Semeadas e ladrilhadas: vilas e cidades no Brasil Colônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Moura, Livia Vierno Rodrigues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-30062025-121304/
Resumo: As vilas e cidades no Brasil Colônia surgiram, segundo alguns autores, de maneira espontânea e descuidada, enquanto outros procuram provar que houve uma ordem e intenção urbanística no Brasil português, com cidades planificadas segundo orientações e prévias. Para se esclarecer essas posições, é necessário um levantamento de como se deu a formação urbana no Brasil Colônia, quais foram as condicionantes que definiram os critérios iniciais na escolha do sítio geográfico, com a implantação de um traçado inicial que permite qualificar tais vilas como \"semeadas\" ou \"ladrilhadas\", conforme a metáfora defendida por Sergio Buarque de Holanda em seu livro Raízes do Brasil, onde compara o urbanismo colonial português ao trabalho de um semeador, e o urbanismo espanhol na América ao de um ladrilhador. Após este levantamento e classificação das vilas e cidades fundadas no Brasil de 1500 a 1822, é necessária uma análise dos critérios, intenções e objetivos que direcionaram suas formas plásticas urbanas em comparação com o tipo de assentamento empregado na América pelos espanhóis, tendo como pano de fundo a bagagem cultural dos exploradores e colonizadores europeus - qual o tipo de ordem física urbana então existente na Península Ibérica; qual sua origem e influência; qual a formação da consciência urbanística e a herança recebida da antiguidade clássica; quais as normas e legislações existentes, tanto portuguesas quanto espanholas, para a fundação de vilas; e, quais foram os transmissores dos conceitos e executores que implantaram a rede urbana no período colonial, com cidades espontâneas ou planejadas, até o início do Império no Brasil.
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