As recomendações das agências internacionais para enfrentamento da informalidade na busca da proteção social e promoção ao trabalho decente no Brasil
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-31032025-083001/ |
Resumo: | A pesquisa aborda a análise das recomendações das agências internacionais para o enfrentamento da informalidade, na perspectiva do direito do trabalho brasileiro, rumo a proteção social. Na atual era tecnológica, a informalidade tem se apresentado como a classe dominante. Segundo um relatório da OIT, em 2018, mais de 2 milhões de pessoas, quase 60% da população ativa no mundo trabalham na informalidade, sendo que, desse grande exponencial, a grande maioria é composta por mulheres, jovens e idosos. Em face de tal realidade, o mundo está em busca de um novo padrão de desenvolvimento inclusivo e sustentável para promover a liberdade de iniciativa empresarial na geração de riqueza e, ao mesmo tempo, respeitar os direitos fundamentais do trabalhador, garantindo oportunidades de segurança e renda, trabalho decente e empreendedorismo. A hipótese da presente pesquisa é a de que o contrato social cogente, de proteção ao trabalho, capaz de atender a promoção da liberdade empresarial econômica equilibrada com o trabalho decente e acesso igualitário aos bens e serviços básicos de segurança social, perfaz-se como uma transformação estrutural no enfrentamento à informalidade. Essa transformação passa pelo desenvolvimento de políticas de adaptação, plataformas de aprendizagem digital, programas de educação inclusiva e promoção de habilidades interpessoais, sendo que a legislação brasileira não tem caminhado para o cumprimento dessa agenda. Nessas premissas, a questão da pesquisa coloca quais ações poderiam ser implementadas para a proteção ao trabalho em face da informalidade, observando as recomendações das agências internacionais no Brasil. Para tanto, os objetivos específicos são (i) identificar as transformações sociais buscando definir as origens, os impactos, crescentes, as influências histórias e as dinâmicas que culminaram na crise da sociedade do trabalho com o desmantelamento da classe trabalhadora e a crescente da informalidade; (ii) relacionar as recomendações das agências internacionais para proteção social e trabalho decente, na transição do trabalho informal para o trabalho formal; (iii) analisar se o Brasil está adotando políticas e ações de transformação estrutural e setorial na busca da promoção e do desenvolvimento inclusivo e sustentável do trabalho, e transição da informalidade para a formalidade, conforme as recomendações das agências internacionais. Utiliza-se como metodologia a revisão bibliográfica e a análise hipotético-dedutiva a partir dos materiais selecionados a fim de examinar se o marco regulatório jurídico brasileiro atende as diretrizes e recomendações das agências internacionais para enfrentamento da informalidade na busca da transição para a formalidade e proteção social. Como conclusões, verifica-se que o enfrentamento da informalidade conclama uma revolução de valores, de visão compartilhada, com lideranças sistêmicas e conjuntas de todos os atores sociais, com promoção de políticas integrativas, conexas e convergentes umas com as outras. A pesquisa identificou que o Brasil tem apresentado um retrocesso na implementação e no cumprimento da Agenda 2030, mais especificamente do ODS 8, em prol do trabalho decente e enfrentamento da informalidade, e não tem promovido transformação estrutural com diretrizes setoriais pró-formalização, em nítido atraso ao contido nas recomendações internacionais. |
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As recomendações das agências internacionais para enfrentamento da informalidade na busca da proteção social e promoção ao trabalho decente no BrasilThe recommendations of international agencies for tackling informality in the quest to protect and promote decent work in Brazil.access to justiceacesso à justiçaagências internacionaisdecent workinformalidadeinformalityinternational agenciesproteção social.social protection.trabalho decenteA pesquisa aborda a análise das recomendações das agências internacionais para o enfrentamento da informalidade, na perspectiva do direito do trabalho brasileiro, rumo a proteção social. Na atual era tecnológica, a informalidade tem se apresentado como a classe dominante. Segundo um relatório da OIT, em 2018, mais de 2 milhões de pessoas, quase 60% da população ativa no mundo trabalham na informalidade, sendo que, desse grande exponencial, a grande maioria é composta por mulheres, jovens e idosos. Em face de tal realidade, o mundo está em busca de um novo padrão de desenvolvimento inclusivo e sustentável para promover a liberdade de iniciativa empresarial na geração de riqueza e, ao mesmo tempo, respeitar os direitos fundamentais do trabalhador, garantindo oportunidades de segurança e renda, trabalho decente e empreendedorismo. A hipótese da presente pesquisa é a de que o contrato social cogente, de proteção ao trabalho, capaz de atender a promoção da liberdade empresarial econômica equilibrada com o trabalho decente e acesso igualitário aos bens e serviços básicos de segurança social, perfaz-se como uma transformação estrutural no enfrentamento à informalidade. Essa transformação passa pelo desenvolvimento de políticas de adaptação, plataformas de aprendizagem digital, programas de educação inclusiva e promoção de habilidades interpessoais, sendo que a legislação brasileira não tem caminhado para o cumprimento dessa agenda. Nessas premissas, a questão da pesquisa coloca quais ações poderiam ser implementadas para a proteção ao trabalho em face da informalidade, observando as recomendações das agências internacionais no Brasil. Para tanto, os objetivos específicos são (i) identificar as transformações sociais buscando definir as origens, os impactos, crescentes, as influências histórias e as dinâmicas que culminaram na crise da sociedade do trabalho com o desmantelamento da classe trabalhadora e a crescente da informalidade; (ii) relacionar as recomendações das agências internacionais para proteção social e trabalho decente, na transição do trabalho informal para o trabalho formal; (iii) analisar se o Brasil está adotando políticas e ações de transformação estrutural e setorial na busca da promoção e do desenvolvimento inclusivo e sustentável do trabalho, e transição da informalidade para a formalidade, conforme as recomendações das agências internacionais. Utiliza-se como metodologia a revisão bibliográfica e a análise hipotético-dedutiva a partir dos materiais selecionados a fim de examinar se o marco regulatório jurídico brasileiro atende as diretrizes e recomendações das agências internacionais para enfrentamento da informalidade na busca da transição para a formalidade e proteção social. Como conclusões, verifica-se que o enfrentamento da informalidade conclama uma revolução de valores, de visão compartilhada, com lideranças sistêmicas e conjuntas de todos os atores sociais, com promoção de políticas integrativas, conexas e convergentes umas com as outras. A pesquisa identificou que o Brasil tem apresentado um retrocesso na implementação e no cumprimento da Agenda 2030, mais especificamente do ODS 8, em prol do trabalho decente e enfrentamento da informalidade, e não tem promovido transformação estrutural com diretrizes setoriais pró-formalização, em nítido atraso ao contido nas recomendações internacionais.The research addresses the analysis of recommendations from international agencies to tackling informality, from the perspective of Brazilian labor law, towards social protection. In the current technological era, informality has presented itself as the dominant class. According to an ILO report, in 2018, more than 2 million people, almost 60% of the active population in the world work informally, of which the vast majority are women, young people and the elderly. Faced with this reality, the world is in search of a new standard of inclusive and sustainable development to promote freedom of business initiative in generating wealth, and at the same time, respect the fundamental rights of workers, guaranteeing opportunities for security and income, decent work and entrepreneurship. The hypothesis of this research is that the cogent social contract, protecting work, capable of promoting economic business freedom balanced with decent work and equal access to basic social security goods and services, that constitutes a structural transformation approach to combating informality. This transformation involves the development of adaptation policies, digital learning platforms, inclusive education programs and the promotion of interpersonal skills, and Brazilian legislation has not moved towards fulfilling this agenda. In these premises, the research question poses which actions could be implemented to protect work in the face of informality, observing the recommendations of international agencies in Brazil. To this end, the specific objectives are (i) identify social transformations seeking to define the origins, impacts, growth, historical influences and dynamics that culminated in the crisis of the work society with the dismantling of the working class and the growth of informality; (ii) list the recommendations of international agencies for social protection and decent work, in the transition from informal to formal work; (iii) analyze whether Brazil is adopting policies and actions for structural and sectoral transformation in the search for the promotion and inclusive and sustainable development of work, and transition from informality to formality, in accordance with the recommendations of international agencies. The methodology used is a bibliographical review and hypothetical-deductive analysis based on the selected materials in order to examine whether the Brazilian legal regulatory framework meets the guidelines and recommendations of international agencies to combat informality in the search for the transition to formality and social protection. As conclusions, it appears that confronting informality calls for a revolution of values, of shared vision, with systemic and joint leadership from all social actors, with the promotion of integrative policies, connected and convergent with each other. The research identified that Brazil has shown a setback in the implementation and fulfillment of the 2030 Agenda, more specifically ODS 8, in favor of decent work and combating informality, and has not promoted structural transformation with pro-formalization sectoral guidelines, clearly behind what is contained in international recommendations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCardoso, Jair AparecidoAraujo, Renata Scarpini de2024-08-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-31032025-083001/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-09T18:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-31032025-083001Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-09T18:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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