Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Vedana, Roberta
Orientador(a): Vian, Carlos Eduardo de Freitas
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-08052026-143553/
Resumo: Este estudo analisou a dinâmica de gênero na agropecuária brasileira entre 2012 e 2023, com foco nos cargos de direção e gerência. A partir dos microdados da PNADC e da RAIS, buscou-se mapear a presença feminina em posições de liderança do setor. A análise dos dados da PNADC revelou que a participação feminina nesses cargos permaneceu restrita e altamente seletiva ao longo da década, concentrando-se em áreas administrativas e exigindo níveis mais elevados de escolaridade em comparação aos homens. Embora tenham ocorrido avanços pontuais, as mulheres continuaram representando uma minoria expressiva nas posições de comando, com inserção predominante em contextos urbanos e nas regiões Sudeste e Sul. Em alguns anos, observou-se rendimento superior entre mulheres empregadoras, mas tal desempenho deve ser interpretado com cautela, dado o número reduzido de observações e a influência de fatores como a sucessão familiar. A partir dos dados da RAIS, constatou-se que as mulheres em cargos de direção e gerência formais apresentavam maior escolaridade, idade média mais elevada e estavam mais presentes em estabelecimentos urbanos e nas regiões mais desenvolvidas do país. Apesar de concentrarem os maiores rendimentos por hora dentro do setor, seus salários continuavam inferiores aos dos homens. Em empresas com cem ou mais empregados, por exemplo, as dirigentes agropecuárias recebiam, em 2023, cerca de três quartos da remuneração horária masculina. Esses resultados estão em consonância com o Relatório de Transparência Salarial publicado pelo Ministério do Trabalho, indicando que a exigência legal de divulgação, embora relevante, não tem sido suficiente para eliminar as desigualdades estruturais no topo das hierarquias organizacionais.
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spelling Mulheres na liderança da agropecuária: evidências a partir dos dadosWomen in agricultural leadership: evidence from dataVedana, RobertaVian, Carlos Eduardo de FreitasAgropecuáriaGêneroLiderança femininaSub-representação em cargos de direçãoAgricultureFemale leadershipGenderUnderrepresentation in leadership rolesEste estudo analisou a dinâmica de gênero na agropecuária brasileira entre 2012 e 2023, com foco nos cargos de direção e gerência. A partir dos microdados da PNADC e da RAIS, buscou-se mapear a presença feminina em posições de liderança do setor. A análise dos dados da PNADC revelou que a participação feminina nesses cargos permaneceu restrita e altamente seletiva ao longo da década, concentrando-se em áreas administrativas e exigindo níveis mais elevados de escolaridade em comparação aos homens. Embora tenham ocorrido avanços pontuais, as mulheres continuaram representando uma minoria expressiva nas posições de comando, com inserção predominante em contextos urbanos e nas regiões Sudeste e Sul. Em alguns anos, observou-se rendimento superior entre mulheres empregadoras, mas tal desempenho deve ser interpretado com cautela, dado o número reduzido de observações e a influência de fatores como a sucessão familiar. A partir dos dados da RAIS, constatou-se que as mulheres em cargos de direção e gerência formais apresentavam maior escolaridade, idade média mais elevada e estavam mais presentes em estabelecimentos urbanos e nas regiões mais desenvolvidas do país. Apesar de concentrarem os maiores rendimentos por hora dentro do setor, seus salários continuavam inferiores aos dos homens. Em empresas com cem ou mais empregados, por exemplo, as dirigentes agropecuárias recebiam, em 2023, cerca de três quartos da remuneração horária masculina. Esses resultados estão em consonância com o Relatório de Transparência Salarial publicado pelo Ministério do Trabalho, indicando que a exigência legal de divulgação, embora relevante, não tem sido suficiente para eliminar as desigualdades estruturais no topo das hierarquias organizacionais.This study analyzed gender dynamics in the Brazilian agricultural sector between 2012 and 2023, focusing on positions of leadership and management. Using microdata from the PNADC and RAIS, the research aimed to map womens participation in leadership roles within the sector. The analysis of PNADC data revealed that female participation in these roles remained limited and highly selective throughout the decade, with women primarily occupying administrative areas and facing higher educational requirements compared to men. Despite some progress, women continued to represent a small share of leadership positions, with their presence concentrated in urban areas and the Southeast and South regions. In certain years, higher earnings were observed among female employers, though this result should be interpreted with caution due to the small sample size and the influence of factors such as family succession. Based on RAIS data, it was found that women in formal leadership and management positions tended to have higher levels of education, a higher average age, and were more likely to work in urban establishments and in the more developed regions of the country. Although they occupied the highest-paying roles in the sector, womens hourly wages remained lower than those of men. In companies with one hundred or more employees, for instance, female agricultural managers earned approximately three-quarters of their male counterparts hourly wages in 2023. These findings align with the Wage Transparency Report published by the Ministry of Labor, suggesting that although mandatory disclosure represents a step forward, it has not been sufficient to eliminate structural inequalities at the top of organizational hierarchies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz2026-05-122026-05-12T20:15:03Z2025-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-08052026-143553/10.11606/T.11.2025.tde-08052026-143553tde-08052026-143553Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-12T20:15:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-08052026-143553
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