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Avaliação temporal da função do tecido adiposo perivascular aórtico na hipertensão renovascular em camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Ana Karolyne Gonçalves dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42137/tde-03102025-114513/
Resumo: O tecido adiposo perivascular (PVAT) secreta substâncias vasoativas, que promovem seu efeito anticontrátil fisiológico. No entanto, em doenças cardiometabólicas, como na hipertensão arterial (HA), o PVAT encontra-se disfuncional apresentando perda ou redução do seu efeito anticontrátil, associado a eventos oxidativos, inflamatórios e mudanças no seu fenótipo. Um importante modelo experimental para estudo da HA secundária é o modelo induzido pela estenose da artéria renal - dois rins um clipe (2R1C). Assim, em anéis de aorta torácica do modelo 2R1C tem sido demonstrado alterações na reatividade frente à diferentes agonistas contráteis e prejuízo no relaxamento dependente de endotélio na dependência da temporalidade da HA. Assim, sabendo que o PVAT é um importante regulador do tônus vascular e que o mesmo está disfuncional na HA, o presente estudo objetivou investigar o perfil morfológico e a ação anticontrátil do PVAT da porção torácica da aorta (PVATt) em camundongos após 2 ou 6 semanas de indução do modelo de HA renovascular 2R1C. Para isso, foram utilizados camundongos machos C57BL/6 com 8 semanas de idade (CEUA: 6455090821), sendo divididos em quatro grupos: submetidos à cirurgia fictícia (SHAM) ou à clipagem da artéria renal (2R1C), com 2 ou 6 semanas após a cirurgia. A pressão arterial (PA) foi aferida durante 2 ou 6 semanas por pletismografia de cauda. Segmentos aórticos com (+) ou sem (-) PVAT foram montados no miógrafo de arame e realizadas curvas concentração-resposta à fenilefrina (FE). Em PVATt de ambos os grupos foram realizados ensaios, com sondas fluorescentes para avaliação das espécies reativas de oxigênio (EROs), assim como estudos histológicos com coloração eosina e hematoxilina. Estatística: Teste-t ou ANOVA (duas ou três vias). Como esperado, os animais 2R1C apresentaram aumento da PA uma semana após a inserção do clipe na artéria renal, com estabilização dos valores de PA após a quarta semana de cirurgia. Os anéis de aorta PVAT+ apresentaram redução da contração à FE quando comparado aos PVAT- nos dois grupos experimentais e em ambas as idades estudadas. Em anéis aórticos PVAT-, a contração induzida pela FE foi semelhante entre os grupos 2R1C e SHAM, após 2 ou 6 semanas da cirurgia. Por sua vez, em anéis de aorta PVAT+ observou-se aumento da contração à FE nos animais 2R1C quando comparado aos SHAM, após 2 ou 6 semanas da cirurgia. O inibidor não seletivo da NO sintase (NOS), L-NAME, amplificou a contração vascular à FE em anéis PVAT- e PVAT+, de ambos os grupos experimentais; abolindo a hipercontratilidade à FE observada nos anéis de aorta PVAT+ do grupo 2R1C quando comparado ao SHAM, em ambas as idades estudadas. A produção EROs foi maior no PVATt dos animais 2R1C quando comparado aos SHAM, após a 2 ou 6 semanas da cirurgia. A presença da apocinina (inibidor não seletivo da NADPH oxidase) ou do L-NAME, atenuou a produção de EROs somente no PVATt dos animais 2R1C de ambas as idades. Adicionalmente, observou-se uma redução significativa do peso do PVATt e uma mudança de fenótipo, indicando o branqueamento, nos animais 2R1C apenas na 6ª semana. Assim, conclui-se que o PVATt está disfuncional antes e após a estabilização da HA 2R1C, associado a um prejuízo na modulação da NOS e a maior produção de EROs. Por sua vez, a redução na massa e o maior acúmulo lipídico no PVATt só ocorreram com a estabilização da HA, sugerindo o efeito do tempo nesses ajustes.
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Assim, em anéis de aorta torácica do modelo 2R1C tem sido demonstrado alterações na reatividade frente à diferentes agonistas contráteis e prejuízo no relaxamento dependente de endotélio na dependência da temporalidade da HA. Assim, sabendo que o PVAT é um importante regulador do tônus vascular e que o mesmo está disfuncional na HA, o presente estudo objetivou investigar o perfil morfológico e a ação anticontrátil do PVAT da porção torácica da aorta (PVATt) em camundongos após 2 ou 6 semanas de indução do modelo de HA renovascular 2R1C. Para isso, foram utilizados camundongos machos C57BL/6 com 8 semanas de idade (CEUA: 6455090821), sendo divididos em quatro grupos: submetidos à cirurgia fictícia (SHAM) ou à clipagem da artéria renal (2R1C), com 2 ou 6 semanas após a cirurgia. A pressão arterial (PA) foi aferida durante 2 ou 6 semanas por pletismografia de cauda. Segmentos aórticos com (+) ou sem (-) PVAT foram montados no miógrafo de arame e realizadas curvas concentração-resposta à fenilefrina (FE). Em PVATt de ambos os grupos foram realizados ensaios, com sondas fluorescentes para avaliação das espécies reativas de oxigênio (EROs), assim como estudos histológicos com coloração eosina e hematoxilina. Estatística: Teste-t ou ANOVA (duas ou três vias). Como esperado, os animais 2R1C apresentaram aumento da PA uma semana após a inserção do clipe na artéria renal, com estabilização dos valores de PA após a quarta semana de cirurgia. Os anéis de aorta PVAT+ apresentaram redução da contração à FE quando comparado aos PVAT- nos dois grupos experimentais e em ambas as idades estudadas. Em anéis aórticos PVAT-, a contração induzida pela FE foi semelhante entre os grupos 2R1C e SHAM, após 2 ou 6 semanas da cirurgia. Por sua vez, em anéis de aorta PVAT+ observou-se aumento da contração à FE nos animais 2R1C quando comparado aos SHAM, após 2 ou 6 semanas da cirurgia. O inibidor não seletivo da NO sintase (NOS), L-NAME, amplificou a contração vascular à FE em anéis PVAT- e PVAT+, de ambos os grupos experimentais; abolindo a hipercontratilidade à FE observada nos anéis de aorta PVAT+ do grupo 2R1C quando comparado ao SHAM, em ambas as idades estudadas. A produção EROs foi maior no PVATt dos animais 2R1C quando comparado aos SHAM, após a 2 ou 6 semanas da cirurgia. A presença da apocinina (inibidor não seletivo da NADPH oxidase) ou do L-NAME, atenuou a produção de EROs somente no PVATt dos animais 2R1C de ambas as idades. Adicionalmente, observou-se uma redução significativa do peso do PVATt e uma mudança de fenótipo, indicando o branqueamento, nos animais 2R1C apenas na 6ª semana. Assim, conclui-se que o PVATt está disfuncional antes e após a estabilização da HA 2R1C, associado a um prejuízo na modulação da NOS e a maior produção de EROs. Por sua vez, a redução na massa e o maior acúmulo lipídico no PVATt só ocorreram com a estabilização da HA, sugerindo o efeito do tempo nesses ajustes.Perivascular adipose tissue (PVAT) secretes vasoactive substances, which promote its physiological anticontractile effect. However, in cardiometabolic diseases, such as hypertension, PVAT is dysfunctional, showing a reduction in its anticontractile effect, associated with oxidative and inflammatory status and changes in its phenotype. An important experimental model for studying secondary hypertension is the renal artery stenosis - two kidneys one clip (2K1C) model. In the thoracic aortic rings of the 2K1C model has been demonstrated changes in vascular reactivity to different contractile agonists and impairment in endothelium-dependent relaxation in a time-dependent manner. Thus, knowing that PVAT is an important regulator of vascular tone and is dysfunctional in hypertension, the present study aimed to investigate the morphological and anticontractile profile of thoracic aortic PVAT (PVATt) in 2K1C animals after 2 or 6 weeks of surgery. For this purpose, 8-week-old male C57BL/6 mice (CEUA: 6455090821) were used and divided into four groups: those undergoing sham surgery (SHAM) or renal artery clip (2K1C), at 2 or 6 weeks after surgery. Blood pressure (BP) was measured for 2 or 6 weeks by tail plethysmography. Aortic segments with (+) or without (-) PVAT were mounted on the wire myograph and concentration-response curves to phenylephrine (PHE) were performed. Assays were carried out on PVATt from both groups, using fluorescent probes to assess reactive oxygen species (ROS), as well as histological studies using eosin and hematoxylin staining. Statistics: t-test or ANOVA (two- or three-way). As expected, the 2K1C animals showed an increase in BP one week after renal artery clip, with BP values stabilizing after the 4th week of surgery. PVAT+ aortic rings showed reduced contraction to PHE as compared to PVAT- in both experimental groups and at both ages studied. In PVAT- aortic rings, the PHE-induced contraction was similar between the 2R1C and SHAM groups, 2 or 6 weeks after surgery. On the other hand, in PVAT+ aortic rings, there was an increase in PHE response in the 2K1C animals compared to the SHAM animals, 2 or 6 weeks after surgery. The non-selective NO synthase (NOS) inhibitor, L-NAME, amplified PHE contraction in PVAT- and PVAT+ rings from both experimental groups; abolishing the hypercontractility to PHE observed in PVAT+ aortic rings of 2K1C group as compared to SHAM. ROS production was higher in the PVATt of 2K1C animals than SHAM animals, 2 or 6 weeks after surgery. The presence of apocynin (a non-selective NADPH oxidase inhibitor) or L-NAME attenuated ROS production only in the PVATt of 2K1C animals of both ages. In addition, a significant reduction in the weight of the PVATt, as well as a lipid store profile (whitening) was observed in the 2K1C animals only at 6th week. Take together, we can concluded that PVATt is dysfunctional before and after stabilization of 2K1C hypertension, associated with impaired modulation of NOS and increased production of ROS. In turn, the reduction in mass and the whitening in PVATt only occurred with the stabilization of hypertension, suggesting the effect of time on these adjustments.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRossoni, Luciana VenturiniSantos, Ana Karolyne Gonçalves dos2024-02-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42137/tde-03102025-114513/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-06T14:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-03102025-114513Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-06T14:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Santos, Ana Karolyne Gonçalves dos
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