; 3) se o nível da ANSM de repouso está associado à resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central e; 4) a associação entre o consumo de oxigênio de pico (VO2 pico) e a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central. MÉTODOS: Foram selecionados 27 pacientes com DAC, os quais foram randomizados em grupo controle, com seguimento clínico ambulatorial (DACC, n=13, 59±1 anos) e grupo submetido ao TF aeróbio, 3 vezes por semana, por 60 minutos (DAC-TF, n=14, 57±1 anos). O controle quimiorreflexo periférico foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipóxica (10% de oxigênio e 90% de nitrogênio com titulação de dióxido de carbono) e o controle quimiorreflexo central foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipercapnica (7% de dióxido de carbono e 93% de oxigênio), de forma randomizada. A ANSM (microneurografia), a VE (pneumotacógrafo), a frequência cardíaca (eletrocardiograma), a PA média (método oscilométrico indireto, contínuo), a frequência respiratória (cinta piezoelétrica), a saturação de pulso de oxigênio (SpO2, oxímetro de pulso) e a pressão expirada final de dióxido de carbono (PETCO2, Capnógrafo) foram avaliadas em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos e centrais, antes e após um período de 4 meses. RESULTADOS: O TF diminuiu os níveis da ANSM em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (Pfase<0,001) e centrais (Pfae<0,001). Interessantemente, a resposta da ANSM no grupo DAC-TF, avaliada pela área sob a curva durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (184±7 vs. 146±4 u.a., p<0,001) e centrais (187±5 vs. 142±2 u.a., p<0,001), bem como, a sensibilidade quimiorreflexa periférica, avaliada pela resposta da ANSM ao longo da diminuição da Sp02 (44±2 vs. 34±1, 44±2 vs. 35±l, 47±2 vs. 38±1, 49±2 vs. 40±2 e 50±3 vs. 42±2 disparos/minuto, p<0,001) e central, avaliada ao longo do aumento da PetC02 (41±2 vs. 32±1, 47±1 vs. 36±1, 48±l vs. 37±1, 48±l vs. 37±1, 49±1 vs. 38±1 disparos/minuto, p<0,001) diminuíram significativamente após o TF, o que não foi observado no grupo DAC-C. Além disso, observamos uma associação positiva e significativa entre a ANSM em repouso e a resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (f=0,93, p<0,00l) e centrais (r=0,88, p<0,001). Por fim, observamos uma associação inversa entre a variação (A) do VO2 pico e a variação (A) da resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (r=-0,72, p<0,001) e centrais (r=-0,60, p<0,003) nos grupos DAC-C e DAC-TF, com a intervenção. Não foi observada alteração nas respostas da PA média e da VE durante a estimulação quimiorreflexa periférica e central em ambos os grupos. E, não observamos alteração na velocidade média do fluxo carotídeo após o TF. CONCLUSÃO: O TF aeróbio melhora 0 controle quimiorreflexo da ANSM, observado pela diminuição da sensibilidade quimiorreflexa da ANSM durante a hipóxia (quimiorreflexo periférico) e hipercapnia (quimiorreflexo central) nos pacientes com DAC. Esta resposta está associada ao nível de ANSM em repouso e ao V02 pico dos pacientesINTRODUCTION: Coronary artery disease (CAD) progresses in its pathophysiology, with autonomic dysfunction characterized by hyperactivation of the sympathetic nervous System. The causes of this dysfunction are not fully understood. However, it is known that arterial chemoreflex control, an important mechanism of sympathetic regulation is altered in cardiovascular diseases. On the other hand, it is well documented that aerobic exercise training (ET) induces important autonomic and cardiovascular adaptations, and some studies have also shown an improvement in the sensitivity of arterial chemoreceptors in patients with risk factors for CAD. Thus, it would be of great clinical and practical relevance to evaluate whether ET also improves the peripheral and central chemoreflex regulation mechanisms of muscle sympathetic nerve activity (MSNA) in patients with CAD, which has not yet been demonstrated OBJECTIVE: To evaluate the effect of aerobic ET on peripheral and central chemoreflex control of MSNA in patients with CAD. As specific objectives, we intend to evaluate in patients with CAD: 1) the effect of aerobic ET on the response of MSNA, mean blood pressure (BP) and minute ventilation (VE), during activation of peripheral and central chemoreceptors; 2) whether ET improves the mean carotid blood flow velocity and its association with the MSNA response during chemoreflex activation; 3) whether the resting MSNA level is associated with the MSNA response during peripheral and central chemoreflex activation and; 4) the association between the peak oxygen consumption (VO2 peak) and the MSNA response during peripheral and central chemoreflex activation. METHODS: Twenty-seven patients with CAD were selected and randomized into a control group with outpatient clinical follow-up (CAD-C, n=13, 59±l years) and a group submitted to an aerobic ET program, 3 times a week, for 60 minutes (CAD-ET, n=14, 57±l years). Peripheral chemoreflex control was evaluated during 4-minutes of hypoxic inhalation (10% of oxygen and 90% of nitrogen with carbon dioxide titration), and central chemoreflex control was evaluated during 4-minutes of hypercapnic inhalation (7% of carbon dioxide and 93% of oxygen), randomly. MSNA (microneurography), VE (pneumotachograph), heart rate (electrocardiogram), mean BP (indirect oscillometric continuous method), respiratory rate (piezoelectric belt), pulse oxygen saturation (Sp02, pulse oximeter) and end-tidal carbon dioxide pressure (ETCO2, Capnograph) were assessed at rest and during stimulation of peripheral and central chemoreceptors, before and after a period of4 months. RESULTS: ET decreased MSNA levels at rest and during stimulation of peripheral (Pphase < O.OO1) and central (Pphase<0.001) chemoreceptors. Interestingly, the MSNA response in the CAD-ET group, assessed by the area under the curve during stimulation of peripheral (184±7 vs. 146±4 a.u., p<0.00l) and central (I87±5 vs. 142±2 a.u., p<0.001) chemoreceptors, as well as the peripheral chemoreflex sensitivity, assessed by the MSNA response along the decrease in Sp02 (44±2 vs. 34±1, 44±2 vs. 35±1, 47±2 vs. 38±1, 49±2 vs. 40±2 and 50±3 vs. 42±2 bursts/minute, p<0.001) and central, assessed along the increase in PetC02 (4I±2 vs. 32±1, 47±l vs. 36±1, 48±1 vs. 37±1, 48±1 vs. 37±1, 49±1 vs. 38±1 bursts/minute, p<0.001), were significantly decreased after ET. This response was not observed in the CAD-C group. Furthermore, a positive and significant association was found between resting MSNA and the MSNA response during stimulation of peripheral (r=0.93, p<0.001) and central (r=0.88. p<0.001) chemoreceptors. Finally, a negative association was observed between the variation (A) in VO2 peak and the variation (A) in the MSNA response during the stimulation of peripheral (i=-0.72, p<0.001) and central (i=-0.60, p<0.003) chemoreceptors in both, CAD-C and CAD-ET groups, after the intervention. No change was observed in the mean BP and VE responses during peripheral and central chemoreflex stimulation in either group. And, we did not observe any change in the mean velocity of the carotid flow after intervention. CONCLUSIONS: Aerobic ET improves chemoreflex control of MSNA, as observed by decreased chemoreflex sensitivity of MSNA during hypoxia (peripheral chemoreflex) and hypercapnia (central chemoreflex) in patients with CAD. This response is associated with the resting MSNA levels and the VO2 peak of the patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRondon, Maria Urbana Pinto BrandãoSaraiva, Graziela Amaro Vicente Ferreira2025-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-30032026-131018/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-02T16:54:10Zoai:teses.usp.br:tde-30032026-131018Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-02T16:54:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description INTRODUÇÃO: A doença arterial coronariana (DAC) cursa em sua fisiopatologia com disfunção autonômica caracterizada por hiperativação nervosa simpática. As causas dessa disfunção não são plenamente conhecidas. Entretanto, sabe-se que o controle quimiorreflexo arterial, importante mecanismo de regulação nervosa simpática, encontra-se alterado nas doenças cardiovasculares. Em contrapartida, está bem documentado que o treinamento físico (TF) aeróbio promove importantes adaptações autonômicas e cardiovasculares, sendo que, alguns estudos têm evidenciado também, melhora na sensibilidade dos quimiorreceptores arteriais em pacientes com fatores de risco para a DAC. Assim, seria de grande relevância clínica e para a área, avaliar se o TF também pode melhorar o mecanismo de regulação quimiorreflexa periférica e central da atividade nervosa simpática muscular (ANSM) nos pacientes com DAC, o que ainda não está evidenciado. OBJETIVOS: Avaliar o efeito do TF aeróbio no controle quimiorreflexo periférico e central da ANSM em pacientes com DAC. Como objetivos específicos, pretende-se avaliar em pacientes com DAC: 1) o efeito do TF aeróbio na resposta da ANSM, pressão arterial (PA) média e ventilação minuto (VE), durante a ativação dos quimiorreceptores periféricos e centrais; 2) se o TF melhora a velocidade média do fluxo sanguíneo carotídeo e sua associação com a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa; 3) se o nível da ANSM de repouso está associado à resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central e; 4) a associação entre o consumo de oxigênio de pico (VO2 pico) e a resposta da ANSM durante a ativação quimiorreflexa periférica e central. MÉTODOS: Foram selecionados 27 pacientes com DAC, os quais foram randomizados em grupo controle, com seguimento clínico ambulatorial (DACC, n=13, 59±1 anos) e grupo submetido ao TF aeróbio, 3 vezes por semana, por 60 minutos (DAC-TF, n=14, 57±1 anos). O controle quimiorreflexo periférico foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipóxica (10% de oxigênio e 90% de nitrogênio com titulação de dióxido de carbono) e o controle quimiorreflexo central foi avaliado durante 4 minutos de inalação hipercapnica (7% de dióxido de carbono e 93% de oxigênio), de forma randomizada. A ANSM (microneurografia), a VE (pneumotacógrafo), a frequência cardíaca (eletrocardiograma), a PA média (método oscilométrico indireto, contínuo), a frequência respiratória (cinta piezoelétrica), a saturação de pulso de oxigênio (SpO2, oxímetro de pulso) e a pressão expirada final de dióxido de carbono (PETCO2, Capnógrafo) foram avaliadas em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos e centrais, antes e após um período de 4 meses. RESULTADOS: O TF diminuiu os níveis da ANSM em repouso e durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (Pfase<0,001) e centrais (Pfae<0,001). Interessantemente, a resposta da ANSM no grupo DAC-TF, avaliada pela área sob a curva durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (184±7 vs. 146±4 u.a., p<0,001) e centrais (187±5 vs. 142±2 u.a., p<0,001), bem como, a sensibilidade quimiorreflexa periférica, avaliada pela resposta da ANSM ao longo da diminuição da Sp02 (44±2 vs. 34±1, 44±2 vs. 35±l, 47±2 vs. 38±1, 49±2 vs. 40±2 e 50±3 vs. 42±2 disparos/minuto, p<0,001) e central, avaliada ao longo do aumento da PetC02 (41±2 vs. 32±1, 47±1 vs. 36±1, 48±l vs. 37±1, 48±l vs. 37±1, 49±1 vs. 38±1 disparos/minuto, p<0,001) diminuíram significativamente após o TF, o que não foi observado no grupo DAC-C. Além disso, observamos uma associação positiva e significativa entre a ANSM em repouso e a resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (f=0,93, p<0,00l) e centrais (r=0,88, p<0,001). Por fim, observamos uma associação inversa entre a variação (A) do VO2 pico e a variação (A) da resposta da ANSM durante a estimulação dos quimiorreceptores periféricos (r=-0,72, p<0,001) e centrais (r=-0,60, p<0,003) nos grupos DAC-C e DAC-TF, com a intervenção. Não foi observada alteração nas respostas da PA média e da VE durante a estimulação quimiorreflexa periférica e central em ambos os grupos. E, não observamos alteração na velocidade média do fluxo carotídeo após o TF. CONCLUSÃO: O TF aeróbio melhora 0 controle quimiorreflexo da ANSM, observado pela diminuição da sensibilidade quimiorreflexa da ANSM durante a hipóxia (quimiorreflexo periférico) e hipercapnia (quimiorreflexo central) nos pacientes com DAC. Esta resposta está associada ao nível de ANSM em repouso e ao V02 pico dos pacientes
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