Prevalência do zumbido em crianças e adolescentes: uma meta-análise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ferreira, Maria Carolina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-102304/
Resumo: O objetivo desta revisão sistemática foi identificar, analisar e sintetizar as evidências científicas existentes que respondem à seguinte pergunta: qual a prevalência do zumbido em crianças e adolescentes com e sem perda auditiva? Um protocolo de revisão sistemática foi registrado no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) sob o número de registro CRD42023416107. Uma busca específica para cada uma das seguintes bases de dados foi realizada: EMBASE, LILACS, LIVIVO, PubMed, Science Direct, SCOPUS, Web of Science, Google Scholar e ProQuest. Os critérios de inclusão foram: (1) estudos cuja amostra compreendia crianças e adolescentes até 19 anos; (2) estudos que apresentaram dados de prevalência do zumbido ou informação suficiente para estimar a prevalência do sintoma, (3) estudos que avaliaram o zumbido com protocolos específicos, como questionários, Escala Visual Analógica (EVA), audiometria tonal limiar e medidas psicoacústicas do zumbido. Nenhuma restrição quanto ao período de publicação foi aplicada. Para o gerenciamento das referências o Endnote Web e Rayyan QCRI foram utilizados. Após leitura dos títulos e resumos e dos textos completos, 34 artigos foram incluídos na revisão sistemática conforme os critérios de elegibilidade. Quanto à análise do risco de viés, sete estudos foram classificados como baixo risco de viés, doze foram classificados como moderado risco e, quinze como alto risco. A meta-análise geral mostrou prevalência de 27% do zumbido em crianças e/ou adolescentes. A maior parte dos estudos incluiu indivíduos com perda auditiva, fato que demonstra maior interesse em estudar essa população, pois, presume-se que sejam indivíduos com maior tendência a apresentarem queixa de zumbido. Entre as meta-análises da prevalência do zumbido em crianças e/ou adolescentes com e sem perda auditiva não foram encontradas grandes distinções, visto que, para o primeiro grupo a prevalência foi de 36% e para o segundo foi de 33%. A alta heterogeneidade demonstrou a variabilidade entre os estudos, evidenciando a falta de padronização da avaliação do zumbido e dificultando análise com uma evidência mais forte a respeito do tema. Futuros estudos acerca do tema são necessários para esclarecimento da existência do zumbido na população estudada
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Os critérios de inclusão foram: (1) estudos cuja amostra compreendia crianças e adolescentes até 19 anos; (2) estudos que apresentaram dados de prevalência do zumbido ou informação suficiente para estimar a prevalência do sintoma, (3) estudos que avaliaram o zumbido com protocolos específicos, como questionários, Escala Visual Analógica (EVA), audiometria tonal limiar e medidas psicoacústicas do zumbido. Nenhuma restrição quanto ao período de publicação foi aplicada. Para o gerenciamento das referências o Endnote Web e Rayyan QCRI foram utilizados. Após leitura dos títulos e resumos e dos textos completos, 34 artigos foram incluídos na revisão sistemática conforme os critérios de elegibilidade. Quanto à análise do risco de viés, sete estudos foram classificados como baixo risco de viés, doze foram classificados como moderado risco e, quinze como alto risco. A meta-análise geral mostrou prevalência de 27% do zumbido em crianças e/ou adolescentes. A maior parte dos estudos incluiu indivíduos com perda auditiva, fato que demonstra maior interesse em estudar essa população, pois, presume-se que sejam indivíduos com maior tendência a apresentarem queixa de zumbido. Entre as meta-análises da prevalência do zumbido em crianças e/ou adolescentes com e sem perda auditiva não foram encontradas grandes distinções, visto que, para o primeiro grupo a prevalência foi de 36% e para o segundo foi de 33%. A alta heterogeneidade demonstrou a variabilidade entre os estudos, evidenciando a falta de padronização da avaliação do zumbido e dificultando análise com uma evidência mais forte a respeito do tema. Futuros estudos acerca do tema são necessários para esclarecimento da existência do zumbido na população estudadaThe aim of this systematic review was to identify, analyze, and synthesize the existing scientific evidence addressing the following question: What is the prevalence of tinnitus in children and adolescents with and without hearing loss? A systematic review protocol was registered in the International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) under registration number CRD42023416107. A specific search strategy was developed for each of the following databases: EMBASE, LILACS, LIVIVO, PubMed, Science Direct, SCOPUS, Web of Science, Google Scholar, and ProQuest. The inclusion criteria were: (1) studies with samples comprising children and adolescents up to 19 years of age; (2) studies that reported tinnitus prevalence data or sufficient information to estimate the prevalence of the symptom; and (3) studies that assessed tinnitus using specific protocols, such as questionnaires, visual analogue scales (VAS), pure-tone audiometry, or psychoacoustic tinnitus measures. No restrictions regarding publication date were applied. For reference management, EndNote Web and Rayyan QCRI were used. After screening titles, abstracts, and full texts, 34 studies met the eligibility criteria and were included in the systematic review. Regarding risk of bias assessment, seven studies were classified as having low risk, twelve as moderate risk, and fifteen as high risk. The overall meta-analysis indicated a 27% prevalence of tinnitus among children and/or adolescents. Most studies included individuals with hearing loss, demonstrating a greater research interest in this population, possibly due to their presumed higher likelihood of reporting tinnitus complaints. No substantial differences were found between the subgroup meta-analyses: the prevalence of tinnitus was 36% in individuals with hearing loss and 33% in those with normal hearing. The high heterogeneity observed across studies highlighted considerable variability and the lack of standardized tinnitus assessment methods, limiting stronger evidence on the topic. Further research is needed to clarify the occurrence and characteristics of tinnitus in the pediatric and adolescent populations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMondelli, Maria Fernanda Capoani GarciaFerreira, Maria Carolina2025-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-102304/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T19:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-102304Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T19:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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