Teoria do fato jurídico : inaplicabilidade do conceito de direito de ação processual no ato de acusar do Ministério Público
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-17072024-122812/ |
Resumo: | O tema do presente trabalho final de doutoramento é aquilo que sempre se refere como direito de ação penal processual, especificamente aquela atribuída ao Ministério Público. A partir da teoria do fato jurídico e da teoria das ações de Pontes de Miranda, pretende-se demonstrar que o conceito de ação penal e o conceito de pretensão à tutela jurídica não são aplicáveis ao ato de acusar do Ministério Público. Para esse caminho, inicia-se tratando das premissas teóricas da teoria do fato jurídico, definindo os conceitos básicos de que parte o trabalho. Na sequência, e sempre na esteira do marco teórico, aborda-se o plano da existência do mundo jurídico, alocando o crime como categoria de ato ilícito criminal. Depois, explora-se o plano da eficácia do mundo jurídico, ocasião em que os conceitos de direito, pretensão e ação, bem como o de pretensão à tutela jurídica são apresentados e delimitados. Realiza-se também uma reconstrução das teorias da ação com o propósito de se identificar, nos principais autores clássicos, onde se deu a apreensão da ação de direito material pelo direito processual. No último passo do trabalho, expõe-se a visão da ação penal de Pontes de Miranda, ocasião em que se identifica a ideia de um direito subjetivo de punir ou direito subjetivo à pena que, na sequência, é posto em xeque. Negando-se a possibilidade de se atribuir a natureza jurídica de direito subjetivo como categoria eficacial do fato jurídico crime, defende-se a inaplicabilidade dos conceitos de pretensão punitiva e ação penal, bem como o de pretensão à tutela jurídica no que se refere ao ato de acusar do Ministério Público. Ao final, apresentam-se algumas ideias a se ter em conta com a finalidade de apontar os horizontes para a elaboração de um vocabulário próprio do direito processual penal, especialmente com a elaboração de um conceito de acusação. |
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Teoria do fato jurídico : inaplicabilidade do conceito de direito de ação processual no ato de acusar do Ministério PúblicoTheory of legal fact : inapplicability of the concept of right to procedural action in the Public Prosecutors act of accusing.Ação penalAccusationAcusaçãoDireito subjetivo de punirFato jurídicoLegal fact. Criminal actionLegal relationshipRelação jurídicaRight to punishO tema do presente trabalho final de doutoramento é aquilo que sempre se refere como direito de ação penal processual, especificamente aquela atribuída ao Ministério Público. A partir da teoria do fato jurídico e da teoria das ações de Pontes de Miranda, pretende-se demonstrar que o conceito de ação penal e o conceito de pretensão à tutela jurídica não são aplicáveis ao ato de acusar do Ministério Público. Para esse caminho, inicia-se tratando das premissas teóricas da teoria do fato jurídico, definindo os conceitos básicos de que parte o trabalho. Na sequência, e sempre na esteira do marco teórico, aborda-se o plano da existência do mundo jurídico, alocando o crime como categoria de ato ilícito criminal. Depois, explora-se o plano da eficácia do mundo jurídico, ocasião em que os conceitos de direito, pretensão e ação, bem como o de pretensão à tutela jurídica são apresentados e delimitados. Realiza-se também uma reconstrução das teorias da ação com o propósito de se identificar, nos principais autores clássicos, onde se deu a apreensão da ação de direito material pelo direito processual. No último passo do trabalho, expõe-se a visão da ação penal de Pontes de Miranda, ocasião em que se identifica a ideia de um direito subjetivo de punir ou direito subjetivo à pena que, na sequência, é posto em xeque. Negando-se a possibilidade de se atribuir a natureza jurídica de direito subjetivo como categoria eficacial do fato jurídico crime, defende-se a inaplicabilidade dos conceitos de pretensão punitiva e ação penal, bem como o de pretensão à tutela jurídica no que se refere ao ato de acusar do Ministério Público. Ao final, apresentam-se algumas ideias a se ter em conta com a finalidade de apontar os horizontes para a elaboração de um vocabulário próprio do direito processual penal, especialmente com a elaboração de um conceito de acusação.The theme of this final doctoral work is what is always referred to as procedural criminal action, specifically that one attributed to the Public Prosecutor. Based on Pontes de Mirandas theory of legal fact and theory of actions, our aim is to demonstrate that the concept of criminal action and the concept of claim for legal protection are not applicable to the act of accusing by the Public Prosecutor. For this path, we begin by dealing with the theoretical premises of the theory of legal fact, defining the basic concepts from which the work begins. Next, and always in the wake of the theoretical framework, the level of existence of the legal world is addressed, allocating crime as a category of criminal illicit act. Afterwards, the level of effectiveness of the legal world is explored, where the concepts of right, claim and action, as well as the claim for legal protection are presented and delimited. A reconstruction of the theories of action is also carried out with the purpose of identifying, in the main classical scholars, where the substantive action was apprehended by procedural law. In the last step of the work, the vision of Pontes de Mirandas criminal action is exposed, in which the idea of a subjective right to punishment is identified, which is subsequently called into question. Denying the possibility of attributing the legal nature of subjective right as an effectivity category of the legal fact of crime, the inapplicability of the concepts of punitive claim and criminal action, as well as the claim for legal protection regarding the act of charging of the Public Prosecutor, is defended. At the end, some ideas to take into account are presented with the aim of pointing out the horizons for the elaboration of a vocabulary specific to criminal procedural law, especially with the elaboration of a concept of accusation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoraes, Maurício Zanoide deBragagnollo, Daniel Paulo Fontana2024-05-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-17072024-122812/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-26T20:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-17072024-122812Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-26T20:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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