Pode a subalterna speak English? Escrevivências com professoras de inglês negras
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-16072025-151710/ |
Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo analisar narrativas de professoras negras de inglês, residentes no estado de São Paulo, que utilizam ou utilizaram o ensino afrorreferenciado em suas práticas pedagógicas. Com base na metodologia da escrevivência, desenvolvida por Conceição Evaristo, busca-se valorizar as histórias, identidades e trajetórias dessas mulheres como sujeitos ativos e indispensáveis na construção de saberes. Além disso, propõe-se investigar como suas experiências de racialização e enfrentamento ao racismo impactam suas práticas educativas e como estas resistem às estruturas coloniais que permeiam o ensino de línguas estrangeiras. A pesquisa está dividida em duas partes principais: a primeira apresenta a fundamentação teórica, abordando os conceitos de decolonialidade, letramentos e as interseções entre raça, linguagem e educação. Esta seção inclui um panorama histórico sobre a relação entre pessoas negras e a educação no Brasil, com ênfase nos processos de apagamento histórico, epistemicídio e a marginalização econômica e social que afetam essa população. A segunda parte traz as narrativas das professoras participantes, elaboradas com base em entrevistas semiestruturadas e analisadas sob perspectivas interdisciplinares como psicanálise, estudos decoloniais, crítica epistemológica e letramento crítico. Os resultados apontam para a importância do ensino afrorreferenciado como ferramenta de resistência e transformação social, permitindo que professoras e estudantes negros se reconheçam em contextos historicamente marcados pela exclusão. A escrevivência revela-se não apenas como uma metodologia de pesquisa, mas também como um ato político que contraria a lógica colonial e valoriza as subjetividades e saberes marginalizados. Através da escuta e da valorização dessas histórias, a pesquisa contribui para desmantelar as estruturas eurocêntricas que moldam o ensino de inglês e promove uma prática pedagógica mais inclusiva e representativa. |
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Pode a subalterna speak English? Escrevivências com professoras de inglês negrasCan the Subaltern Speak English? \'Escrevivências\' with Black English TeachersAfro-referenced educationBlack women teachersEducação afrorreferenciadaEnglish teachingEnsino de inglêsescrevivênciaEscrevivênciaIdentidadeidentityProfessoras negrasEsta dissertação tem como objetivo analisar narrativas de professoras negras de inglês, residentes no estado de São Paulo, que utilizam ou utilizaram o ensino afrorreferenciado em suas práticas pedagógicas. Com base na metodologia da escrevivência, desenvolvida por Conceição Evaristo, busca-se valorizar as histórias, identidades e trajetórias dessas mulheres como sujeitos ativos e indispensáveis na construção de saberes. Além disso, propõe-se investigar como suas experiências de racialização e enfrentamento ao racismo impactam suas práticas educativas e como estas resistem às estruturas coloniais que permeiam o ensino de línguas estrangeiras. A pesquisa está dividida em duas partes principais: a primeira apresenta a fundamentação teórica, abordando os conceitos de decolonialidade, letramentos e as interseções entre raça, linguagem e educação. Esta seção inclui um panorama histórico sobre a relação entre pessoas negras e a educação no Brasil, com ênfase nos processos de apagamento histórico, epistemicídio e a marginalização econômica e social que afetam essa população. A segunda parte traz as narrativas das professoras participantes, elaboradas com base em entrevistas semiestruturadas e analisadas sob perspectivas interdisciplinares como psicanálise, estudos decoloniais, crítica epistemológica e letramento crítico. Os resultados apontam para a importância do ensino afrorreferenciado como ferramenta de resistência e transformação social, permitindo que professoras e estudantes negros se reconheçam em contextos historicamente marcados pela exclusão. A escrevivência revela-se não apenas como uma metodologia de pesquisa, mas também como um ato político que contraria a lógica colonial e valoriza as subjetividades e saberes marginalizados. Através da escuta e da valorização dessas histórias, a pesquisa contribui para desmantelar as estruturas eurocêntricas que moldam o ensino de inglês e promove uma prática pedagógica mais inclusiva e representativa.This dissertation aims to analyze the narratives of Black English teachers from the state of São Paulo who use or have used Afro-referenced teaching practices in their pedagogical approaches. Based on the methodology of escrevivência (life-writing), developed by Conceição Evaristo, the research seeks to value the stories, identities, and trajectories of these women as active and indispensable agents in the construction of knowledge. Moreover, it investigates how their experiences with racialization and resistance to racism influence their educational practices and how these practices counter the colonial structures embedded in foreign language teaching. The study is divided into two main parts: the first presents the theoretical framework, addressing the concepts of decoloniality, literacy, and the intersections between race, language, and education. This section provides a historical overview of the relationship between Black people and education in Brazil, emphasizing the processes of historical erasure, epistemicide, and the economic and social marginalization that affect this population. The second part comprises the narratives of the participating teachers, built upon semi-structured interviews and analyzed through interdisciplinary perspectives such as psychoanalysis, decolonial studies, epistemological critique, and critical literacy. The findings highlight the importance of Afro-referenced teaching as a tool for resistance and social transformation, enabling Black teachers and students to see themselves represented in contexts historically marked by exclusion. Escrevivência emerges not only as a research methodology but also as a political act that challenges colonial logic and uplifts marginalized subjectivities and knowledge. By listening to and valuing these stories, the research contributes to dismantling the Eurocentric structures that shape English language teaching and fosters a more inclusive and representative pedagogical practice.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDuboc, Ana Paula MartinezLima, Beatriz Rodrigues2025-05-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-16072025-151710/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-28T15:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-16072025-151710Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-28T15:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta dissertação tem como objetivo analisar narrativas de professoras negras de inglês, residentes no estado de São Paulo, que utilizam ou utilizaram o ensino afrorreferenciado em suas práticas pedagógicas. Com base na metodologia da escrevivência, desenvolvida por Conceição Evaristo, busca-se valorizar as histórias, identidades e trajetórias dessas mulheres como sujeitos ativos e indispensáveis na construção de saberes. Além disso, propõe-se investigar como suas experiências de racialização e enfrentamento ao racismo impactam suas práticas educativas e como estas resistem às estruturas coloniais que permeiam o ensino de línguas estrangeiras. A pesquisa está dividida em duas partes principais: a primeira apresenta a fundamentação teórica, abordando os conceitos de decolonialidade, letramentos e as interseções entre raça, linguagem e educação. Esta seção inclui um panorama histórico sobre a relação entre pessoas negras e a educação no Brasil, com ênfase nos processos de apagamento histórico, epistemicídio e a marginalização econômica e social que afetam essa população. A segunda parte traz as narrativas das professoras participantes, elaboradas com base em entrevistas semiestruturadas e analisadas sob perspectivas interdisciplinares como psicanálise, estudos decoloniais, crítica epistemológica e letramento crítico. Os resultados apontam para a importância do ensino afrorreferenciado como ferramenta de resistência e transformação social, permitindo que professoras e estudantes negros se reconheçam em contextos historicamente marcados pela exclusão. A escrevivência revela-se não apenas como uma metodologia de pesquisa, mas também como um ato político que contraria a lógica colonial e valoriza as subjetividades e saberes marginalizados. Através da escuta e da valorização dessas histórias, a pesquisa contribui para desmantelar as estruturas eurocêntricas que moldam o ensino de inglês e promove uma prática pedagógica mais inclusiva e representativa. |
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