Avaliação do comprimento telomérico em pacientes tratados com inibidores de ponto de checagem imunológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Bianca Naomi de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17154/tde-24062025-110558/
Resumo: Estudos moleculares em câncer ampliaram o entendimento molecular do câncer-específico, bem como o entendimento de mecanismos comuns. Embora novas terapias, como os inibidores de checkpoint imunológico, ofereçam melhora nos desfechos clínicos, a eficácia ainda é restrita a um subgrupo de pacientes. A toxicidade associada ao tratamento e seu alto custo representam um desafio importante para o uso e reforçam a necessidade para seleção de pacientes. Após décadas de estudos, poucos biomarcadores foram incorporados às clínicas. Assim, ampliar a investigação desses inibidores é fundamental para melhorar o cuidado de pacientes oncológicos. No presente trabalho avaliamos o comprimento telomérico como um potencial biomarcador para resposta à imunoterapia. O comprimento telomérico está associado a instabilidade genômica, o que pode gerar mais epítopos e, assim, influenciar a resposta à imunoterapia. Para isso, dados foram extraídos de bancos de dados públicos com pacientes tratados com imunoterapia, e o comprimento telomérico foi estimado em dados de exoma somático e germinativo, através da ferramenta TELSEQ. A análise de regressão logística revelou uma associação significativa entre o comprimento do telômero no tumor e a resposta clínica, especialmente para pacientes com melanoma. O coeficiente de regressão para o comprimento telomérico estimado foi de -0,533 (p = 0,001), indicando que, à medida que o comprimento do telômero diminui, a probabilidade de uma resposta clínica positiva aumenta nesse tipo tumoral. Nosso trabalho, pela primeira vez, identificou comprimento telomérico como um potencial biomarcador para resposta a imunoterapia, que poderá auxiliar na indicação deste tratamento para pacientes oncológicos. Estudos prospectivos para validação serão necessários antes do uso clínico de comprimento telomérico como biomarcador para imunoterapia.
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