Análise quimiométrica de aminoácidos, fenóis simples e íons metálicos em cachaças e runs e sua aplicação como discriminadores químicos
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-24092025-151126/ |
Resumo: | Com o objetivo de definir descritores químicos capazes de distinguir rum de cachaça, foram analisadas 46 amostras de cachaça e 23 amostras de rum, todas devidamente certificadas. As análises concentraram-se nas frações minerais (alumínio, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto, cobre, crômio, ferro, magnésio, manganês, níquel, sódio e zinco) e nas frações orgânicas, compostas por aminoácidos (ácido aspártico, ácido glutâmico, alanina, asparagina, arginina, fenilalanina, glicina, glutamina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, prolina, serina, tirosina, treonina, triptofano e valina) e fenóis simples (fenol, guaiacol, o-cresol, p-cresol, xilenol, 2-etilfenol, 3-etilfenol, 4-etilfenol, 4-metoxifenol e eugenol). A análise dos resultados experimentais, utilizando métodos quimiométricos (análise de componentes principais e análise hierárquica de agrupamentos), permitiu identificar quais analitos apresentam potencial para diferenciar as bebidas. Os resultados quimiométricos mostraram que a fração de fenóis simples não apresentou descritores capazes de distinguir cachaça de rum. A fração de aminoácidos, por outro lado, revelou uma tendência de distinção entre cachaças e runs, especialmente para as bebidas não envelhecidas, com uma variação de PC1 e PC2 de 86,23%, utilizando como discriminantes o ácido aspártico, o ácido glutâmico, a histidina e a serina. Para as bebidas envelhecidas, os descritores identificados foram o ácido glutâmico, a asparagina, a isoleucina, a histidina, a prolina e a tirosina. No conjunto de amostras envelhecidas e não envelhecidas, os descritores foram a asparagina, o ácido glutâmico, a prolina, a serina e a tirosina, com valores de PC1 e PC2 de 63,13% e 64,28%, respectivamente. A aplicação quimiométrica à fração mineral apresentou os melhores resultados de diferenciação, com variações de PC1 e PC2 de 87,44%, 95,84% e 78,28% para as separações das amostras não envelhecidas, envelhecidas e envelhecidas e não envelhecidas, respectivamente. Os descritores cobre, magnésio e manganês foram utilizados nas três análises, enquanto o ferro atuou como descritor para os grupos de amostras não envelhecidas e para o conjunto total. Ao correlacionar todos os dados analíticos em um único tratamento, observou-se que cobre, ferro, magnésio, manganês e isoleucina formam o conjunto de descritores para as amostras não envelhecidas e envelhecidas quando analisadas separadamente, com valores de PC1 e PC2 de 75,43% e 70,53%, respectivamente. Quando todas as amostras foram analisadas em conjunto, os descritores identificados foram asparagina, cobre, magnésio e prolina, com valores de PC1 e PC2 de 61,57%. Esses resultados sugerem que cachaça e rum apresentam diferenças significativas em suas composições, especialmente nos teores de íons metálicos como cobre, ferro, magnésio e manganês, além dos aminoácidos asparagina, isoleucina e prolina. |
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Análise quimiométrica de aminoácidos, fenóis simples e íons metálicos em cachaças e runs e sua aplicação como discriminadores químicosChemometric analysis of amino acids, simple phenols, and metal Ions in cachaças and rums and their application as chemical discriminatorsamino acidsaminoácidosanálise quimiométricacachaçacachaçachemical discriminatorschemometric analysisdiscriminadores químicosfenóis simplesíons metálicosmetal ionsrumrumsimple phenolsCom o objetivo de definir descritores químicos capazes de distinguir rum de cachaça, foram analisadas 46 amostras de cachaça e 23 amostras de rum, todas devidamente certificadas. As análises concentraram-se nas frações minerais (alumínio, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto, cobre, crômio, ferro, magnésio, manganês, níquel, sódio e zinco) e nas frações orgânicas, compostas por aminoácidos (ácido aspártico, ácido glutâmico, alanina, asparagina, arginina, fenilalanina, glicina, glutamina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, prolina, serina, tirosina, treonina, triptofano e valina) e fenóis simples (fenol, guaiacol, o-cresol, p-cresol, xilenol, 2-etilfenol, 3-etilfenol, 4-etilfenol, 4-metoxifenol e eugenol). A análise dos resultados experimentais, utilizando métodos quimiométricos (análise de componentes principais e análise hierárquica de agrupamentos), permitiu identificar quais analitos apresentam potencial para diferenciar as bebidas. Os resultados quimiométricos mostraram que a fração de fenóis simples não apresentou descritores capazes de distinguir cachaça de rum. A fração de aminoácidos, por outro lado, revelou uma tendência de distinção entre cachaças e runs, especialmente para as bebidas não envelhecidas, com uma variação de PC1 e PC2 de 86,23%, utilizando como discriminantes o ácido aspártico, o ácido glutâmico, a histidina e a serina. Para as bebidas envelhecidas, os descritores identificados foram o ácido glutâmico, a asparagina, a isoleucina, a histidina, a prolina e a tirosina. No conjunto de amostras envelhecidas e não envelhecidas, os descritores foram a asparagina, o ácido glutâmico, a prolina, a serina e a tirosina, com valores de PC1 e PC2 de 63,13% e 64,28%, respectivamente. A aplicação quimiométrica à fração mineral apresentou os melhores resultados de diferenciação, com variações de PC1 e PC2 de 87,44%, 95,84% e 78,28% para as separações das amostras não envelhecidas, envelhecidas e envelhecidas e não envelhecidas, respectivamente. Os descritores cobre, magnésio e manganês foram utilizados nas três análises, enquanto o ferro atuou como descritor para os grupos de amostras não envelhecidas e para o conjunto total. Ao correlacionar todos os dados analíticos em um único tratamento, observou-se que cobre, ferro, magnésio, manganês e isoleucina formam o conjunto de descritores para as amostras não envelhecidas e envelhecidas quando analisadas separadamente, com valores de PC1 e PC2 de 75,43% e 70,53%, respectivamente. Quando todas as amostras foram analisadas em conjunto, os descritores identificados foram asparagina, cobre, magnésio e prolina, com valores de PC1 e PC2 de 61,57%. Esses resultados sugerem que cachaça e rum apresentam diferenças significativas em suas composições, especialmente nos teores de íons metálicos como cobre, ferro, magnésio e manganês, além dos aminoácidos asparagina, isoleucina e prolina.In order to define chemical descriptors that allow the distinction between rum and cachaça, 46 samples of cachaça and 23 samples of rum, all duly certified, were analyzed. The aim of this study was to analyze the mineral fractions (aluminum, cadmium, calcium, lead, cobalt, chromium, copper, iron, magnesium, manganese, nickel, sodium, and zinc) and organic fractions, including amino acids (aspartic acid, glutamic acid, alanine, asparagine, arginine, phenylalanine, glycine, glutamine, histidine, isoleucine, leucine, lysine, methionine, proline, serine, tyrosine, threonine, tryptophan, and valine) and simple phenols (phenol, guaiacol, o-cresol, p-cresol, xylene, 2-ethylphenol, 3-ethylphenol, 4-ethylphenol, 4-methoxyphenol, and eugenol). The experimental results, analyzed using chemometric methods (principal component analysis and hierarchical clustering analysis), allowed us to determine which components have the potential to differentiate these beverages. The chemometric results revealed that the organic fraction of simple phenols was not capable of distinguishing between cachaça and rum. The amino acid fraction showed a trend towards distinguishing cachaças from rums, particularly for the aged beverages, which presented PC1 and PC2 values of 86.23%, using as discriminants aspartic acid, glutamic acid, histidine, and serine. For the aged beverages, the descriptors used were glutamic acid, asparagine, isoleucine, histidine, proline, and tyrosine. When grouping both aged and non-aged samples, the descriptors were asparagine, glutamic acid, proline, serine, and tyrosine, with PC1 and PC2 values of 63.13% and 64.28%, respectively. The chemometric application to the mineral fraction provided the best differentiation results, with PC1 and PC2 values of 87.44%, 95.84%, and 78.28% for the separations considering non-aged, aged, and the combined group (both aged and non-aged) samples, respectively. The descriptors copper, magnesium, and manganese were used in all three analyses, while iron acted as a descriptor for the first and third groups, as previously described. Correlating all the collected analytical data into a single analysis revealed that copper, iron, magnesium, manganese, and isoleucine form the set of descriptors for both aged and non-aged samples when analyzed separately, with PC1 and PC2 values of 75.43% and 70.53%, respectively. When all samples were analyzed together, the descriptors were asparagine, copper, magnesium, and proline, with PC1 and PC2 values of 61.57%. These results suggest that cachaça and rum differ in their compositions, particularly with respect to the metallic ions copper, iron, magnesium, manganese, and the amino acids asparagine, isoleucine, and proline.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFranco, Douglas WagnerLeite Neto, Alexandre Ferreira2003-05-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-24092025-151126/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-29T15:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-151126Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-29T15:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Com o objetivo de definir descritores químicos capazes de distinguir rum de cachaça, foram analisadas 46 amostras de cachaça e 23 amostras de rum, todas devidamente certificadas. As análises concentraram-se nas frações minerais (alumínio, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto, cobre, crômio, ferro, magnésio, manganês, níquel, sódio e zinco) e nas frações orgânicas, compostas por aminoácidos (ácido aspártico, ácido glutâmico, alanina, asparagina, arginina, fenilalanina, glicina, glutamina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, prolina, serina, tirosina, treonina, triptofano e valina) e fenóis simples (fenol, guaiacol, o-cresol, p-cresol, xilenol, 2-etilfenol, 3-etilfenol, 4-etilfenol, 4-metoxifenol e eugenol). A análise dos resultados experimentais, utilizando métodos quimiométricos (análise de componentes principais e análise hierárquica de agrupamentos), permitiu identificar quais analitos apresentam potencial para diferenciar as bebidas. Os resultados quimiométricos mostraram que a fração de fenóis simples não apresentou descritores capazes de distinguir cachaça de rum. A fração de aminoácidos, por outro lado, revelou uma tendência de distinção entre cachaças e runs, especialmente para as bebidas não envelhecidas, com uma variação de PC1 e PC2 de 86,23%, utilizando como discriminantes o ácido aspártico, o ácido glutâmico, a histidina e a serina. Para as bebidas envelhecidas, os descritores identificados foram o ácido glutâmico, a asparagina, a isoleucina, a histidina, a prolina e a tirosina. No conjunto de amostras envelhecidas e não envelhecidas, os descritores foram a asparagina, o ácido glutâmico, a prolina, a serina e a tirosina, com valores de PC1 e PC2 de 63,13% e 64,28%, respectivamente. A aplicação quimiométrica à fração mineral apresentou os melhores resultados de diferenciação, com variações de PC1 e PC2 de 87,44%, 95,84% e 78,28% para as separações das amostras não envelhecidas, envelhecidas e envelhecidas e não envelhecidas, respectivamente. Os descritores cobre, magnésio e manganês foram utilizados nas três análises, enquanto o ferro atuou como descritor para os grupos de amostras não envelhecidas e para o conjunto total. Ao correlacionar todos os dados analíticos em um único tratamento, observou-se que cobre, ferro, magnésio, manganês e isoleucina formam o conjunto de descritores para as amostras não envelhecidas e envelhecidas quando analisadas separadamente, com valores de PC1 e PC2 de 75,43% e 70,53%, respectivamente. Quando todas as amostras foram analisadas em conjunto, os descritores identificados foram asparagina, cobre, magnésio e prolina, com valores de PC1 e PC2 de 61,57%. Esses resultados sugerem que cachaça e rum apresentam diferenças significativas em suas composições, especialmente nos teores de íons metálicos como cobre, ferro, magnésio e manganês, além dos aminoácidos asparagina, isoleucina e prolina. |
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