O narrador em Água funda, de Ruth Guimarães: figurações de uma perspectiva caipira
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-12032026-183101/ |
Resumo: | Posto à margem do cânone durante décadas, o romance Água funda (1946), de Ruth Guimarães (1920-2014), inseriu-se no panorama literário brasileiro em consonância com as tendências estéticas de seu tempo, sobretudo por partir de uma premissa modernista tão perseguida por Mário de Andrade, qual seja, a incursão afetiva e a valorização do folclore e da cultura popular. A fim de compreender a decadência dos moradores ao redor da Fazenda/Companhia Olhos D\'Água, a voz narrativa expõe a um \"moço\" a realidade local, mobilizando a memória e o julgamento coletivos, de modo a construir com a comunidade uma relação simbiótica e conflituosa que, por sua vez, imprime-se na urdidura da obra como uma estetização das vozes do povo. A decadência da grande propriedade e do regime escravocrata e a emergência da modernidade são processos históricos que contextualizam as narrativas, além de elucidarem aspectos da performance individual do narrador, especialmente o seu movimento dialético entre mythos e logos. Tecendo comparações com projetos estéticos similares, como o jagunço de João Guimarães Rosa e o caboclo de Valdomiro Silveira, esta dissertação busca investigar os procedimentos por meio dos quais Água funda elaborou literariamente a perspectiva caipira |
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O narrador em Água funda, de Ruth Guimarães: figurações de uma perspectiva caipiraThe narrator in Ruth Guimarães\' Água funda: portrayals of a caipira perspectiveÁgua fundaÁgua fundaCaipira narratorNarrador caipiraRuth GuimarãesRuth GuimarãesVoices of the peopleVozes do povoPosto à margem do cânone durante décadas, o romance Água funda (1946), de Ruth Guimarães (1920-2014), inseriu-se no panorama literário brasileiro em consonância com as tendências estéticas de seu tempo, sobretudo por partir de uma premissa modernista tão perseguida por Mário de Andrade, qual seja, a incursão afetiva e a valorização do folclore e da cultura popular. A fim de compreender a decadência dos moradores ao redor da Fazenda/Companhia Olhos D\'Água, a voz narrativa expõe a um \"moço\" a realidade local, mobilizando a memória e o julgamento coletivos, de modo a construir com a comunidade uma relação simbiótica e conflituosa que, por sua vez, imprime-se na urdidura da obra como uma estetização das vozes do povo. A decadência da grande propriedade e do regime escravocrata e a emergência da modernidade são processos históricos que contextualizam as narrativas, além de elucidarem aspectos da performance individual do narrador, especialmente o seu movimento dialético entre mythos e logos. Tecendo comparações com projetos estéticos similares, como o jagunço de João Guimarães Rosa e o caboclo de Valdomiro Silveira, esta dissertação busca investigar os procedimentos por meio dos quais Água funda elaborou literariamente a perspectiva caipiraAlthough it has been put aside from the canon for decades, Ruth Guimarães\' (1920-2014) novel Água funda has entered the brazilian literary panorama in consonance with the aesthetic tendencies from its time, especially for it has come from modernist premises so seeked by Mário de Andrade, which are the affective incursion and the appreciation of the folklore and of the popular culture. In order to comprehend the decadence of the inhabitants of the Fazenda/Companhia Olhos D\'água surroundings, the narrative voice exhibits the local social and political landscape to a \"moço\", mobilizing both collective memory and judgment, putting up a symbiotic and conflicting relationship with the community that, in its turn, is reflected on the making of the plot as an aestheticization of the people\'s voices. The decline of the plantation system and of the slave regime, along with the emergence of modernity, are historical processes that provide context for the narratives and elucidate aspects of the narrator\'s individual performance, especially its dialectical movement between mythos and logos. Drawing comparisons with similar aesthetic projects, such as the jagunço of João Guimarães Rosa and the caboclo of Valdomiro Silveira, this dissertation aims to investigate the methods through which Água funda literarily developed the caipira perspectiveBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRufinoni, Simone RossinettiFarias, Júlia Batista Bernardes2025-08-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-12032026-183101/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-13T09:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-12032026-183101Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-13T09:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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