Estudo da termoestabilidade de uma endoxilanase GH11 recombinante através da mutagênese sítio-dirigida
| Ano de defesa: | 2011 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59138/tde-15042025-173835/ |
Resumo: | As xilanases (endo-β-1,4-xilanohidrolases, EC 3.2.1.8) são enzimas que catalisam a hidrólise de ligações β-1,4 glicosídicas da xilana, um polissacarídeo presente na parede celular vegetal, liberando oligômeros menores do açúcar redutor. As xilanases podem ser utilizadas em diversas aplicações biotecnológicas, como na fabricação de ração animal, sacarificação da biomassa, indústrias têxteis e de papel. No entanto, a utilização de enzimas em processos industriais é realizada em elevadas temperaturas, as quais a maioria das enzimas disponíveis naturalmente não suportam. Desta forma, estudar os mecanismos pelo quais algumas proteínas possuem estabilidade em elevadas temperaturas têm despertado grande interesse para pesquisas básicas que visam estabelecer os determinantes estruturais responsáveis pela termoestabilidade protéica. Estudos prévios de simulação dinâmica molecular foram realizados por colaboradores para investigar a termoestabilidade de um par mesofílico-termofílico de endoxilanases da família GH11. No estudo, a comparação das energias dos resíduos de aminoácidos homólogos entre as duas xilanases, sugeriu que a interação com o solvente exerce importante papel na termoestabilidade apresentada por esta família de enzimas. Além disso, comparando-se as estruturas das xilanases, pôde-se observar que alguns resíduos formaram ligações de hidrogênio altamente estáveis e que 14 deles (presentes na xilanase termofílica) não apresentam correspondentes na mesofílica, sendo considerados candidatos para mutagênese sítio-dirigida visando melhorar a termoestabilidade da xilanase mesofílica. Dos 14 resíduos investigados por simulação dinâmica molecular, 5 deles (22, 27, 32, 54 e 181) estão localizados no domínio \"dedos\" da xilanase, região em que os aminoácidos estão em contato direto com o solvente. No trabalho atual, 5 mutantes do domínio \"dedos\" identificados por simulação dinâmica molecular (S22E, S27E, N32D, N54E e N181R) foram construídos através da técnica de mutagênese sítio-dirigida, foram expressos em células E. coli (BL21) e purificados por cromatografia de afinidade por metal imobilizado (IMAC), utilizando-se um resina de níquel. A análise da estrutura secundária das proteínas foi analisada por dicroísmo circular (DC) e revelou a perda de estrutura para o mutante N181R, que por esse motivo foi excluído dos testes que envolveram a caracterização bioquímica e biofísica. Os espectros de DC dos outros mutantes tiveram perfis semelhantes ao perfil apresentado pela proteína nativa recombinante, com mínimo em 218 nm e máximo próximo a 198 nm. A caracterização bioquímica foi realizada através de ensaios de atividade xilanásica e determinou a temperatura e pH ótimos dos mutantes, assim como o tempo de meia vida (T1/2) para todas as proteínas. Os dados obtidos mostraram que todos os mutantes mantiveram a temperatura ótima da proteína selvagem (em 55ºC). Foi observado que os mutantes S22E, N32D e N54E possuem maior atividade específica que a proteína nativa recombinante. Os testes de pH mostraram que somente o mutante S27E deslocou o pH ótimo para região mais ácida (pH 6,0) e que os outros mutantes tiveram o pH ótimo deslocado para pH mais alcalinos. O mutante S22E deslocou o pH ótimo para a faixa entre 6,5 e 7,0; o mutante N32D apresentou o maior deslocamento de pH ótimo, entre 7,0 e 7,5; e finalmente o mutante N54E teve o pH ótimo deslocado para 7,0. Finalizando os estudos bioquímicos, realizou-se o teste de termotolerância, o qual revelou que o mutante S22E foi o mais termotolerante, mantendo 50% da atividade específica por 16 minutos a 55ºC, o dobro do observado para a proteína nativa recombinante. Para estimar os parâmetros termodinâmicos das proteínas mutantes, utilizou-se a técnica de desnaturação térmica monitorizada por dicroísmo circular acoplada a um sistema Peltier. A utilização dessa técnica possibiliotu a determinação dos valores da entalpia de desnaturação van\'t Hoff (ΔHNU), temperatura de fusão (Tm) e capacidade térmica em pressão constante (ΔCp), para as proteínas tipo selvagem e mutantes. Esses dados demonstraram que as proteínas mais e menos termotolerantes, S22E e S27E, foram as que apresentaram maior e menor valores de ΔCp, respectivamente. |
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Desta forma, estudar os mecanismos pelo quais algumas proteínas possuem estabilidade em elevadas temperaturas têm despertado grande interesse para pesquisas básicas que visam estabelecer os determinantes estruturais responsáveis pela termoestabilidade protéica. Estudos prévios de simulação dinâmica molecular foram realizados por colaboradores para investigar a termoestabilidade de um par mesofílico-termofílico de endoxilanases da família GH11. No estudo, a comparação das energias dos resíduos de aminoácidos homólogos entre as duas xilanases, sugeriu que a interação com o solvente exerce importante papel na termoestabilidade apresentada por esta família de enzimas. Além disso, comparando-se as estruturas das xilanases, pôde-se observar que alguns resíduos formaram ligações de hidrogênio altamente estáveis e que 14 deles (presentes na xilanase termofílica) não apresentam correspondentes na mesofílica, sendo considerados candidatos para mutagênese sítio-dirigida visando melhorar a termoestabilidade da xilanase mesofílica. Dos 14 resíduos investigados por simulação dinâmica molecular, 5 deles (22, 27, 32, 54 e 181) estão localizados no domínio \"dedos\" da xilanase, região em que os aminoácidos estão em contato direto com o solvente. No trabalho atual, 5 mutantes do domínio \"dedos\" identificados por simulação dinâmica molecular (S22E, S27E, N32D, N54E e N181R) foram construídos através da técnica de mutagênese sítio-dirigida, foram expressos em células E. coli (BL21) e purificados por cromatografia de afinidade por metal imobilizado (IMAC), utilizando-se um resina de níquel. A análise da estrutura secundária das proteínas foi analisada por dicroísmo circular (DC) e revelou a perda de estrutura para o mutante N181R, que por esse motivo foi excluído dos testes que envolveram a caracterização bioquímica e biofísica. Os espectros de DC dos outros mutantes tiveram perfis semelhantes ao perfil apresentado pela proteína nativa recombinante, com mínimo em 218 nm e máximo próximo a 198 nm. A caracterização bioquímica foi realizada através de ensaios de atividade xilanásica e determinou a temperatura e pH ótimos dos mutantes, assim como o tempo de meia vida (T1/2) para todas as proteínas. Os dados obtidos mostraram que todos os mutantes mantiveram a temperatura ótima da proteína selvagem (em 55ºC). Foi observado que os mutantes S22E, N32D e N54E possuem maior atividade específica que a proteína nativa recombinante. Os testes de pH mostraram que somente o mutante S27E deslocou o pH ótimo para região mais ácida (pH 6,0) e que os outros mutantes tiveram o pH ótimo deslocado para pH mais alcalinos. O mutante S22E deslocou o pH ótimo para a faixa entre 6,5 e 7,0; o mutante N32D apresentou o maior deslocamento de pH ótimo, entre 7,0 e 7,5; e finalmente o mutante N54E teve o pH ótimo deslocado para 7,0. Finalizando os estudos bioquímicos, realizou-se o teste de termotolerância, o qual revelou que o mutante S22E foi o mais termotolerante, mantendo 50% da atividade específica por 16 minutos a 55ºC, o dobro do observado para a proteína nativa recombinante. Para estimar os parâmetros termodinâmicos das proteínas mutantes, utilizou-se a técnica de desnaturação térmica monitorizada por dicroísmo circular acoplada a um sistema Peltier. A utilização dessa técnica possibiliotu a determinação dos valores da entalpia de desnaturação van\'t Hoff (ΔHNU), temperatura de fusão (Tm) e capacidade térmica em pressão constante (ΔCp), para as proteínas tipo selvagem e mutantes. Esses dados demonstraram que as proteínas mais e menos termotolerantes, S22E e S27E, foram as que apresentaram maior e menor valores de ΔCp, respectivamente.Xylanases (endo-β-1,4-xilanohidrolases, EC 3.2.1.8) are enzymes that catalyze the hydrolysis of β-1,4 connections glycosidic of xylan, a polysaccharide present in the plant cell wall, to releasing smaller oligomers of reducing sugar. Xylanases can be used for various biotechnological applications, such as the manufacture of animal feed, biomass saccharification, textile and paper industries. However, industrial enzymes are frequently used in high temperature processes, conditions which the majority of available natural enzymes do not support. Therefore studying the mechanisms by which proteins are stabilized at high temperatures has been the focus of basic research aimed at establishing the structural determinants responsible for protein thermostability. Previous studies with molecular dynamics simulations previously carried out by colaborators investigated the thermostability of a thermophilicmesophilic pair of family GH11 endoxilanases (Vieira et al, 2009, J. Mol. Phys. 107:59-69). The study compared the energies of homologous amino acid residues between the two xylanases were, which suggested that protein/solvent interaction with the solvent plays an important role in thermostability of this enzyme family. Moreover, comparing the protein structures, it was observed that several residues formed highly stable hydrogen bonds and that 14 of these that are present in thermophilic xylanase have no counterparts in mesophilic enzyme. These residues were considered candidates for site-directed mutagenesis to improve thermostability of the mesophilic xylanase. Of the 14 residues investigated by molecular dynamics simulation, 5 (22, 27, 32, 54 and 181) are located in the \"fingers\" of the xylanase, a region in which the amino acids are in direct contact with the solvent. ln the current work of these five mutants in the \"fingers\" domain identified by molecular dynamics simulation (S22E, S27E, N32D, N54E and N181R) were constructed using site-directed mutagenesis, expressed in E. coli cell (BL21) and purified by chromatography on immobilized metal affinity (IMAC), using a nickel resin. The analysis of the secondary structure of proteins was analyzed by circular dichroism (CD) and revealed the loss of structure for the N181R mutant, which therefore was excluded from further biochemical and biophysical characterization. The CD spectra of other mutants had similar profiles to the profile presented by the native recombinant protein, with minimum and maximum near 218 nm and 198 nm respectively. Xylanohidrolase activity assays were used to determine the optimum temperature and pH of the mutants, as well as the half-life (T1/2) for all proteins. The data showed that although all mutants retained the optimum temperature of wild protein at 55ºC, the S22E mutant, N32D and N54E have a higher specific activity than the native recombinant protein. The pH tests showed that only the S27E mutant shifted the optimum pH to more acidic values (pH 6.0) whereas the other mutants presented more alkaline the pH optima. The S22E mutant shifted the optimum pH to between 6.5 and 7.0, the N32D mutant showed the greatest shift of optimum pH to between 7.0 and 7.5, and finally the N54E mutant had the optimum pH shifted to 7.0. The thermotolerance test revealed that the S22E mutant maintained 50% specific activity for 16 minutes at 55ºC, twice that observed for the nativa recombinant enzyme. The thermodynamic parameters of the mutant proteins were estimated using thermal denaturation monitored by circular dichroism coupled with a Peltier temperature control system. The variation of the ellipticity with increasing temperature (25 to 80 ºC) was monitored at a wavelength 218 nm over a range of different pHs. The values of the van\'t Hoff denaturation enthalpy (ΔHNU) and melting temperature (Tm) for the wild-type and mutant proteins were estimated from the thermal denaturation curves obtained. The values of Tm and ΔHNU for the proteins vary with pH, and the heat capacity between the native and denatured states at constant pressure (ΔCp) was estimated from the slope of the DHNU vs Tm plot. These data demonstrate that the S22E and S27E mutants that presented the highest and lowest thermotolerance also showed the highest and lowest values of ΔCp, respectively.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPWard, Richard JohnAlponti, Juliana Sanchez2011-08-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59138/tde-15042025-173835/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-16T10:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-15042025-173835Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-16T10:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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As xilanases (endo-β-1,4-xilanohidrolases, EC 3.2.1.8) são enzimas que catalisam a hidrólise de ligações β-1,4 glicosídicas da xilana, um polissacarídeo presente na parede celular vegetal, liberando oligômeros menores do açúcar redutor. As xilanases podem ser utilizadas em diversas aplicações biotecnológicas, como na fabricação de ração animal, sacarificação da biomassa, indústrias têxteis e de papel. No entanto, a utilização de enzimas em processos industriais é realizada em elevadas temperaturas, as quais a maioria das enzimas disponíveis naturalmente não suportam. Desta forma, estudar os mecanismos pelo quais algumas proteínas possuem estabilidade em elevadas temperaturas têm despertado grande interesse para pesquisas básicas que visam estabelecer os determinantes estruturais responsáveis pela termoestabilidade protéica. Estudos prévios de simulação dinâmica molecular foram realizados por colaboradores para investigar a termoestabilidade de um par mesofílico-termofílico de endoxilanases da família GH11. No estudo, a comparação das energias dos resíduos de aminoácidos homólogos entre as duas xilanases, sugeriu que a interação com o solvente exerce importante papel na termoestabilidade apresentada por esta família de enzimas. Além disso, comparando-se as estruturas das xilanases, pôde-se observar que alguns resíduos formaram ligações de hidrogênio altamente estáveis e que 14 deles (presentes na xilanase termofílica) não apresentam correspondentes na mesofílica, sendo considerados candidatos para mutagênese sítio-dirigida visando melhorar a termoestabilidade da xilanase mesofílica. Dos 14 resíduos investigados por simulação dinâmica molecular, 5 deles (22, 27, 32, 54 e 181) estão localizados no domínio \"dedos\" da xilanase, região em que os aminoácidos estão em contato direto com o solvente. No trabalho atual, 5 mutantes do domínio \"dedos\" identificados por simulação dinâmica molecular (S22E, S27E, N32D, N54E e N181R) foram construídos através da técnica de mutagênese sítio-dirigida, foram expressos em células E. coli (BL21) e purificados por cromatografia de afinidade por metal imobilizado (IMAC), utilizando-se um resina de níquel. A análise da estrutura secundária das proteínas foi analisada por dicroísmo circular (DC) e revelou a perda de estrutura para o mutante N181R, que por esse motivo foi excluído dos testes que envolveram a caracterização bioquímica e biofísica. Os espectros de DC dos outros mutantes tiveram perfis semelhantes ao perfil apresentado pela proteína nativa recombinante, com mínimo em 218 nm e máximo próximo a 198 nm. A caracterização bioquímica foi realizada através de ensaios de atividade xilanásica e determinou a temperatura e pH ótimos dos mutantes, assim como o tempo de meia vida (T1/2) para todas as proteínas. Os dados obtidos mostraram que todos os mutantes mantiveram a temperatura ótima da proteína selvagem (em 55ºC). Foi observado que os mutantes S22E, N32D e N54E possuem maior atividade específica que a proteína nativa recombinante. Os testes de pH mostraram que somente o mutante S27E deslocou o pH ótimo para região mais ácida (pH 6,0) e que os outros mutantes tiveram o pH ótimo deslocado para pH mais alcalinos. O mutante S22E deslocou o pH ótimo para a faixa entre 6,5 e 7,0; o mutante N32D apresentou o maior deslocamento de pH ótimo, entre 7,0 e 7,5; e finalmente o mutante N54E teve o pH ótimo deslocado para 7,0. Finalizando os estudos bioquímicos, realizou-se o teste de termotolerância, o qual revelou que o mutante S22E foi o mais termotolerante, mantendo 50% da atividade específica por 16 minutos a 55ºC, o dobro do observado para a proteína nativa recombinante. Para estimar os parâmetros termodinâmicos das proteínas mutantes, utilizou-se a técnica de desnaturação térmica monitorizada por dicroísmo circular acoplada a um sistema Peltier. A utilização dessa técnica possibiliotu a determinação dos valores da entalpia de desnaturação van\'t Hoff (ΔHNU), temperatura de fusão (Tm) e capacidade térmica em pressão constante (ΔCp), para as proteínas tipo selvagem e mutantes. Esses dados demonstraram que as proteínas mais e menos termotolerantes, S22E e S27E, foram as que apresentaram maior e menor valores de ΔCp, respectivamente. |
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