Fetichismo e formas sociais: valor, Estado e Direito
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-09092024-123856/ |
Resumo: | O escopo deste trabalho consiste em sistematizar as interpretações do conceito de fetichismo em cada um dos eixos do denominado novo marxismo, valendo-se de um autor representativo de cada vertente. Pretende-se, assim, delinear como a teoria do fetichismo fomenta distintos caminhos de análise, os quais desaguam em desdobramentos decisivos para a compreensão da dinâmica das formas sociais do capitalismo. Para tanto, a princípio são apresentadas e comparadas as interpretações dos três autores que resgataram a centralidade do fetichismo para a teoria de Marx, quais sejam, Lukács, Rubin e Pachukanis. Na sequência, é elucidada a classificação do novo marxismo, de modo a deliminar o campo analítico a ser examinado nos próximos capítulos. Então, são abordadas as teorias de Anselm Jappe (Nova Crítica do Valor), John Holloway (Alternativismos Políticos), Joachim Hirsch (Derivacionismo), bem como a intervenção de Rancière (Althusserianismo) e os subsequentes debates que tomaram conta de seu campo teórico. Em Jappe, examina-se a articulação entre o fetichismo e a teoria do valor como sujeito automático, além da teoria do sujeito narcísico-fetichista e o caráter autodestrutivo da dinâmica concorrencial da acumulação. Em Holloway, analisa-se a leitura do processo quotidiano de fetichização e a consequente \"autonegação do fazer\", bem como as formas de luta e resistência contra a submissão às formas sociais. No âmbito do Althusserianismo, aborda-se a pioneira interpretação do fetichismo realizada por Rancière, assim como as posteriores intervenções de Althusser, Balibar, Nicole Édith-Thévenin, Dimitri Dimoulis, John Millios, Panagiotis Sotiris e Tran Hai Hac. Em Hirsch, por fim, destaca-se, especificamente, o fetichismo da forma-Estado e a personificação das relações políticas na figura dos agentes públicos. Este percurso de análise apresentou não apenas diferentes aproveitamentos e posicionamentos da teoria do fetichismo, como também, em especial, contribuições para a análise da forma de subjetividade jurídica e da forma política estatal. |
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Fetichismo e formas sociais: valor, Estado e DireitoFetishism and social forms: value, State, and LawFetichismoFetishismForm valueForma jurídicaForma políticaForma valorFormas sociaisLegal formNew marxismNovo marxismoPolitical formSocial formsO escopo deste trabalho consiste em sistematizar as interpretações do conceito de fetichismo em cada um dos eixos do denominado novo marxismo, valendo-se de um autor representativo de cada vertente. Pretende-se, assim, delinear como a teoria do fetichismo fomenta distintos caminhos de análise, os quais desaguam em desdobramentos decisivos para a compreensão da dinâmica das formas sociais do capitalismo. Para tanto, a princípio são apresentadas e comparadas as interpretações dos três autores que resgataram a centralidade do fetichismo para a teoria de Marx, quais sejam, Lukács, Rubin e Pachukanis. Na sequência, é elucidada a classificação do novo marxismo, de modo a deliminar o campo analítico a ser examinado nos próximos capítulos. Então, são abordadas as teorias de Anselm Jappe (Nova Crítica do Valor), John Holloway (Alternativismos Políticos), Joachim Hirsch (Derivacionismo), bem como a intervenção de Rancière (Althusserianismo) e os subsequentes debates que tomaram conta de seu campo teórico. Em Jappe, examina-se a articulação entre o fetichismo e a teoria do valor como sujeito automático, além da teoria do sujeito narcísico-fetichista e o caráter autodestrutivo da dinâmica concorrencial da acumulação. Em Holloway, analisa-se a leitura do processo quotidiano de fetichização e a consequente \"autonegação do fazer\", bem como as formas de luta e resistência contra a submissão às formas sociais. No âmbito do Althusserianismo, aborda-se a pioneira interpretação do fetichismo realizada por Rancière, assim como as posteriores intervenções de Althusser, Balibar, Nicole Édith-Thévenin, Dimitri Dimoulis, John Millios, Panagiotis Sotiris e Tran Hai Hac. Em Hirsch, por fim, destaca-se, especificamente, o fetichismo da forma-Estado e a personificação das relações políticas na figura dos agentes públicos. Este percurso de análise apresentou não apenas diferentes aproveitamentos e posicionamentos da teoria do fetichismo, como também, em especial, contribuições para a análise da forma de subjetividade jurídica e da forma política estatal.The scope of this work consists of systematizing the interpretations of the concept of fetishism that exist in each of the axes of the so-called New Marxism, using a representative author from each theorical perspective. The aim is, therefore, to outline the different paths of analysis fostered by the theory of fetishism, which lead to decisive developments in understanding the dynamics of capitalist social forms. To this end, in principle, the interpretations of the three authors who rescued the centrality of fetishism for Marx\'s theory are presented and compared, namely, Lukács, Rubin and Pachukanis. Next, the classification of the New Marxism will be elucidated, in order to define the analytical field to be examined in the next chapters. Then, the analyzes of Anselm Jappe (New Criticism of Value), John Holloway (Political Alternativism) and Joachim Hirsch (Derivationism) are addressed, as well as the intervention of Rancière (Althusserianism) and the subsequent debates that took over his theoretical field. in Jappe, the articulation between fetishism and the theory of value as an automatic subject, the theory of the narcissistic-fetishistic subject and the self-destructive character of the competitive dynamics of accumulation are examined. In Holloway, the reading of the daily process of fetishization and the consequent \"self-denial of doing\" is assessed, as well as the forms of struggle and resistance against submission to social forms. Within the scope of Althusserianism, the pioneering interpretation of fetishism carried out by Rancière is addressed, as well as the debate that follows it, with interventions by Althusser, Balibar, Nicole Édith-Thévenin, Dimitri Dimoulis, John Millios, Panagiotis Sotiris and Tran Hai Hac. In Hirsch, finally, the fetishism of the State form and the personification of political relations in the figure of public agents stand out specifically. This path of analysis presented not only different uses and positions of the theory of fetishism, but also contributions to the analysis of the form of legal subjectivity, the State, and the nature of social domination in capitalism.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMascaro, Alysson Leandro BarbateFerreira, Victor Silveira Garcia2024-06-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-09092024-123856/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T19:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-09092024-123856Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T19:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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