Índigo brasileiro: extração sustentável do pigmento azul a partir das espécies Couroupita guianensis e Indigofera suffruticosa
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11144/tde-03022026-100151/ |
Resumo: | O índigo é um dos pigmentos naturais mais antigos e valorizados, historicamente obtido de espécies do gênero Indigofera. A busca por alternativas sustentáveis aos corantes sintéticos motivou este estudo, que teve como objetivo investigar a extração do pigmento azul a partir de duas espécies da biodiversidade brasileira: Couroupita guianensis e Indigofera suffruticosa. Para C. guianensis, foi desenvolvida uma metodologia aquosa de extração, sem solventes orgânicos, cujo rendimento foi comparável ao método convencional com clorofórmio, mas com vantagens ambientais e operacionais. As análises químicas confirmaram a presença de indigotina, isatina e indirubina, indicando potencial para a obtenção de uma paleta diversificada de compostos. Para I. suffruticosa, a extração alcalina permitiu validar o uso do pigmento em tingimento de algodão. O processo apresentou resultados técnicos satisfatórios, com tonalidade azul intensa (K/S = 4,39), parâmetros CIELAB compatíveis e desempenho adequado em testes de solidez ao suor, lavagem, fricção e luz. Embora a transição da escala laboratorial para a piloto tenha reduzido o rendimento, os valores obtidos refletem condições realistas e apontam caminhos para otimizações. Os resultados demonstram a viabilidade de processos limpos para obtenção de corantes naturais e fornecem base científica para sua aplicação em escala produtiva, reforçando o papel da biodiversidade nacional no desenvolvimento de alternativas sustentáveis para a indústria têxtil. |
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Índigo brasileiro: extração sustentável do pigmento azul a partir das espécies Couroupita guianensis e Indigofera suffruticosaBrazilian indigo: sustainable extraction of the blue pigment from biodiversity species (Couroupita guianensis and Indigofera suffruticosa)Couroupita guianensisCouroupita guianensisIndigofera suffruticosaIndigofera suffruticosaCorantes naturaisÍndigo naturalNatural dyesNatural indigoSustainabilitySustentabilidadeTextile dyeingTingimento têxtilO índigo é um dos pigmentos naturais mais antigos e valorizados, historicamente obtido de espécies do gênero Indigofera. A busca por alternativas sustentáveis aos corantes sintéticos motivou este estudo, que teve como objetivo investigar a extração do pigmento azul a partir de duas espécies da biodiversidade brasileira: Couroupita guianensis e Indigofera suffruticosa. Para C. guianensis, foi desenvolvida uma metodologia aquosa de extração, sem solventes orgânicos, cujo rendimento foi comparável ao método convencional com clorofórmio, mas com vantagens ambientais e operacionais. As análises químicas confirmaram a presença de indigotina, isatina e indirubina, indicando potencial para a obtenção de uma paleta diversificada de compostos. Para I. suffruticosa, a extração alcalina permitiu validar o uso do pigmento em tingimento de algodão. O processo apresentou resultados técnicos satisfatórios, com tonalidade azul intensa (K/S = 4,39), parâmetros CIELAB compatíveis e desempenho adequado em testes de solidez ao suor, lavagem, fricção e luz. Embora a transição da escala laboratorial para a piloto tenha reduzido o rendimento, os valores obtidos refletem condições realistas e apontam caminhos para otimizações. Os resultados demonstram a viabilidade de processos limpos para obtenção de corantes naturais e fornecem base científica para sua aplicação em escala produtiva, reforçando o papel da biodiversidade nacional no desenvolvimento de alternativas sustentáveis para a indústria têxtil.Indigo is one of the oldest and most valued natural pigments, historically obtained from species of the Indigofera genus. The search for sustainable alternatives to synthetic dyes motivated this study, which aimed to investigate the extraction of the blue pigment from two species of Brazilian biodiversity: Couroupita guianensis and Indigofera suffruticosa. For C. guianensis, an aqueous extraction methodology without organic solvents was developed, achieving yields comparable to the conventional chloroform method but with environmental and operational advantages. Chemical analyses confirmed the presence of indigotin, isatin, and indirubin, indicating the potential to obtain a diverse palette of compounds. For I. suffruticosa, the alkaline extraction process validated the use of the pigment for cotton dyeing. The process showed satisfactory technical results, with an intense blue hue (K/S = 4.39), compatible CIELAB parameters, and adequate performance in colorfastness tests to perspiration, washing, rubbing, and light. Although the transition from laboratory to pilot scale reduced the yield, the obtained values reflect realistic conditions and point to opportunities for optimization. The results demonstrate the feasibility of clean processes for obtaining natural dyes and provide a scientific basis for their application at a production scale, reinforcing the role of national biodiversity in developing sustainable alternatives for the textile industry.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Wanderley Pereira deSposito, Marcel BellatoAntichera, Thaís Silvestre Sanches2025-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11144/tde-03022026-100151/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-03T20:33:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022026-100151Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-03T20:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O índigo é um dos pigmentos naturais mais antigos e valorizados, historicamente obtido de espécies do gênero Indigofera. A busca por alternativas sustentáveis aos corantes sintéticos motivou este estudo, que teve como objetivo investigar a extração do pigmento azul a partir de duas espécies da biodiversidade brasileira: Couroupita guianensis e Indigofera suffruticosa. Para C. guianensis, foi desenvolvida uma metodologia aquosa de extração, sem solventes orgânicos, cujo rendimento foi comparável ao método convencional com clorofórmio, mas com vantagens ambientais e operacionais. As análises químicas confirmaram a presença de indigotina, isatina e indirubina, indicando potencial para a obtenção de uma paleta diversificada de compostos. Para I. suffruticosa, a extração alcalina permitiu validar o uso do pigmento em tingimento de algodão. O processo apresentou resultados técnicos satisfatórios, com tonalidade azul intensa (K/S = 4,39), parâmetros CIELAB compatíveis e desempenho adequado em testes de solidez ao suor, lavagem, fricção e luz. Embora a transição da escala laboratorial para a piloto tenha reduzido o rendimento, os valores obtidos refletem condições realistas e apontam caminhos para otimizações. Os resultados demonstram a viabilidade de processos limpos para obtenção de corantes naturais e fornecem base científica para sua aplicação em escala produtiva, reforçando o papel da biodiversidade nacional no desenvolvimento de alternativas sustentáveis para a indústria têxtil. |
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