Um estudo sobre acessibilidade digital, práticas e desafios de profissionais com deficiência visual em ambientes de desenvolvimento de software

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Barros, Bruno Emílio Melo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100131/tde-17012026-230110/
Resumo: Uma pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade. No Brasil, os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022 indicam 18.6 milhões de pessoas com deficiência de 2 anos ou mais de idade, o que corresponde a 8.9% da população dessa faixa etária têm algum tipo de dificuldade investigada e as deficiências foram agrupadas em 8 domínios funcionais: enxergar, ouvir, andar ou subir degraus, funcionamento dos membros superiores, cognição, autocuidado e comunicação. A Organização das Nações Unidas aborda o tema acessibilidade digital para pessoas com deficiência nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esse ODS constitui um \"plano para alcançar um futuro melhor e mais sustentável para todos\'\' até 2030. Este cenário ressalta a importância de abordar a acessibilidade digital como um atributo fundamental de qualidade no desenvolvimento e uso de software, inclusive em ambientes de desenvolvimento integrado (IDE\'s). Pesquisadores têm estudado sobre as dificuldades enfrentadas em sala de aula por alunos com deficiência nas suas atividades de construção de software em IDE\'s, identificando barreiras relacionadas à depuração, navegação e compreensão de saída. Os estudos nessa área destacam questões importantes a respeito da falta de acessibilidade de IDE\'s. Outras pesquisas também examinaram as dinâmicas de colaboração, a coordenação entre pares, os fluxos de comunicação e a acessibilidade de artefatos (código, diagramas, interfaces) no contexto profissional. Embora exista pesquisas com participação de profissionais com deficiência que desenvolvem software, o último estudo sobre uso de IDE\'s data quase mais de uma década. Desde então, as investigações recentes têm se concentrado no contexto acadêmico, apesar disso a pandemia de COVID-19 redefiniu as formas presenciais, remotos e híbridos de trabalho desses profissionais com deficiência visual. Isto posto, faz-se necessário atualizar a literatura sobre IDE\'s acessíveis considerando o novo contexto organizacional, as barreiras que profissionais com deficiência visual enfrentam na construção de software e as estratégias de contorno que adotam no uso de IDE\'s no ambiente de trabalho. Neste contexto, este estudo tem como objetivo principal mapear as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual em suas atividades profissionais de construção de software em IDE\'s, seja no nível de codificação, design ou teste, bem como identificar as estratégias de contorno adotadas quando se deparam com as barreiras de acessibilidade no ambiente organizacional. Esses dados oferecem novas perspectivas, ajudam a preencher lacunas na literatura sobre fatores pessoais e organizacionais, promover a inclusão e melhorias na acessibilidade de IDE\'s, para que todas as pessoas tenham acesso nas suas atividades de desenvolvimento de software.
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No Brasil, os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022 indicam 18.6 milhões de pessoas com deficiência de 2 anos ou mais de idade, o que corresponde a 8.9% da população dessa faixa etária têm algum tipo de dificuldade investigada e as deficiências foram agrupadas em 8 domínios funcionais: enxergar, ouvir, andar ou subir degraus, funcionamento dos membros superiores, cognição, autocuidado e comunicação. A Organização das Nações Unidas aborda o tema acessibilidade digital para pessoas com deficiência nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esse ODS constitui um \"plano para alcançar um futuro melhor e mais sustentável para todos\'\' até 2030. Este cenário ressalta a importância de abordar a acessibilidade digital como um atributo fundamental de qualidade no desenvolvimento e uso de software, inclusive em ambientes de desenvolvimento integrado (IDE\'s). Pesquisadores têm estudado sobre as dificuldades enfrentadas em sala de aula por alunos com deficiência nas suas atividades de construção de software em IDE\'s, identificando barreiras relacionadas à depuração, navegação e compreensão de saída. Os estudos nessa área destacam questões importantes a respeito da falta de acessibilidade de IDE\'s. Outras pesquisas também examinaram as dinâmicas de colaboração, a coordenação entre pares, os fluxos de comunicação e a acessibilidade de artefatos (código, diagramas, interfaces) no contexto profissional. Embora exista pesquisas com participação de profissionais com deficiência que desenvolvem software, o último estudo sobre uso de IDE\'s data quase mais de uma década. Desde então, as investigações recentes têm se concentrado no contexto acadêmico, apesar disso a pandemia de COVID-19 redefiniu as formas presenciais, remotos e híbridos de trabalho desses profissionais com deficiência visual. Isto posto, faz-se necessário atualizar a literatura sobre IDE\'s acessíveis considerando o novo contexto organizacional, as barreiras que profissionais com deficiência visual enfrentam na construção de software e as estratégias de contorno que adotam no uso de IDE\'s no ambiente de trabalho. Neste contexto, este estudo tem como objetivo principal mapear as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual em suas atividades profissionais de construção de software em IDE\'s, seja no nível de codificação, design ou teste, bem como identificar as estratégias de contorno adotadas quando se deparam com as barreiras de acessibilidade no ambiente organizacional. Esses dados oferecem novas perspectivas, ajudam a preencher lacunas na literatura sobre fatores pessoais e organizacionais, promover a inclusão e melhorias na acessibilidade de IDE\'s, para que todas as pessoas tenham acesso nas suas atividades de desenvolvimento de software.A person with a disability is someone who has a long-term physical, mental, intellectual, or sensory impairment which, in interaction with one or more barriers, may hinder their full and effective participation in society. In Brazil, data from the 2022 Census of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) indicate 18.6 million persons with disabilities aged two or older equivalent to 8.9% of the population in that age group who reported at least one of the investigated difficulties; disabilities were grouped into eight functional domains: seeing, hearing, walking or climbing steps, upper-limb functioning, cognition, self-care, and communication. The United Nations addresses digital accessibility for persons with disabilities in its Sustainable Development Goals, a plan to achieve a better and more sustainable future for all by 2030. This context underscores the importance of treating digital accessibility as a fundamental quality attribute in the development and use of software, including in integrated development environments (IDEs). Researchers have examined the difficulties faced by students with disabilities in classroom build software activities using IDEs, identifying barriers related to debugging, navigation, and output comprehension. Studies in this area highlight significant issues concerning the lack of accessibility in IDEs. Other research has also examined collaboration dynamics, peer coordination, communication flows, and the accessibility of artifacts (code, diagrams, interfaces) in professional settings. Although there are studies that include professionals with disabilities who develop software, the most recent work specifically on IDE use dates back to more than a decade ago. Since then, recent investigations have concentrated on academic contexts nevertheless, the COVID-19 pandemic has redefined on-site, remote, and hybrid work arrangements for professionals with visual disabilities. Accordingly, it is necessary to update the literature on accessible IDEs, taking into account the new organizational context, the barriers that professionals with visual disabilities face in software construction, and the workaround strategies they adopt when using IDEs in the workplace. In this context, the primary objective of this study is to map the barriers encountered by people with visual disabilities in their professional build software activities in IDEs at the levels of coding, design, and testing as well as to identify the workaround strategies adopted when they confront accessibility barriers in organizational environments. These data offer new perspectives, help fill gaps in the literature on personal and organizational factors, and promote inclusion and improvements in the accessibility of IDEs, so that everyone has equitable access in their software development activities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPEler, Marcelo MedeirosBarros, Bruno Emílio Melo2025-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100131/tde-17012026-230110/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T13:58:02Zoai:teses.usp.br:tde-17012026-230110Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T13:58:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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