Modulação da progressão tumoral por células-tronco derivadas da placenta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Clavo, Roy Anderson Oropeza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-18092025-104335/
Resumo: O câncer é uma doença multifatorial caracterizada por alterações genéticas, epigenéticas e microambientais que resultam em proliferação desregulada, resistência à apoptose e potencial metastático. Apesar dos avanços na oncologia, encontrar padrões que definam a malignidade celular continua desafiador, e as terapias atuais afetam células saudáveis, necessitando de alternativas. As células-tronco mesenquimais derivadas da placenta (PLSCs) têm emergido como uma estratégia promissora, por serem abundantes, eticamente aceitáveis e possuírem propriedades imunomoduladoras e regenerativas. A placenta compartilha diversas características com tumores, como alta taxa proliferativa, evasão imunológica e remodelamento tecidual, porém com desfechos fisiológicos. Isso sugere que os mecanismos regulatórios placentários poderiam ser reaproveitados no desenvolvimento de terapias oncológicas inovadoras. Este estudo focou o câncer de mama triplo negativo (TNBC), uma forma agressiva e resistente a tratamentos convencionais. Em uma primeira etapa, foi desenvolvido um modelo experimental em linhagem canina, no qual o tratamento com PLSCs reduziu a migração e a proliferação celular e induziu apoptose. Posteriormente, foram isoladas vesículas extracelulares (EVs) de diferentes regiões da placenta humana - geleia de Wharton (WJ), membrana amniótica (MA) e junção cordão-placenta (UCP). Observou-se que as EVs derivadas de WJ e UCP apresentaram alta seletividade citotóxica contra células tumorais de mama (TNBC) e cólon, sem afetar a viabilidade de células saudáveis. A análise por espectroscopia Raman revelou composições químicas específicas e características bioquímicas distintas entre os grupos, confirmando que a origem anatômica influencia as propriedades funcionais das EVs. A análise de microRNAs indicou que essas vesículas modulam vias associadas ao câncer e à pluripotência celular, mantendo padrões moleculares relacionados ao tecido de origem, sugerindo também potencial uso em medicina regenerativa. Em conjunto, os dados indicam que as PLSCs e suas EVs possuem capacidade seletiva para modular a progressão tumoral, oferecendo uma abordagem inovadora e compatível no enfrentamento de neoplasias agressivas e de difícil tratamento.
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A placenta compartilha diversas características com tumores, como alta taxa proliferativa, evasão imunológica e remodelamento tecidual, porém com desfechos fisiológicos. Isso sugere que os mecanismos regulatórios placentários poderiam ser reaproveitados no desenvolvimento de terapias oncológicas inovadoras. Este estudo focou o câncer de mama triplo negativo (TNBC), uma forma agressiva e resistente a tratamentos convencionais. Em uma primeira etapa, foi desenvolvido um modelo experimental em linhagem canina, no qual o tratamento com PLSCs reduziu a migração e a proliferação celular e induziu apoptose. Posteriormente, foram isoladas vesículas extracelulares (EVs) de diferentes regiões da placenta humana - geleia de Wharton (WJ), membrana amniótica (MA) e junção cordão-placenta (UCP). Observou-se que as EVs derivadas de WJ e UCP apresentaram alta seletividade citotóxica contra células tumorais de mama (TNBC) e cólon, sem afetar a viabilidade de células saudáveis. A análise por espectroscopia Raman revelou composições químicas específicas e características bioquímicas distintas entre os grupos, confirmando que a origem anatômica influencia as propriedades funcionais das EVs. A análise de microRNAs indicou que essas vesículas modulam vias associadas ao câncer e à pluripotência celular, mantendo padrões moleculares relacionados ao tecido de origem, sugerindo também potencial uso em medicina regenerativa. Em conjunto, os dados indicam que as PLSCs e suas EVs possuem capacidade seletiva para modular a progressão tumoral, oferecendo uma abordagem inovadora e compatível no enfrentamento de neoplasias agressivas e de difícil tratamento.Cancer is a multifactorial disease characterized by genetic, epigenetic, and microenvironmental alterations that result in uncontrolled cell proliferation, resistance to apoptosis, and metastatic potential. Despite significant advances in oncology, identifying reliable molecular and cellular markers that define malignancy remains a challenge, and current therapies often affect healthy cells, reinforcing the need for more selective alternatives. Placenta-derived mesenchymal stem cells (PLSCs) have emerged as a promising therapeutic strategy due to their abundance, ethical acceptability, and immunomodulatory and regenerative properties. The placenta shares several features with tumors, such as high proliferative activity, immune evasion, and dynamic tissue remodeling, but with physiological rather than pathological outcomes. This suggests that placental regulatory mechanisms may be repurposed for the development of innovative anticancer therapies. This study focused on triple- negative breast cancer (TNBC), a highly aggressive and treatment-resistant tumor subtype. Initially, an experimental canine cell model was employed, where PLSC treatment reduced cell migration and proliferation and induced apoptosis. Subsequently, extracellular vesicles (EVs) were isolated from distinct anatomical regions of the human placenta, Wharton′s jelly (WJ), amniotic membrane (AM), and the cord-placental junction (UCP). EVs derived from WJ and UCP exhibited high cytotoxic selectivity against TNBC and colorectal cancer cells, while sparing healthy cell lines. Raman spectroscopy analysis revealed specific chemical compositions and distinct biochemical signatures across EV groups, confirming that tissue origin influences their functional properties. MicroRNA profiling indicated that these EVs modulate cancer-related pathways and pluripotency signaling, while maintaining molecular patterns reflective of their tissue source, suggesting additional potential in regenerative medicine. Taken together, the findings demonstrate that PLSCs and their derived EVs have selective capacity to modulate tumor progression, offering a novel and biocompatible approach for the treatment of aggressive and hard-to-treat cancers.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNishiyama, Ana Claudia Oliveira CarreiraClavo, Roy Anderson Oropeza2025-07-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-18092025-104335/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-09T13:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-18092025-104335Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-09T13:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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