A escola, o jardim e as estações: o oásis numa cidade árida, um estudo do imaginário da escola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Zimmermann, Maria Alice
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-27052025-084658/
Resumo: A escola tem sido um campo fértil e amplamente estudado. Dentre os diversos formatos e modalidades possíveis, nesse estudo em particular temos uma a considerar, a escola pública, que tende a perpetuar sua maneira tradicional de ser constituída na sociedade. Mantém-se a concepção de organização dos estudantes, a disposição clássica de carteiras, o professor como aquele que explica na frente da sala de aula. Mesmo que hoje tenhamos lousas de diferentes qualidades e tipos, o formato da aula ainda permanece intocável. A presente pesquisa tem como objetivo investigar as camadas do imaginário de uma escola de ensino fundamental localizada na zona norte de São Paulo enquanto espaço de socialidade. A pesquisa se dá por meio de técnicas etnográficas, pelo viés metodológico da autoetnografia e das narrativas biográficas. A investigação inicia-se pela observação como Professora e, em seguida, caminha como Diretora da escola, após o fim de período de distanciamento físico obrigatório devido a COVID 19 e o desfavorecimento em relação ao convívio social em um dos poucos espaços possíveis da região. Entende-se que questões institucionais são primordiais na compreensão da escola que temos hoje, assim como as condições dos trabalhadores da educação. As observações levaram-me a conhecer o imaginário desta escola, considerando as narrativas dos entrevistados, onde a potência de vida é trazida em suas memórias sobre a escola, seus professores, um livro, um lugar da escola. O que apresentam são aprendizados relacionados à amizade, à paciência, à superação, à descoberta de um mundo inimaginado, aos desejos e sonhos, assim como os dados de campo que constituem e se intercruzam no processo de construção desta paisagem e projeto educacional tão particular da unidade. É possível educar a imaginação? Entre reflexões trazidas por vários autores que comungam da importância do imaginário, destaco como fio condutor, a questão se é possível introduzir na escola, tal como hoje está estruturada, uma pedagogia do imaginário. O que era dificuldade, foi entendido como oportunidade para trazer outro entendimento, considerando a condução de aprendizagens e do papel da escola de maneira geral.
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A presente pesquisa tem como objetivo investigar as camadas do imaginário de uma escola de ensino fundamental localizada na zona norte de São Paulo enquanto espaço de socialidade. A pesquisa se dá por meio de técnicas etnográficas, pelo viés metodológico da autoetnografia e das narrativas biográficas. A investigação inicia-se pela observação como Professora e, em seguida, caminha como Diretora da escola, após o fim de período de distanciamento físico obrigatório devido a COVID 19 e o desfavorecimento em relação ao convívio social em um dos poucos espaços possíveis da região. Entende-se que questões institucionais são primordiais na compreensão da escola que temos hoje, assim como as condições dos trabalhadores da educação. As observações levaram-me a conhecer o imaginário desta escola, considerando as narrativas dos entrevistados, onde a potência de vida é trazida em suas memórias sobre a escola, seus professores, um livro, um lugar da escola. O que apresentam são aprendizados relacionados à amizade, à paciência, à superação, à descoberta de um mundo inimaginado, aos desejos e sonhos, assim como os dados de campo que constituem e se intercruzam no processo de construção desta paisagem e projeto educacional tão particular da unidade. É possível educar a imaginação? Entre reflexões trazidas por vários autores que comungam da importância do imaginário, destaco como fio condutor, a questão se é possível introduzir na escola, tal como hoje está estruturada, uma pedagogia do imaginário. O que era dificuldade, foi entendido como oportunidade para trazer outro entendimento, considerando a condução de aprendizagens e do papel da escola de maneira geral.The school system has been a fertile field and widely studied. Among its diverse formats and possible modalities, in this particular study we focus on one: the public school, which tends to perpetuate its traditional way of being constituted in society. The organizational framework for students is upheld, from the classic desks arrangement, to the teacher as the one who explains at the front of the classroom. Although at present we have boards of different types and qualities, the classroom format remains unchanged. This research aims to investigate the imaginary layers of an elementary school, located in the northern zone of São Paulo, as a sociability space. The research is conducted using ethnographic techniques, from a methodological autoethnographic perspective and the biographical narratives. The investigation starts with the teachers observation and, afterwards, its perspective from the position of school principal, following the end of the COVID-19 social distancing period and the limitations on social interactions in one of the few available spaces in that region. Institutional issues are understood as primordial to the comprehension of the school we have today, such as the conditions of education workers. The observations led me to explore the imaginary of this school, considering the narratives of the interviewees, where the vital force of life emerges through their memories of the school, its teachers, a book, or a specific space within it. What they present are learning experiences related to friendship, patience, overcoming challenges, the discovery of an unforeseen world, desires, and dreams, as well as field data that constitute and intersect in the process of constructing this unique educational landscape and educational project. Is it possible to educate the imagination? Among reflections raised by various authors who share the importance of the imaginary, I highlight as a guiding thread the question of whether it is possible to introduce a pedagogy of the imaginary into schools as they are currently structured. What was once a difficulty was understood as an opportunity to reframe understandings, considering the guidance of learning processes and the broader role of schools.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRubio, KatiaZimmermann, Maria Alice2025-03-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-27052025-084658/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-22T15:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-27052025-084658Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-22T15:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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