Manejo do terceiro período do parto e suas repercussões no puerpério

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Ruiz, Mariana Torreglosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-12032008-101440/
Resumo: O terceiro período do parto inicia-se após a expulsão do feto e termina com o desprendimento da placenta. A perda sanguínea pós-parto está diretamente associada com o tempo de desprendimento placentário e a contratilidade uterina. A recomendação do manejo ativo do terceiro período do parto pela ICM/FIGO e OMS se pauta nas evidências científicas do seu potencial em reduzir morbimortalidade materna. Este compreende as seguintes intervenções: administração profilática de ocitócitos, após o nascimento do bebê, clampeamento e secção do cordão umbilical precoces; tração controlada do cordão e massagem em fundo uterino, com a finalidade de reduzir a perda sanguínea pós-parto. Objetivo: identificar como é realizado o manejo do terceiro período clínico na condução de partos normais em uma maternidade-escola e analisar os resultados obstétricos no puerpério imediato. Metodologia: A amostra constituiu-se de 142 parturientes. A coleta de dados foi realizada por meio de observação não participante, respaldada por formulário testado previamente em estudo piloto. Resultados: A dequitação foi espontânea em 98,6% dos partos, com duração média de 8,79 ± 7,48 minutos. O clampeamento e secção precoces do cordão umbilical foram a intervenção mais realizada (93,7%); seguidos pela tração controlada de cordão (87,3%); massagem em fundo uterino (70,4%); contato precoce (52,8%); aleitamento precoce (34,5%); uso de ergotamina (3,5%). A ocitocina foi utilizada apenas como terapêutica adicional após o parto (73,9%), dosagem média de 9,48 ± 9,47 UI. Foram identificadas as seguintes complicações: sangramento em média quantidade (15,5%); curagem (4,2%) e sangramento em grande quantidade (3,5%). Não foi encontrado associação estatisticamente significantes ( teste exato de Fisher ) entre os componentes do manejo ativo e ocorrência de sangramento em média ou grande quantidade. Foi identificado associação significante entre o peso fetal (p= 0,043), e quase significância para a cor branca (p= 0,074) e o sangramento pós-parto. Não foi encontrada associação com outras variáveis independentes. Considerações finais: Embora o manejo ativo do terceiro período do parto apresente evidências científicas sobre sua eficácia, os resultados revelam que ainda persiste resistência em relação à sua aplicação e que muitos dos seus componentes não foram aderidos na instituição estudada, sendo realizado um manejo \"misto\" (componentes do manejo ativo e do manejo expectante). A presença de complicação bem como sua seriedade foi de pequena freqüência. Destacamos a necessidade de continuidade de estudos sobre a temática e especialmente quanto a avaliação objetiva da perda sanguínea e repercussões clínicas no puerpério.
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spelling Manejo do terceiro período do parto e suas repercussões no puerpérioManagement of the third stage of labor and its repercussions on puerperiumhemorragia pós-partopost-partum hemorrhagepostpartum periodpuerpérioterceiro período do partothird stage of laborO terceiro período do parto inicia-se após a expulsão do feto e termina com o desprendimento da placenta. A perda sanguínea pós-parto está diretamente associada com o tempo de desprendimento placentário e a contratilidade uterina. A recomendação do manejo ativo do terceiro período do parto pela ICM/FIGO e OMS se pauta nas evidências científicas do seu potencial em reduzir morbimortalidade materna. Este compreende as seguintes intervenções: administração profilática de ocitócitos, após o nascimento do bebê, clampeamento e secção do cordão umbilical precoces; tração controlada do cordão e massagem em fundo uterino, com a finalidade de reduzir a perda sanguínea pós-parto. Objetivo: identificar como é realizado o manejo do terceiro período clínico na condução de partos normais em uma maternidade-escola e analisar os resultados obstétricos no puerpério imediato. Metodologia: A amostra constituiu-se de 142 parturientes. A coleta de dados foi realizada por meio de observação não participante, respaldada por formulário testado previamente em estudo piloto. Resultados: A dequitação foi espontânea em 98,6% dos partos, com duração média de 8,79 ± 7,48 minutos. O clampeamento e secção precoces do cordão umbilical foram a intervenção mais realizada (93,7%); seguidos pela tração controlada de cordão (87,3%); massagem em fundo uterino (70,4%); contato precoce (52,8%); aleitamento precoce (34,5%); uso de ergotamina (3,5%). A ocitocina foi utilizada apenas como terapêutica adicional após o parto (73,9%), dosagem média de 9,48 ± 9,47 UI. Foram identificadas as seguintes complicações: sangramento em média quantidade (15,5%); curagem (4,2%) e sangramento em grande quantidade (3,5%). Não foi encontrado associação estatisticamente significantes ( teste exato de Fisher ) entre os componentes do manejo ativo e ocorrência de sangramento em média ou grande quantidade. Foi identificado associação significante entre o peso fetal (p= 0,043), e quase significância para a cor branca (p= 0,074) e o sangramento pós-parto. Não foi encontrada associação com outras variáveis independentes. Considerações finais: Embora o manejo ativo do terceiro período do parto apresente evidências científicas sobre sua eficácia, os resultados revelam que ainda persiste resistência em relação à sua aplicação e que muitos dos seus componentes não foram aderidos na instituição estudada, sendo realizado um manejo \"misto\" (componentes do manejo ativo e do manejo expectante). A presença de complicação bem como sua seriedade foi de pequena freqüência. Destacamos a necessidade de continuidade de estudos sobre a temática e especialmente quanto a avaliação objetiva da perda sanguínea e repercussões clínicas no puerpério.The third stage of labor starts after expulsion of the fetus and ends with the detachment of the placenta. The post-partum blood loss is directly associated to the time of placental detachment and uterine contractility. The active management recommendations for the third stage of labor, issued by ICM/FIGO and WHO, are based on scientific evidence concerning its potential to reduce maternal morbidity and mortality. It encompasses the following interventions: prophylactic administration of oxytocins, after delivery of the baby; early clamping and cutting of the umbilical cord; controlled traction of the cord and massage of the uterine fundus, with the purpose of reducing post-partum blood loss. Objective: to identify the way of managing the third clinical stage of a normal delivery in a teaching maternity hospital and to analyze the obstetric results in the immediate puerperium. Methodology: The sample consisted of 142 women in labor. Data collection was performed by non-participating observation, backed-up by a form previously tested in a pilot study. Results: Afterbirth was spontaneous in 98.6% of the deliveries, with an average duration of 8.79±7.48 minutes. Early clamping and cutting of the umbilical cord were the most frequently performed intervention (93.7%), followed by controlled traction of the cord (87.3%), massage of the uterine fundus (70.4%); early contact (52.8%); early breastfeeding (34.5%); use of ergotamine (3.5%). Oxytocin was used only as an additional therapeutic after delivery (73.9%), at a mean dosage of 9.48±9.47 IU. The following complications were identified: medium-amount bleeding (15.5%); curage (4.2%), and large-amount bleeding (3.5%). No statistically significant association was found (Fisher\'s exact test) between the components of the active management and the occurrence of medium- or large-amount bleeding. A statistically significant association between fetal weight and post-partum bleeding (p=0.043), and an almost significant association between Caucasian ethnicity and post-partum bleeding (p=0.074) were identified. No association with other independent variables was found. Final considerations: Although there is scientific evidence indicating that the active management in the third stage of labor is effective, our results reveal that resistance to adopt it persists and that there was no adhesion to many of its components in the studied institution, where a \"mixed\" management is done (components of the active management and of the passive management). The frequency of complications and their severity were low. We stress the need for further studies on this subject, especially regarding an objective evaluation of blood loss and its clinical repercussions during the puerperium.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMamede, Marli VillelaRuiz, Mariana Torreglosa2008-01-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-12032008-101440/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:55Zoai:teses.usp.br:tde-12032008-101440Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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