Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-16052025-143642/ |
Resumo: | O objetivo desta pesquisa foi investigar como psicólogos recém-formados lidaram com o início da prática clínica no contexto da pandemia de COVID-19, refletindo também acerca da experiência de concluir a graduação à distância. Embora a literatura sobre atendimentos remotos exista há quase sete décadas, até 2020 ela era esparsa e abordava principalmente a prática de psicólogos e psicanalistas com ampla experiência clínica. Quando as medidas de distanciamento social ainda estavam em vigor, foi permitido, de forma excepcional, a oferta de cursos de graduação em psicologia na modalidade remota e o atendimento clínico à distância sem a exigência de inscrição secundária no e-Psi. Antes desse contexto, no Brasil, apenas psicólogos já formados, devidamente habilitados e com cadastro secundário, estavam autorizados a atender remotamente, segundo as normas do CFP. Além disso, atividades didático-acadêmicas na modalidade à distância não eram permitidas para cursos da área da saúde e engenharias, sob a justificativa de risco de perda da qualidade formativa e profissional. Nesta pesquisa, de metodologia clínico-qualitativa, foram realizadas 14 entrevistas semidirigidas, analisadas segundo os procedimentos técnicos da análise de conteúdo. Os participantes eram psicólogos que se formaram no contexto pandêmico. Os resultados foram organizados em três categorias temáticas: (1) A experiência de se graduar em psicologia à distância; (2) O início da prática profissional no contexto de pandemia; (3) Reflexões sobre os enquadres presencial e online. O estudo revelou que o primeiro ano de lockdown foi o mais impactante para a formação em psicologia, sobretudo pela redução significativa das horas de estágio, especialmente os de caráter clínico. Os participantes que colaram grau entre o final de 2020 e início de 2021 descreveram maiores prejuízos na formação e um início de atuação profissional permeado de inseguranças. Os que se formaram a partir de 2021 experienciaram um segundo momento do isolamento social, com melhor organização das aulas remotas e progressiva adaptação ao uso das tecnologias para fins de estudo e trabalho. Embora a graduação contemple diferentes elementos da prática profissional, os participantes destacaram a necessidade de formação continuada e dialogada com pares acadêmicos e profissionais. O início do exercício profissional foi descrito como solitário e desafiador, com preocupações éticas e técnicas sobre o atendimento online, sugerindo que essa modalidade deve ser incluída na grade curricular dos cursos de graduação em psicologia. |
| id |
USP_bc76c6d131307a1a961a97ed061ab34e |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-16052025-143642 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotosA study about the beginning of clinical practice in psychology in the context of the COVID-19 pandemic and remote sessionsAtendimento PsicológicoClinical PsychologyPandemiasPandemicsPesquisa QualitativaPsicologia ClínicaPsychological ConsultationQualitative ResearchUniversidadeUniversityO objetivo desta pesquisa foi investigar como psicólogos recém-formados lidaram com o início da prática clínica no contexto da pandemia de COVID-19, refletindo também acerca da experiência de concluir a graduação à distância. Embora a literatura sobre atendimentos remotos exista há quase sete décadas, até 2020 ela era esparsa e abordava principalmente a prática de psicólogos e psicanalistas com ampla experiência clínica. Quando as medidas de distanciamento social ainda estavam em vigor, foi permitido, de forma excepcional, a oferta de cursos de graduação em psicologia na modalidade remota e o atendimento clínico à distância sem a exigência de inscrição secundária no e-Psi. Antes desse contexto, no Brasil, apenas psicólogos já formados, devidamente habilitados e com cadastro secundário, estavam autorizados a atender remotamente, segundo as normas do CFP. Além disso, atividades didático-acadêmicas na modalidade à distância não eram permitidas para cursos da área da saúde e engenharias, sob a justificativa de risco de perda da qualidade formativa e profissional. Nesta pesquisa, de metodologia clínico-qualitativa, foram realizadas 14 entrevistas semidirigidas, analisadas segundo os procedimentos técnicos da análise de conteúdo. Os participantes eram psicólogos que se formaram no contexto pandêmico. Os resultados foram organizados em três categorias temáticas: (1) A experiência de se graduar em psicologia à distância; (2) O início da prática profissional no contexto de pandemia; (3) Reflexões sobre os enquadres presencial e online. O estudo revelou que o primeiro ano de lockdown foi o mais impactante para a formação em psicologia, sobretudo pela redução significativa das horas de estágio, especialmente os de caráter clínico. Os participantes que colaram grau entre o final de 2020 e início de 2021 descreveram maiores prejuízos na formação e um início de atuação profissional permeado de inseguranças. Os que se formaram a partir de 2021 experienciaram um segundo momento do isolamento social, com melhor organização das aulas remotas e progressiva adaptação ao uso das tecnologias para fins de estudo e trabalho. Embora a graduação contemple diferentes elementos da prática profissional, os participantes destacaram a necessidade de formação continuada e dialogada com pares acadêmicos e profissionais. O início do exercício profissional foi descrito como solitário e desafiador, com preocupações éticas e técnicas sobre o atendimento online, sugerindo que essa modalidade deve ser incluída na grade curricular dos cursos de graduação em psicologia.The objective of this research was to investigate how newly graduated psychologists dealt with the beginning of clinical practice in the context of the COVID-19 pandemic, while also reflecting on the experience of completing their undergraduate studies remotely. Although literature on remote psychotherapy has existed for nearly seven decades, by 2020 it was sparse and primarily addressed the practice of psychologists and psychoanalysts with extensive clinical experience. While social distancing measures were still in force, it was exceptionally allowed to offer undergraduate courses in psychology remotely and clinical practice also remotely without the requirement for secondary registration in e-Psi. Before to this context, in Brazil, only licensed psychologists with secondary registration were authorized to provide remote services, in accordance with CFP regulations. Furthermore, distance learning activities were not permitted for health and engineering programs, due to concerns about the potential loss of educational and professional quality. In this study, which used a clinical-qualitative methodology, 14 semi-structured interviews were carried out, analyzed according to the technical procedures of content analysis. The participants were recently graduated psychologists. The results were organized into three thematic categories: (1) The experience of graduating in psychology remotely; (2) The start of professional practice during the pandemic; and (3) Reflections on in-person and online settings. The study showed that the first year of lockdown had the greatest impact on the experience of completing a degree in psychology, mainly due to the significant reduction in internship hours, particularly clinical ones. Those who graduated between late 2020 and early 2021 reported greater challenges in their education and insecurities in starting their practice. In contrast, those who graduated after 2021 experienced a second moment of social isolation, remote classes were more organized, with better adaptation to remote learning and technology for studying and working. Although the degree covered various professional aspects, participants highlighted the need for continuous education and dialogue with peers. The beginning of professional practice was described as solitary and challenging, with ethical and technical concerns regarding online services, suggesting that this modality should be integrated into the undergraduate psychology curriculum.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGomes, Isabel CristinaCosta, Bruno Bones Valdo da2024-11-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-16052025-143642/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-20T13:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-16052025-143642Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-20T13:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos A study about the beginning of clinical practice in psychology in the context of the COVID-19 pandemic and remote sessions |
| title |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| spellingShingle |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos Costa, Bruno Bones Valdo da Atendimento Psicológico Clinical Psychology Pandemias Pandemics Pesquisa Qualitativa Psicologia Clínica Psychological Consultation Qualitative Research Universidade University |
| title_short |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| title_full |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| title_fullStr |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| title_full_unstemmed |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| title_sort |
Um estudo acerca do início da prática clínica em psicologia no contexto da pandemia de covid-19 e atendimentos remotos |
| author |
Costa, Bruno Bones Valdo da |
| author_facet |
Costa, Bruno Bones Valdo da |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Gomes, Isabel Cristina |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Costa, Bruno Bones Valdo da |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Atendimento Psicológico Clinical Psychology Pandemias Pandemics Pesquisa Qualitativa Psicologia Clínica Psychological Consultation Qualitative Research Universidade University |
| topic |
Atendimento Psicológico Clinical Psychology Pandemias Pandemics Pesquisa Qualitativa Psicologia Clínica Psychological Consultation Qualitative Research Universidade University |
| description |
O objetivo desta pesquisa foi investigar como psicólogos recém-formados lidaram com o início da prática clínica no contexto da pandemia de COVID-19, refletindo também acerca da experiência de concluir a graduação à distância. Embora a literatura sobre atendimentos remotos exista há quase sete décadas, até 2020 ela era esparsa e abordava principalmente a prática de psicólogos e psicanalistas com ampla experiência clínica. Quando as medidas de distanciamento social ainda estavam em vigor, foi permitido, de forma excepcional, a oferta de cursos de graduação em psicologia na modalidade remota e o atendimento clínico à distância sem a exigência de inscrição secundária no e-Psi. Antes desse contexto, no Brasil, apenas psicólogos já formados, devidamente habilitados e com cadastro secundário, estavam autorizados a atender remotamente, segundo as normas do CFP. Além disso, atividades didático-acadêmicas na modalidade à distância não eram permitidas para cursos da área da saúde e engenharias, sob a justificativa de risco de perda da qualidade formativa e profissional. Nesta pesquisa, de metodologia clínico-qualitativa, foram realizadas 14 entrevistas semidirigidas, analisadas segundo os procedimentos técnicos da análise de conteúdo. Os participantes eram psicólogos que se formaram no contexto pandêmico. Os resultados foram organizados em três categorias temáticas: (1) A experiência de se graduar em psicologia à distância; (2) O início da prática profissional no contexto de pandemia; (3) Reflexões sobre os enquadres presencial e online. O estudo revelou que o primeiro ano de lockdown foi o mais impactante para a formação em psicologia, sobretudo pela redução significativa das horas de estágio, especialmente os de caráter clínico. Os participantes que colaram grau entre o final de 2020 e início de 2021 descreveram maiores prejuízos na formação e um início de atuação profissional permeado de inseguranças. Os que se formaram a partir de 2021 experienciaram um segundo momento do isolamento social, com melhor organização das aulas remotas e progressiva adaptação ao uso das tecnologias para fins de estudo e trabalho. Embora a graduação contemple diferentes elementos da prática profissional, os participantes destacaram a necessidade de formação continuada e dialogada com pares acadêmicos e profissionais. O início do exercício profissional foi descrito como solitário e desafiador, com preocupações éticas e técnicas sobre o atendimento online, sugerindo que essa modalidade deve ser incluída na grade curricular dos cursos de graduação em psicologia. |
| publishDate |
2024 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2024-11-27 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-16052025-143642/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-16052025-143642/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492287790776320 |