A formação médica para o cuidado à saúde de populações vulneráveis: avaliando as bases orientadoras em cursos de medicina no Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-25032026-160037/ |
Resumo: | A formação médica no Brasil, conforme preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de 2014, deve promover um perfil de egresso crítico, reflexivo e comprometido com a responsabilidade social. Contudo, persiste um descompasso entre os discursos normativos e a prática pedagógica, especialmente no que se refere ao ensino voltado à saúde de populações vulnerabilizadas. Esta tese tem por objetivo analisar como os cursos de medicina no Brasil têm incorporado ou negligenciado o ensino sobre essas populações, considerando documentos oficiais, planos curriculares e percepções de estudantes e docentes. Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, composta por três etapas articuladas. A primeira consistiu em uma revisão de escopo da literatura científica sobre o tema. A segunda realizou a análise documental de Projetos Pedagógicos de Curso, ementas e perfis de egresso de instituições brasileiras. A terceira etapa baseou se em 18 entrevistas semiestruturadas com estudantes e docentes de diferentes regiões do país, analisadas com base em abordagem temática crítica. Os resultados indicam que a presença de conteúdos sobre populações vulnerabilizadas é majoritariamente pontual, opcional e desvinculada de estratégias pedagógicas sistematizadas. Observou-se a atuação de um currículo oculto que silencia desigualdades, reforçando um modelo biomédico descontextualizado. A responsabilidade social, quando presente, assume sentidos diversos desde uma postura técnica até a possibilidade de transformação social. Conclui-se que a efetivação do ensino sobre populações vulnerabilizadas requer mais do que inclusão normativa: exige coerência institucional, intencionalidade pedagógica e ruptura com práticas formativas excludentes. O fortalecimento de uma formação médica crítica e socialmente implicada depende da incorporação efetiva de estratégias que reconheçam e enfrentem as desigualdades estruturais em saúde. |
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A formação médica para o cuidado à saúde de populações vulneráveis: avaliando as bases orientadoras em cursos de medicina no BrasilMedical education for the care of vulnerable populations: An assessment of the guiding frameworks in Brazilian medical educationCurrículoCurriculumEducação médicaMedical EducationPopulações vulneráveisResponsabilidade socialSocial ResponsibilityVulnerable PopulationsA formação médica no Brasil, conforme preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de 2014, deve promover um perfil de egresso crítico, reflexivo e comprometido com a responsabilidade social. Contudo, persiste um descompasso entre os discursos normativos e a prática pedagógica, especialmente no que se refere ao ensino voltado à saúde de populações vulnerabilizadas. Esta tese tem por objetivo analisar como os cursos de medicina no Brasil têm incorporado ou negligenciado o ensino sobre essas populações, considerando documentos oficiais, planos curriculares e percepções de estudantes e docentes. Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, composta por três etapas articuladas. A primeira consistiu em uma revisão de escopo da literatura científica sobre o tema. A segunda realizou a análise documental de Projetos Pedagógicos de Curso, ementas e perfis de egresso de instituições brasileiras. A terceira etapa baseou se em 18 entrevistas semiestruturadas com estudantes e docentes de diferentes regiões do país, analisadas com base em abordagem temática crítica. Os resultados indicam que a presença de conteúdos sobre populações vulnerabilizadas é majoritariamente pontual, opcional e desvinculada de estratégias pedagógicas sistematizadas. Observou-se a atuação de um currículo oculto que silencia desigualdades, reforçando um modelo biomédico descontextualizado. A responsabilidade social, quando presente, assume sentidos diversos desde uma postura técnica até a possibilidade de transformação social. Conclui-se que a efetivação do ensino sobre populações vulnerabilizadas requer mais do que inclusão normativa: exige coerência institucional, intencionalidade pedagógica e ruptura com práticas formativas excludentes. O fortalecimento de uma formação médica crítica e socialmente implicada depende da incorporação efetiva de estratégias que reconheçam e enfrentem as desigualdades estruturais em saúde.Medical education in Brazil, as outlined by the 2014 National Curriculum Guidelines (DCNs), is expected to develop graduates who are critical, reflective, and socially responsible. However, a gap persists between normative discourse and pedagogical practice, especially regarding the teaching of health issues affecting vulnerable populations. This thesis aims to analyze how Brazilian medical schools have incorporatedor neglectedteaching related to these populations, considering official documents, curricular planning, and the perspectives of students and faculty. This is a mixed-methods study conducted in three interconnected stages. The first consisted of a scoping review of the scientific literature on the topic. The second stage involved a documentary analysis of course syllabi, teaching plans, and institutional graduate profiles. The third stage included 18 semi-structured interviews with students and faculty members from different regions of Brazil, analyzed through a thematic critical approach. Findings reveal that content related to vulnerable populations is mostly optional, fragmented, and disconnected from structured pedagogical strategies. A hidden curriculum was observed, one that silences social inequalities and reinforces a decontextualized biomedical model. When present, the notion of social responsibility assumes diverse meaningsfrom a strictly technical approach to one oriented toward social transformation. It is concluded that effective teaching on vulnerable populations requires more than normative inclusion: it demands institutional coherence, pedagogical intentionality, and a break from exclusionary educational practices. Strengthening a socially engaged and critical medical education depends on the incorporation of strategies that recognize and actively address structural health inequalities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarbosa, Rosana MachinRodrigues, Raphaela Rezende Nogueira2025-11-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-25032026-160037/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T19:11:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-160037Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T19:11:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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