A Crônica em Machado de Assis: Estratégias e Máscaras de um Fingidor.
| Ano de defesa: | 2001 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/ |
Resumo: | A atividade de Machado de Assis como cronista estendeu-se praticamente por toda sua carreira, tendo suas crônicas recebido sucessivas edições. Todavia, a crítica, no mais das vezes, tem entendido esses textos como sendo ora um documento histórico, ora um laboratório no qual Machado se preparava para uma literatura ''mais séria''. Este trabalho pretende constituir um olhar diferente para a pena hebdomadária do escritor, como ele mesmo chama sua crônica: não mais como uma experiência ou registro historiográfico, mas como texto literário que tem seu valor enquanto tal. Este trabalho analisa as crônicas publicadas na coluna A Semana, entre abril de 1892 e dezembro de 1893, data em que Machado já havia produzido boa parte de sua obra mais expressiva. As crôncias recebem aqui um duplo enfoque: o da crítica literária e o do análise do discurso. no primeiro enfoque, foram lembradas as visões que Candido Schwarz, entre outros, têm da obra de Machado. No segundo, procurou-se averiguar em que medida as teorias de Bakhtin, sobre a presença do outro no discurso, e de Ducrot, sobre a multiplicidade de ''eus'' presentes no enunciado, contribuem para o entendimento do texto como sendo um objeto heterogêneo que encerra a presença de diversas vozes que expressam seus pontos de vista sobre o mundo. O instrumental teórico adotado terminou por revelar que a crônica de Machado articula-se em dois eixos: é um discurso sobre o ato de narrar e é o espaco de encontro de inúmeras vozes portadoras de discursos que se definem na medida em que se confrontam. Sua dupla articulação permite-lhe, ainda, não só relatar sua realidade, mas reproduzi-la na materialidade do texto. |
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A Crônica em Machado de Assis: Estratégias e Máscaras de um Fingidor. Stratégies et masques d''un trompe l''il : la chronique de Machado de Assis.análise do discursochroniquecrônicadialogismedialogismol'analyse du discoursMachado de AssisMachado de AssispolifoniapolyphonieA atividade de Machado de Assis como cronista estendeu-se praticamente por toda sua carreira, tendo suas crônicas recebido sucessivas edições. Todavia, a crítica, no mais das vezes, tem entendido esses textos como sendo ora um documento histórico, ora um laboratório no qual Machado se preparava para uma literatura ''mais séria''. Este trabalho pretende constituir um olhar diferente para a pena hebdomadária do escritor, como ele mesmo chama sua crônica: não mais como uma experiência ou registro historiográfico, mas como texto literário que tem seu valor enquanto tal. Este trabalho analisa as crônicas publicadas na coluna A Semana, entre abril de 1892 e dezembro de 1893, data em que Machado já havia produzido boa parte de sua obra mais expressiva. As crôncias recebem aqui um duplo enfoque: o da crítica literária e o do análise do discurso. no primeiro enfoque, foram lembradas as visões que Candido Schwarz, entre outros, têm da obra de Machado. No segundo, procurou-se averiguar em que medida as teorias de Bakhtin, sobre a presença do outro no discurso, e de Ducrot, sobre a multiplicidade de ''eus'' presentes no enunciado, contribuem para o entendimento do texto como sendo um objeto heterogêneo que encerra a presença de diversas vozes que expressam seus pontos de vista sobre o mundo. O instrumental teórico adotado terminou por revelar que a crônica de Machado articula-se em dois eixos: é um discurso sobre o ato de narrar e é o espaco de encontro de inúmeras vozes portadoras de discursos que se definem na medida em que se confrontam. Sua dupla articulação permite-lhe, ainda, não só relatar sua realidade, mas reproduzi-la na materialidade do texto.L''activité de Machado de Assis comme chroniqueur s''est étendue pratiquement pendant toute sa carrière et, dès leur publication, ses chroniques ont passé par des éditions successives. Cependant, la critique a considéré ces textes comme étant tantôt un document historique tantôt un laboratoire utilisé par Machado pour se préparer a des textes littéraires « plus sérieux ». Ce travail prétend être un regard nouveau sur la plume hebdomadaire de lécrivain, pas comme simple expérience ou dossier historiographique mais comme texte littéraire qui a sa propre valeur comme tel. L''auteur a analysé les chroniques publiées dans « A Semana » entre avril 1892 et décembre 1983, datte où Machado avait déjà publié une bonne partir son uvre la plus importante. Les chroniques ont été étudiées sous une double optique: la critique la critique littéraire et l''analyse du discours. Dans le premier cas, les opinions des critiques brésiliens ont été revues. Dans le seconde, l''auteur a vérifié dans quelle mesure les théories de Bakhtin sur la présence de l''autre au discours, et de Ducrot, sur la multiplicité des « jes » dans l''énoncé ont contribué à la perception du texte comme étant un objecte hétérogène, couvrant la présence de plusieurs voix qui expriment ces points de vue sur le monde. Les théories adoptées ont fini par révéler que la chronique s''articule sur deux axes: c''est un discours sur l''acte de narrer, en même qu''elle est l''espace où plusieurs vois se rencontrent porteuses des discours qui se définissent par leur propre confrontation. Sa double articulation lui permet encore reproduira sa réalité dans la matérialité du texte. Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBlikstein, IzidoroCruz Junior, Dilson Ferreira da2001-05-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-19062004-141158Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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