Cidades e vilas da escravidão: espaços dos excluídos
| Ano de defesa: | 1995 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-14082025-122836/ |
Resumo: | A coroa portuguesa construiu, no brasil, um modelo de exclusão espacial fundamentado nas políticas de terra e trabalho. Este modelo, paradoxalmente, não pode prescindir de formações espaciais específicas dos excluídos pela servidão ou escravidao, apesar de camuflá-las, desprezá-las ou tentar destruí-las. Mais de um terço das 227 vilas coloniais surgiram de aglomerações de excluídos. Aldeamentos indígenas, organizados por missionários, deram origem a mais de 90 vilas nas frentes de povoamento. Quilombos tornaram-se paisagem persistente na retaguarda das vilas e regiões de produção. Cortiços tomaram conta dos centros coloniais nos momentos de transição do trabalho escravo ao assalariado, marcando a presença da ralé de libertos. Capelas negras e terreiros de candomblé ampliaram os limites da área urbana e influenciaram o uso do solo em suas redondezas. As favelas, fruto do contexto pós-abolição, agregaram, com sua aparência, novo perfil à paisagem urbana. A comprovação da tese foi perseguida nas mais diferentes escalas: desde a do território brasileiro e de suas regiões de produção até a das vilas, cidades e áreas intra-urbanas. Em todas, a persistência das condições econômico-sociais e a coerência das políticas de acesso à terra e ao trabalho, ao longo do tempo, consolidaram o modelo de exclusão espacial, cuja herança vem sendo hoje reforçada pelos efeitos da globalização. |
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