Subjetividade & dominação :a crítica de Max Stirmer à alienação como elemento constitutivo da subjetividade moderna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Otenio, Erinson Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-03062008-145354/
Resumo: Este trabalho tem por propósito analisar os textos de Max Stirner - em particular a primeira parte de seu livro intitulado O Único e a sua Propriedade -, assumindo a perspectiva de que neles é elaborado um diagnóstico de como a subjetividade moderna, no processo de sua constituição, forma-se comprometida com a dominação. Para isso, é preciso refazer com o filósofo o caminho dialético do eu, da Antiguidade até a sua manifestação moderna, identificando nesse percurso as razões que o fizeram alienar-se de si, sem se esquecer do papel da arte e da religião na criação, no rejuvenescimento e na manutenção da alienação. Além disso, encontrará também tratamento neste trabalho a forma de racionalidade, de moral e de educação modernas, elementos importantes da subjetividade, uma vez que esses elementos perfazem com ela um todo sistemático onde o que só encontra espaço são as exigências do \"espírito\", e isso em detrimento do que quer que seja da ordem da individualidade. Portanto, para uma abordagem apropriada desse tema, requer-se a compreensão do processo de formação da Modernidade e da sua subjetividade correlata, identificando a maneira pela qual, nesse processo, a dominação inscreve-se de forma imanente no eu. Isso significa dizer que, na interpretação que aqui se oferece da filosofia stirneriana, o processo de formação da subjetividade moderna e a dominação não são fenômenos independentes, mas sim resultantes de um e mesmo processo de engendramento da Modernidade.
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