Educação e cinema brasileiro na Spcine
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Educação |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-11042026-081359/ |
Resumo: | A tese investiga modos pelos quais o cinema modela nossas formas de perceber e interpretar alteridades na sociedade brasileira, tomando como objeto de análise as políticas públicas de difusão da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (Spcine). O objetivo central é examinar se há algum potencial educativo nos filmes nacionais quando exibidos, debatidos ou disponibilizados pelos programas Circuito Spcine, Cineclube Spcine e Spcine Play, enquanto políticas públicas de fomento e formação de público para imagens do Brasil, seu povo, sua história e cultura. A metodologia adota uma abordagem que combina procedimentos hermenêuticos e críticos, integra estudo de caso institucional, análise fílmica, análise documental e análise de dados da indústria do cinema brasileiro a experiências do pesquisador articuladas por meio de escrita autoetnográfica, que admitem a implicação do pesquisador diante da contingência e do acaso. A investigação analisa a institucionalidade da Spcine e a transformação da relação entre cinema e educação em três eras tecnológicas contemporâneas (Cinematógrafo, VHS/DVD e Streaming), culminando em apontamentos acerca da curadoria algorítmica. Os resultados sinalizam que a Spcine, consolidada em um contexto de instabilidade institucional federal do setor (2015-2024), atua como mecanismo de correção de mercado e se configura como uma pedagogia pública do olhar. A empresa garantiu a expansão do Circuito, hoje descrito como a maior rede de salas públicas de cinema do mundo, priorizando a exibição de cinema brasileiro em regiões periféricas historicamente desassistidas e alcançando níveis de exibição nacional significativamente superiores aos do circuito comercial. Além disso, a Spcine Play, plataforma pública e gratuita de streaming, opera na contracorrente do currículo algorítmico comercial, promovendo uma curadoria pautada em diversidade e memória. Conclui-se que a política de difusão da Spcine, ao influir diretamente na circulação de obras que tensionam questões de brasilidade, raça, classe, gênero e território, fortalece a soberania cultural ao intervir na circulação de imagens do Brasil vivido e, muitas vezes, negado, e reeduca as sensibilidades do espectador, convidando-o a um possível reposicionamento crítico, político e estético como agente. Por fim, a tese defende que a disputa contemporânea pela visibilidade do cinema brasileiro no ambiente digital, das pequenas telas, exige a regulação urgente das plataformas, configurando a intervenção estatal como nova ação pedagógica, destinada a educar o algoritmo e a garantir a diversidade dos imaginários sobre o Brasil. |
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Educação e cinema brasileiro na SpcineEducation and Brazilian cinema at SpcineEducação e cinemaPolíticas públicas do audiovisualCircuito público de cinemasCuradoria algorítmica em plataformas digitaisImaginário social brasileiroPublic audiovisual policiesAlgorithmic curation on digital platformsCinema and educationBrazilian social imaginaryPublic cinema circuitA tese investiga modos pelos quais o cinema modela nossas formas de perceber e interpretar alteridades na sociedade brasileira, tomando como objeto de análise as políticas públicas de difusão da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (Spcine). O objetivo central é examinar se há algum potencial educativo nos filmes nacionais quando exibidos, debatidos ou disponibilizados pelos programas Circuito Spcine, Cineclube Spcine e Spcine Play, enquanto políticas públicas de fomento e formação de público para imagens do Brasil, seu povo, sua história e cultura. A metodologia adota uma abordagem que combina procedimentos hermenêuticos e críticos, integra estudo de caso institucional, análise fílmica, análise documental e análise de dados da indústria do cinema brasileiro a experiências do pesquisador articuladas por meio de escrita autoetnográfica, que admitem a implicação do pesquisador diante da contingência e do acaso. A investigação analisa a institucionalidade da Spcine e a transformação da relação entre cinema e educação em três eras tecnológicas contemporâneas (Cinematógrafo, VHS/DVD e Streaming), culminando em apontamentos acerca da curadoria algorítmica. Os resultados sinalizam que a Spcine, consolidada em um contexto de instabilidade institucional federal do setor (2015-2024), atua como mecanismo de correção de mercado e se configura como uma pedagogia pública do olhar. A empresa garantiu a expansão do Circuito, hoje descrito como a maior rede de salas públicas de cinema do mundo, priorizando a exibição de cinema brasileiro em regiões periféricas historicamente desassistidas e alcançando níveis de exibição nacional significativamente superiores aos do circuito comercial. Além disso, a Spcine Play, plataforma pública e gratuita de streaming, opera na contracorrente do currículo algorítmico comercial, promovendo uma curadoria pautada em diversidade e memória. Conclui-se que a política de difusão da Spcine, ao influir diretamente na circulação de obras que tensionam questões de brasilidade, raça, classe, gênero e território, fortalece a soberania cultural ao intervir na circulação de imagens do Brasil vivido e, muitas vezes, negado, e reeduca as sensibilidades do espectador, convidando-o a um possível reposicionamento crítico, político e estético como agente. Por fim, a tese defende que a disputa contemporânea pela visibilidade do cinema brasileiro no ambiente digital, das pequenas telas, exige a regulação urgente das plataformas, configurando a intervenção estatal como nova ação pedagógica, destinada a educar o algoritmo e a garantir a diversidade dos imaginários sobre o Brasil.This thesis investigates the ways in which cinema shapes our ways of perceiving and interpreting forms of alterity within Brazilian society, taking as its object of analysis the public diffusion policies of the São Paulo Cinema and Audiovisual Company (Spcine). Its primary objective is to examine the educational potential of national films when screened, debated, or hosted by the Circuito Spcine, Cineclube Spcine, and Spcine Play programs, understood as public policies for the promotion and audience development of images regarding Brazil, its people, history, and culture. The methodology adopts a hybrid hermeneutic-critical approach, articulating an institutional case study, film analysis, documentary analysis, and the examination of Brazilian film industry data alongside the researchers own experiences through autoethnographic writing, which acknowledges the researchers implication amidst contingency and chance. The investigation analyzes Spcines institutional framework and the transformation of the relationship between cinema and education across three contemporary technological eras (Cinematograph, VHS/DVD, and Streaming), culminating in reflections on algorithmic curation. The results indicate that Spcine, consolidated within a context of federal institutional instability in the sector (2015-2024), acts as a market correction mechanism and constitutes a public pedagogy of the gaze. The company ensured the expansion of the Circuito, currently described as the worlds largest network of public cinemas, by prioritizing the exhibition of Brazilian cinema in historically underserved peripheral regions and achieving national film exhibition rates significantly higher than those of the commercial circuit. Furthermore, Spcine Play, a free public streaming platform, operates as a counter-current to the commercial algorithmic curriculum, promoting a curatorial practice grounded in diversity and memory. It is concluded that Spcines diffusion policy, by intervening in the circulation of works that engage with issues of Brazilianness, race, class, gender, and territory, strengthens cultural sovereignty by facilitating the circulation of images of a lived and often denied Brazil, while re-educating the spectators sensibilities and inviting a potential critical, political, and aesthetic repositioning as an agent. Finally, the thesis argues that the contemporary struggle for the visibility of Brazilian cinema in the digital environment of small screens demands urgent platform regulation, framing state intervention as a new pedagogical action aimed at educating the algorithm and ensuring the diversity of imaginaries about Brazil.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de EducaçãoAlmeida, Rogério deCardoso, Sérgio Roberto2026-02-102026-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-11042026-081359/doi:10.11606/T.48.2026.tde-11042026-081359Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-29T19:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-11042026-081359Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-29T19:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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