Avaliação do modo de falha de coroas ceramocerâmicas de zircônia em função do protocolo de resfriamento e do desenho de infraestrutura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Paula, Vitor Guarçoni de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-26072011-160624/
Resumo: As excelentes propriedades mecânicas da zircônia como elevada resistência flexural e tenacidade à fratura fez com ela fosse o material cerâmico de eleição para as coroas e próteses fixas posteriores. Porém, mesmo com elevadas propriedades mecânicas os problemas relacionados a fratura ainda persistem. Variáveis como a baixa condutibilidade térmica da zircônia e a falta de suporte das infraestruturas às porcelanas são indicadas como possíveis causas. O presente estudo teve o objetivo de verificar se a modificação do desenho da infraestrutura e a alteração do protocolo de resfriamento durante a fase de glaze são capazes de melhorar a resistência das coroas ceramocerâmicas com infraestruturas de zircônia. Quarenta coroas unitárias com infraestruturas de zircônia (IPS e.max ZirCAD) na forma de molares foram confeccionadas sobre preparos padronizados e divididos em 4 grupos: ZrCRP (coroas com infraestruturas convencionais e resfriamento padrão), ZrMRP (coroas com desenho de infraestrutura modificado e resfriamento padrão), ZrCRL (coroas com infraestruturas convencionais e resfriamento lento) e ZrMRL (coroas com desenho de infraestrutura modificado e resfriamento lento). As infraestruturas com desenho convencional apresentavam espessura uniforme de 0,5 mm e as com modificação apresentavam espessura de 0,5 mm acrescentadas da cinta lingual de 2,0 mm de altura e postes proximais com 3,5 mm de altura, ambos com 1 mm de espessura. As coroas foram cimentadas com cimento resinoso (Rely X ARC) sobre réplicas de resina composta do preparo. Estas coroas foram submetidas ao teste de resistência à fadiga por meio da ciclagem dinâmica em água (106 ciclos ou até a fratura com carga variando de 30-300 N). Um endentador de aço inoxidável aplicava a carga axialmente entre as duas vertentes linguais e vestibulares. A ciclagem era interrompida em intervalos de 125 mil ciclos a procura de danos com auxílio de estereomicroscopia. Ao final, as coroas fraturadas eram submetidas a microscopia eletrônica de varredura e as não fraturadas eram incluídas em resina epóxi e polidas sequencialmente para a análise dos danos. Cada corpo de prova recebeu escores de acordo com o tipo de falha apresentada. Utilizou-se o teste Kruskal-Wallis para verificar diferença estatística entre os grupos e o de Miller para as comparações múltiplas entre os grupos. Os resultados não indicaram diferença estatística entre os desenhos de infraestrutura, entretanto o resfriamento lento mostrou-se significativamente melhor na prevenção dos danos
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O presente estudo teve o objetivo de verificar se a modificação do desenho da infraestrutura e a alteração do protocolo de resfriamento durante a fase de glaze são capazes de melhorar a resistência das coroas ceramocerâmicas com infraestruturas de zircônia. Quarenta coroas unitárias com infraestruturas de zircônia (IPS e.max ZirCAD) na forma de molares foram confeccionadas sobre preparos padronizados e divididos em 4 grupos: ZrCRP (coroas com infraestruturas convencionais e resfriamento padrão), ZrMRP (coroas com desenho de infraestrutura modificado e resfriamento padrão), ZrCRL (coroas com infraestruturas convencionais e resfriamento lento) e ZrMRL (coroas com desenho de infraestrutura modificado e resfriamento lento). As infraestruturas com desenho convencional apresentavam espessura uniforme de 0,5 mm e as com modificação apresentavam espessura de 0,5 mm acrescentadas da cinta lingual de 2,0 mm de altura e postes proximais com 3,5 mm de altura, ambos com 1 mm de espessura. As coroas foram cimentadas com cimento resinoso (Rely X ARC) sobre réplicas de resina composta do preparo. Estas coroas foram submetidas ao teste de resistência à fadiga por meio da ciclagem dinâmica em água (106 ciclos ou até a fratura com carga variando de 30-300 N). Um endentador de aço inoxidável aplicava a carga axialmente entre as duas vertentes linguais e vestibulares. A ciclagem era interrompida em intervalos de 125 mil ciclos a procura de danos com auxílio de estereomicroscopia. Ao final, as coroas fraturadas eram submetidas a microscopia eletrônica de varredura e as não fraturadas eram incluídas em resina epóxi e polidas sequencialmente para a análise dos danos. Cada corpo de prova recebeu escores de acordo com o tipo de falha apresentada. Utilizou-se o teste Kruskal-Wallis para verificar diferença estatística entre os grupos e o de Miller para as comparações múltiplas entre os grupos. Os resultados não indicaram diferença estatística entre os desenhos de infraestrutura, entretanto o resfriamento lento mostrou-se significativamente melhor na prevenção dos danosThe exceptional mechanical proprieties such as high flexural strength and fracture toughness make Zirconia anatural choice as material for posterior dental prosthesis. However, even with these properties, problems related to fracture persist. Low heat conductibility of zirconia and lack of support for veneering porcelain may be pointed as possible causes. The proposed study investigate if modifications on core design and cooling rate protocol during glaze firing are able to improve allceramic zirconia reinforced crows resistance. Forty molar zirconia reinforced single crowns (IPS e.max ZirCAD) were manufactured from standard abutment and divided in four groups: ZrCRP (conventional core design and standard cooling rates), ZrMRP (modified core design and standard cooling rates), ZrCRL (conventional core design and slow cooling rates) e ZrMRL (modified core design and slow cooling rates) (Até aqui ta bem escrito). The standards design Cores presented uniform thickness of 0,5 mm and the modified design Cores consisted of 0.5 mm thickness with a thick lingual margin of 2.0mm height, connecting to full contour proximal struts of 3.5 mm height, remembering that both the standard and the modified Core possess 1 mm of thick. Crows were luted with resin cement (Rely X ARC) on composite resin abutment replicas. These crowns were then subjected to motion fatigue in water (106 cycles or till fracture with 30-300 N varying load). A stainless steel indenter was used to perform axial load between buccal and lingual cusps. Mechanical cycling was interrupted at each 125000 cycles for damage investigation in a stereomicroscope. Fractured crows were submitted to scanning electron microscopy and not-fractured crowns were included in epoxy resin, longitudinally sectioned and sequentially polished for damage analysis. Each crown received scores according to the type of failure. Statistical analysis was carried out with Kruskal-Wallis test and multiple comparisons between groups were carried out with Millers test. Results did not show significant differences between infrastructure design, however low cooling rates statistically better results on damage prevention than standard cooling rates.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBonfante, GersonPaula, Vitor Guarçoni de2011-05-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-26072011-160624/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:29Zoai:teses.usp.br:tde-26072011-160624Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:29Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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