Política não se discute: a influência da ideologia no binômio comunicação interna e comprometimento organizacional
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27164/tde-08112024-164056/ |
Resumo: | Organizações são fenômenos comunicacionais legitimados por pessoas que, em suas interações cotidianas, as criam e recriam, dando-lhes sentido e estabelecendo com elas vínculos que diferem em natureza, intensidade e intencionalidade. O comprometimento organizacional é um desses vínculos e, com a comunicação, forma um conflituoso binômio, ainda pouco estudado, permeado por afetos, contradições, poder e resistência. Ideologia é a lente inconsciente através da qual o indivíduo percebe e avalia os dados da realidade para lhes atribuir significado e agir na materialidade do mundo, lente esta que, sendo constitutiva do próprio sujeito, o acompanha durante as diversas interações e vinculações que estabelece com organizações no decorrer da vida. A lacuna sobre a qual este trabalho objetiva jogar luz é a de como a comunicação organizacional e o comprometimento se inter-relacionam, e como a ideologia influencia não apenas esta relação, como também o próprio comprometimento organizacional dos indivíduos. Para atingir este objetivo, um estudo de campo exploratório e descritivo é conduzido envolvendo uma amostra de 567 pessoas de todo o Brasil e adotando uma estratégia de pesquisa abdutiva, que, ao combinar as abordagens metodológicas dedutiva e indutiva, torna-se apropriada para investigar preliminarmente fenômenos organizacionais ainda pouco evidenciados e teorizados, o que oportuniza no presente estudo a adoção de uma tática de exploração quantitativa, operada mediante a utilização de análises estatísticas uni e bivariadas, além de modelos multivariados. Os principais resultados, primeiro, confirmam que a relação entre comunicação e comprometimento organizacional é forte; depois, que há evidência de que indivíduos mais conservadores são mais comprometidos com as organizações; que diferentes perfis ideológicos individuais moderam com diferentes intensidades a relação comunicaçãocomportamento; e, por último, que a idade das pessoas e o setor de atividade da organização são variáveis que explicam essa heterogeneidade, sendo que pessoas mais velhas e organizações do setor de serviços colaboram para o aumento da intensidade da relação de moderação. Além desses achados, outra contribuição acadêmica relevante do presente estudo é a obtenção de evidência empírica desses fenômenos organizacionais e, em termos de contribuições gerenciais, estimula-se que as diferenças ideológicas não apenas sejam discutidas no âmbito organizacional, como também passem a ser vistas como integrantes da agenda de diversidade. |
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Política não se discute: a influência da ideologia no binômio comunicação interna e comprometimento organizacionalPolitics is not debatable: the influence of ideology on the binomial of internal communication and organizational commitmentComprometimento OrganizacionalComunicação InternaComunicação OrganizacionalIdeologiaIdeologyInternal CommunicationOrganizational CommitmentOrganizational CommunicationPolíticaPoliticsOrganizações são fenômenos comunicacionais legitimados por pessoas que, em suas interações cotidianas, as criam e recriam, dando-lhes sentido e estabelecendo com elas vínculos que diferem em natureza, intensidade e intencionalidade. O comprometimento organizacional é um desses vínculos e, com a comunicação, forma um conflituoso binômio, ainda pouco estudado, permeado por afetos, contradições, poder e resistência. Ideologia é a lente inconsciente através da qual o indivíduo percebe e avalia os dados da realidade para lhes atribuir significado e agir na materialidade do mundo, lente esta que, sendo constitutiva do próprio sujeito, o acompanha durante as diversas interações e vinculações que estabelece com organizações no decorrer da vida. A lacuna sobre a qual este trabalho objetiva jogar luz é a de como a comunicação organizacional e o comprometimento se inter-relacionam, e como a ideologia influencia não apenas esta relação, como também o próprio comprometimento organizacional dos indivíduos. Para atingir este objetivo, um estudo de campo exploratório e descritivo é conduzido envolvendo uma amostra de 567 pessoas de todo o Brasil e adotando uma estratégia de pesquisa abdutiva, que, ao combinar as abordagens metodológicas dedutiva e indutiva, torna-se apropriada para investigar preliminarmente fenômenos organizacionais ainda pouco evidenciados e teorizados, o que oportuniza no presente estudo a adoção de uma tática de exploração quantitativa, operada mediante a utilização de análises estatísticas uni e bivariadas, além de modelos multivariados. Os principais resultados, primeiro, confirmam que a relação entre comunicação e comprometimento organizacional é forte; depois, que há evidência de que indivíduos mais conservadores são mais comprometidos com as organizações; que diferentes perfis ideológicos individuais moderam com diferentes intensidades a relação comunicaçãocomportamento; e, por último, que a idade das pessoas e o setor de atividade da organização são variáveis que explicam essa heterogeneidade, sendo que pessoas mais velhas e organizações do setor de serviços colaboram para o aumento da intensidade da relação de moderação. Além desses achados, outra contribuição acadêmica relevante do presente estudo é a obtenção de evidência empírica desses fenômenos organizacionais e, em termos de contribuições gerenciais, estimula-se que as diferenças ideológicas não apenas sejam discutidas no âmbito organizacional, como também passem a ser vistas como integrantes da agenda de diversidade.Organizations are communicational phenomena legitimized by people who, in their daily interactions, create and recreate them, giving them meaning and establishing bonds with them that differ in nature, intensity, and intentionality. Organizational commitment is one of these bonds and, together with communication, forms a conflicted dyad, still underexplored, permeated by affections, contradictions, power, and resistance. Ideology is the unconscious lens through which individuals perceive and evaluate reality\'s data to assign meaning and act in the materiality of the world, a lens that, as constitutive of the subject itself, accompanies them during the various interactions and bonds they establish with organizations throughout their lives. The gap this work aims to shed light on is how organizational communication and commitment interrelate, and how ideology influences not only this relationship but also the very organizational commitment of individuals. To achieve this objective, an exploratory and descriptive field study is conducted involving a sample of 567 people from all over Brazil and adopting an abductive research strategy, which, by combining deductive and inductive methodological approaches, becomes appropriate to preliminarily investigate organizational phenomena that are still little evidenced and theorized. This allows the current study to adopt a quantitative exploration tactic, operated through the use of univariate and bivariate statistical analyses, as well as multivariate models. The main results first confirm that the relationship between communication and organizational commitment is strong; secondly, that there is empirical evidence that more conservative individuals are more committed to organizations; that different individual ideological profiles moderate the communication-commitment relationship with varying intensities; and, finally, that people\'s age and the organization\'s business sector are variables that explain this heterogeneity, with older people and service sector organizations contributing to the increased intensity of the moderation relationship. In addition to these findings, another relevant academic contribution of the study is the empirical evidence of these organizational phenomena and, in terms of managerial contributions, it is encouraged that ideological differences not only be discussed within the organizational scope but also be seen as part of the broader diversity agenda.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKunsch, Margarida Maria KrohlingDuarte, Leandro Orsolini2024-09-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27164/tde-08112024-164056/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-08T20:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-08112024-164056Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-08T20:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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