As repercussões da violência contra mulher na saúde das mulheres ribeirinhas às margens do Rio Amazonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Azuelo, Nany Camilla Sevalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-11112025-093307/
Resumo: Introdução: A Violência Contra Mulher é um problema global e transcende barreiras geográficas, culturais e socioeconômicas. Verifica-se que nas populações rurais e das comunidades florestais também ocorrem episódios de violência decorrentes de conflitos relacionados à posse e propriedade da terra. Nesse contexto de desigualdades, é importante destacar os agravos causados pela violência, principalmente contra as mulheres. Objetivo: Analisar as repercussões da violência contra mulher na saúde das mulheres ribeirinhas às margens do Rio Amazonas. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa. A pesquisa foi realizada através da Unidade de Saúde da Família Fluvial Antônio Levino que percorre as comunidades ribeirinhas e as respectivas unidades de saúde às margens do Rio Amazonas. A população do estudo foi composta por mulheres em situação de violência residentes atendidas pela USFF Antônio Levino. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas e também realizados uma observação sistemática e um diário de campo. As observações sistemáticas seguiram um roteiro previamente elaborado pelas pesquisadoras que visa responder os objetivos da pesquisa e para a análise de dados foi utilizado o referencial teórico Feminismo negro e a Interseccionalidade. Resultados e Discussões: A vivência das mulheres ribeirinhas é marcada por desigualdades estruturais, violência e falta de apoio, dificultando sua autonomia. A dependência econômica e emocional perpetua esse ciclo, agravado pela normalização dos abusos e descrença no sistema de proteção. A violência psicológica impacta profundamente sua autoestima, reforçando traumas como ansiedade e depressão. Para romper com esse cenário, políticas públicas eficazes, educação de gênero e redes de suporte são essenciais na promoção da autonomia e garantia de direitos. Considerações Finais: A violência contra as mulheres ribeirinhas ameaça não apenas suas vidas, mas também a cultura e os saberes tradicionais que sustentam suas comunidades. O isolamento geográfico e a falta de políticas públicas ampliam sua vulnerabilidade, dificultando a denúncia e a proteção. Como um mecanismo que perpetua desigualdades, essa violência compromete a continuidade dos modos de vida ancestrais. Enfrentá-la exige políticas eficazes e a valorização dessas mulheres como protagonistas na preservação da floresta e de sua identidade cultural.
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A pesquisa foi realizada através da Unidade de Saúde da Família Fluvial Antônio Levino que percorre as comunidades ribeirinhas e as respectivas unidades de saúde às margens do Rio Amazonas. A população do estudo foi composta por mulheres em situação de violência residentes atendidas pela USFF Antônio Levino. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas e também realizados uma observação sistemática e um diário de campo. As observações sistemáticas seguiram um roteiro previamente elaborado pelas pesquisadoras que visa responder os objetivos da pesquisa e para a análise de dados foi utilizado o referencial teórico Feminismo negro e a Interseccionalidade. Resultados e Discussões: A vivência das mulheres ribeirinhas é marcada por desigualdades estruturais, violência e falta de apoio, dificultando sua autonomia. A dependência econômica e emocional perpetua esse ciclo, agravado pela normalização dos abusos e descrença no sistema de proteção. A violência psicológica impacta profundamente sua autoestima, reforçando traumas como ansiedade e depressão. Para romper com esse cenário, políticas públicas eficazes, educação de gênero e redes de suporte são essenciais na promoção da autonomia e garantia de direitos. Considerações Finais: A violência contra as mulheres ribeirinhas ameaça não apenas suas vidas, mas também a cultura e os saberes tradicionais que sustentam suas comunidades. O isolamento geográfico e a falta de políticas públicas ampliam sua vulnerabilidade, dificultando a denúncia e a proteção. Como um mecanismo que perpetua desigualdades, essa violência compromete a continuidade dos modos de vida ancestrais. Enfrentá-la exige políticas eficazes e a valorização dessas mulheres como protagonistas na preservação da floresta e de sua identidade cultural.Introduction: Violence against women is a global issue that transcends geographic, cultural, and socioeconomic boundaries. It is observed that rural and forest community populations also experience violence stemming from conflicts related to land ownership and possession. In this context of inequality, it is crucial to highlight the harm caused by violence, especially against women. Objective: To analyze the repercussions of violence against women on the health of riverside women living along the banks of the Amazon River. Methodology: This is a qualitative research study. The research was conducted through the Fluvial Family Health Unit \"Antônio Levino,\" which travels to riverside communities and their respective health units along the Amazon River. The study population consisted of women in situations of violence who were served by the USFF Antônio Levino. Data collection was carried out through semi-structured interviews, as well as systematic observation and a field diary. The systematic observations followed a pre-established guide developed by the researchers to address the study\'s objectives. For data analysis, the theoretical frameworks of Black Feminism and Intersectionality were used. Results and Discussion: The lives of riverside women are marked by structural inequalities, violence, and a lack of support, which hinder their autonomy. Economic and emotional dependence perpetuates this cycle, further aggravated by the normalization of abuse and mistrust in the protection system. Psychological violence deeply affects their self-esteem, reinforcing traumas such as anxiety and depression. Breaking this cycle requires effective public policies, gender education, and support networks to promote autonomy and guarantee rights. Final Considerations: Violence against riverside women threatens not only their lives but also the culture and traditional knowledge that sustain their communities. Geographic isolation and the lack of public policies increase their vulnerability, making it harder to report violence and receive protection. As a mechanism that perpetuates inequalities, this violence jeopardizes the continuity of ancestral ways of life. Tackling it requires effective policies and the recognition of these women as key actors in preserving the forest and their cultural identity.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFiorati, Regina CeliaAzuelo, Nany Camilla Sevalho2025-08-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-11112025-093307/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T18:14:02Zoai:teses.usp.br:tde-11112025-093307Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T18:14:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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