Efeitos do pisoteio humano experimental sobre a vegetação em fragmentos de Floresta Pluvial Tropical Atlântica, São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Siles, Maria Francisca Roncero
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-12042009-214021/
Resumo: O crescente fluxo de visitantes em áreas naturais, com a conseqüente pressão sobre os recursos naturais, provocou o aumento da preocupação com os impactos negativos gerados. A Ecologia de Recreação estuda os impactos das atividades recreativas nos ambientes visitados, ocupando-se de fornecer resultados que sejam úteis ao manejo desses impactos. Os efeitos do pisoteio humano sobre a vegetação têm despertado particular interesse em diversos ecossistemas do mundo, com publicações concentradas basicamente nas regiões temperadas. No presente trabalho foi realizado um estudo experimental de pisoteio para avaliar a resposta da vegetação em áreas de Floresta Pluvial Tropical Atlântica em três Unidades de Conservação no Estado de São Paulo, Brasil. O desenho experimental foi em blocos randômicos, tendo sido aplicados quatro níveis de intensidade de pisoteio, em uma única estação, com medidas feitas imediatamente antes do impacto e repetidas em vários períodos, de modo a acompanhar a recuperação da vegetação. As variáveis analisadas foram: a cobertura vegetal total, a riqueza de tipos vegetais morfo-funcionais, a cobertura de cada tipo e a quantidade de solo exposto. No geral, confirmando estudos anteriores em outras regiões, os resultados mostraram relações não-lineares entre o nível de impacto e o efeito nas variáveis medidas na vegetação. As três áreas estudadas tiveram respostas diferentes, duas mostraram-se pouco resistentes e resilientes e outra apresentou resistência moderada e recuperação após um ano. Esses resultados podem subsidiar futuras estratégias de manejo em ambientes semelhantes.
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