Autorreflexão de médicos e enfermeiros sobre a implantação dos pilares do modelo de acesso avançado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Anjos, Thaynara Silva dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-07112025-155903/
Resumo: Introdução: Ampliar o acesso é um dos desafios para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e o modelo de acesso avançado (AA) pode ser uma boa alternativa para este fim. Para implantá-lo é imprescindível mudança de paradigma dos profissionais e reconheci- mento dos princípios norteadores do modelo AA. Entretanto, as formas de avaliar e monito- rar o processo de implantação dessa tecnologia está pouco estabelecido. Tendo em vista es- ses desafios compreendem- se ser imperativo a identificação e utilização de instrumentos de avaliação que possam mapear os pontos fortes e as fragilidades da implantação do AA, para a partir desse conhecimento realiza-se os ajustes necessários a fim de alcançar a total im- plantação do modelo. Objetivo: Compreender a percepção dos profissionais de saúde sobre a operacionalização dos pilares requeridos para a implantação do AA nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade através do instrumento ORAA. Método: Estudo exploratório, descritivo, transversal. A pesquisa foi realizada na região sul do município de São Paulo, mais especificamente nos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade. Participaram da pesquisa 18 médicos e 22 enfermeiros de seis UBS. Foram critérios de inclusão ter trabalhado, no mínimo, 12 meses nas referidas unidades. Foram ex- cluídos aqueles em férias ou licença no período da coleta. Os dados foram coletados através de um questionário autoaplicável e autorreflexivo, denominado ORAA (Outil réflexif sur laccès adapté), na versão profissional. O ORAA contém 28 perguntas baseadas nos pilares do AA. O questionário foi entregue pessoalmente aos participantes para que eles respondes- sem no local e horário mais adequado. A pesquisa foi realizada após aprovação no Comitê de Ética da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (CAAE:71770223.0.0000.5392; Número do parecer: 6.254.997). Os dados foram organiza- dos em planilhas do programa Microsoft Office Excel 2010 e analisados através de estatística descritiva. O grau de implantação foi classificado em totalmente implantado (76% a 100%], parcialmente implantado (51% a 75%], implantação incipiente (26% a 50%] e não implan- tado [0% a 25%]. Resultados: A percepção de médicos e enfermeiros quanto à implantação do AA variou entre as UBS. Uma unidade apresentou grau de implantação incipiente e cinco implantação parcial. Nenhuma unidade apresentou total implantação do acesso avançado As piores avaliações foram no pilar planejamento abrangente de necessidades, for- necimento e variações recorrentes e o pilar \"ajuste regular da oferta à demanda. Considerações finais: São necessárias ações para readequação dos pilares do AA nas UBS para a total e correta implantação do modelo. A permanência do acesso no atual contexto em que se apresenta gerará frustração e inconsistências com os resultados esperados. Cabe a análise criteriosa dos resultados com planejamento de ações, em trabalho conjunto entre gestores, profissionais de saúde, recepcionistas e população na busca por garantir os benefícios advin- dos da correta implantação do modelo.
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spelling Autorreflexão de médicos e enfermeiros sobre a implantação dos pilares do modelo de acesso avançadoSelf-reflection of doctors and nurses on the implementation of the pillars of the advanced access modelAccessibility of Health ServicesAcesso aos Serviços de SaúdeAtenção Primária à SaúdeAvaliação de Processos em Cuidados de SaúdeAvaliação de Serviços de SaúdeEnfermagemEvaluationHealth CareHealth ServicesNursingPrimary Health CareProcess AssessmentIntrodução: Ampliar o acesso é um dos desafios para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e o modelo de acesso avançado (AA) pode ser uma boa alternativa para este fim. Para implantá-lo é imprescindível mudança de paradigma dos profissionais e reconheci- mento dos princípios norteadores do modelo AA. Entretanto, as formas de avaliar e monito- rar o processo de implantação dessa tecnologia está pouco estabelecido. Tendo em vista es- ses desafios compreendem- se ser imperativo a identificação e utilização de instrumentos de avaliação que possam mapear os pontos fortes e as fragilidades da implantação do AA, para a partir desse conhecimento realiza-se os ajustes necessários a fim de alcançar a total im- plantação do modelo. Objetivo: Compreender a percepção dos profissionais de saúde sobre a operacionalização dos pilares requeridos para a implantação do AA nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade através do instrumento ORAA. Método: Estudo exploratório, descritivo, transversal. A pesquisa foi realizada na região sul do município de São Paulo, mais especificamente nos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade. Participaram da pesquisa 18 médicos e 22 enfermeiros de seis UBS. Foram critérios de inclusão ter trabalhado, no mínimo, 12 meses nas referidas unidades. Foram ex- cluídos aqueles em férias ou licença no período da coleta. Os dados foram coletados através de um questionário autoaplicável e autorreflexivo, denominado ORAA (Outil réflexif sur laccès adapté), na versão profissional. O ORAA contém 28 perguntas baseadas nos pilares do AA. O questionário foi entregue pessoalmente aos participantes para que eles respondes- sem no local e horário mais adequado. A pesquisa foi realizada após aprovação no Comitê de Ética da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (CAAE:71770223.0.0000.5392; Número do parecer: 6.254.997). Os dados foram organiza- dos em planilhas do programa Microsoft Office Excel 2010 e analisados através de estatística descritiva. O grau de implantação foi classificado em totalmente implantado (76% a 100%], parcialmente implantado (51% a 75%], implantação incipiente (26% a 50%] e não implan- tado [0% a 25%]. Resultados: A percepção de médicos e enfermeiros quanto à implantação do AA variou entre as UBS. Uma unidade apresentou grau de implantação incipiente e cinco implantação parcial. Nenhuma unidade apresentou total implantação do acesso avançado As piores avaliações foram no pilar planejamento abrangente de necessidades, for- necimento e variações recorrentes e o pilar \"ajuste regular da oferta à demanda. Considerações finais: São necessárias ações para readequação dos pilares do AA nas UBS para a total e correta implantação do modelo. A permanência do acesso no atual contexto em que se apresenta gerará frustração e inconsistências com os resultados esperados. Cabe a análise criteriosa dos resultados com planejamento de ações, em trabalho conjunto entre gestores, profissionais de saúde, recepcionistas e população na busca por garantir os benefícios advin- dos da correta implantação do modelo.Introduction: Expanding access is one of the challenges for strengthening Primary Health Care, and the advanced access (AA) model can be a good alternative for this purpose. Implementing it requires a paradigm shift among professionals and recognition of the guiding principles of the AA model. However, the ways of evaluating and monitoring the process of implementing this technology are not well established. In view of these challenges, it is imperative to identify and use evaluation tools that can map the strengths and weaknesses of the implementation of AA, so that the necessary adjustments can be made in order to achieve full implementation of the model. Objective: To understand the perception of health professionals about the operationalization of the pillars required for the implementation of OA in the Basic Health Units (UBS) of the Campo Limpo and Vila Andrade districts using the ORAA instrument. Method: An exploratory, descriptive, cross-sectional study. The research was carried out in the southern region of the city of São Paulo, more specifically in the districts of Campo Limpo and Vila Andrade. Eighteen doctors and 22 nurses from six UBS took part. The inclusion criteria were having worked in the units for at least 12 months. Those on vacation or on leave during the collection period were excluded. Data was collected using a self- administered, self-reflective questionnaire called ORAA (Outil réflexif sur l\'accès adapté), in its professional version. The ORAA contains 28 questions based on the pillars of AA. The questionnaire was sent to the participants in person so that they could answer it at the most appropriate time and place. The research was carried out after approval by the Ethics Committee of the School of Nursing at the University of São Paulo (CAAE:71770223.0.0000.5392; protocol number: 6.254.997). The data was organized in Microsoft Office Excel 2010 spreadsheets and analyzed using descriptive statistics. The degree of implementation was classified as fully implemented (76% to 100%], partially implemented (51% to 75%], incipient implementation (26% to 50%] and not not implemented [0% to 25%]. Results: The perception of doctors and nurses regarding the implementation of AA varied between the UBS. One unit had incipient implementation and five had partial implementation. The worst evaluations were in the comprehensive planning of needs, supply and recurrent variations pillar and the regular adjustment of supply to demand pillar. Final considerations: Actions are needed to readjust the pillars of AA in the UBS in order to fully and correctly implement the model. Continuing to provide access in the current context will lead to frustration and inconsistencies with the expected results. It is important to carefully analyze the results and plan actions, working together with managers, health professionals, receptionists and the population to guarantee the benefits of correctly implementing the model.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFracolli, Lislaine AparecidaAnjos, Thaynara Silva dos2025-04-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-07112025-155903/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-18T16:27:02Zoai:teses.usp.br:tde-07112025-155903Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-18T16:27:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Introdução: Ampliar o acesso é um dos desafios para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e o modelo de acesso avançado (AA) pode ser uma boa alternativa para este fim. Para implantá-lo é imprescindível mudança de paradigma dos profissionais e reconheci- mento dos princípios norteadores do modelo AA. Entretanto, as formas de avaliar e monito- rar o processo de implantação dessa tecnologia está pouco estabelecido. Tendo em vista es- ses desafios compreendem- se ser imperativo a identificação e utilização de instrumentos de avaliação que possam mapear os pontos fortes e as fragilidades da implantação do AA, para a partir desse conhecimento realiza-se os ajustes necessários a fim de alcançar a total im- plantação do modelo. Objetivo: Compreender a percepção dos profissionais de saúde sobre a operacionalização dos pilares requeridos para a implantação do AA nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade através do instrumento ORAA. Método: Estudo exploratório, descritivo, transversal. A pesquisa foi realizada na região sul do município de São Paulo, mais especificamente nos distritos de Campo Limpo e Vila Andrade. Participaram da pesquisa 18 médicos e 22 enfermeiros de seis UBS. Foram critérios de inclusão ter trabalhado, no mínimo, 12 meses nas referidas unidades. Foram ex- cluídos aqueles em férias ou licença no período da coleta. Os dados foram coletados através de um questionário autoaplicável e autorreflexivo, denominado ORAA (Outil réflexif sur laccès adapté), na versão profissional. O ORAA contém 28 perguntas baseadas nos pilares do AA. O questionário foi entregue pessoalmente aos participantes para que eles respondes- sem no local e horário mais adequado. A pesquisa foi realizada após aprovação no Comitê de Ética da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (CAAE:71770223.0.0000.5392; Número do parecer: 6.254.997). Os dados foram organiza- dos em planilhas do programa Microsoft Office Excel 2010 e analisados através de estatística descritiva. O grau de implantação foi classificado em totalmente implantado (76% a 100%], parcialmente implantado (51% a 75%], implantação incipiente (26% a 50%] e não implan- tado [0% a 25%]. Resultados: A percepção de médicos e enfermeiros quanto à implantação do AA variou entre as UBS. Uma unidade apresentou grau de implantação incipiente e cinco implantação parcial. Nenhuma unidade apresentou total implantação do acesso avançado As piores avaliações foram no pilar planejamento abrangente de necessidades, for- necimento e variações recorrentes e o pilar \"ajuste regular da oferta à demanda. Considerações finais: São necessárias ações para readequação dos pilares do AA nas UBS para a total e correta implantação do modelo. A permanência do acesso no atual contexto em que se apresenta gerará frustração e inconsistências com os resultados esperados. Cabe a análise criteriosa dos resultados com planejamento de ações, em trabalho conjunto entre gestores, profissionais de saúde, recepcionistas e população na busca por garantir os benefícios advin- dos da correta implantação do modelo.
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