Análise do perfil epidemiológico de mulheres jovens com câncer de colo de útero de um município paulista
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-11122025-162826/ |
Resumo: | A compreensão aprofundada dos fatores que contribuem para a vulnerabilidade de mulheres jovens ao câncer do colo do útero é fundamental para qualificar a atuação profissional e consolidar estratégias eficazes de prevenção e cuidado. Nesse contexto, traçar o perfil epidemiológico dessa população torna-se uma abordagem estratégica para orientar ações mais adequadas e direcionadas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero, atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, entre janeiro de 2012 e dezembro de 2024. Trata-se de um estudo transversal, analítico, retrospectivo e quantitativo, que analisou dados secundários da Fundação Oncocentro de São Paulo, referentes a 238 mulheres com idade média de 35 anos; 67,6% tinham mais de 30 anos e 46,2% possuíam ensino médio completo. A maioria era proveniente do estado de São Paulo (71,8%) e foi encaminhada para tratamento via Sistema Único de Saúde (90,3%). Todas realizaram exame de Papanicolau, seguido de colposcopia, e 66,3% apresentavam diagnóstico anterior, sem tratamento. A principal topografia observada foi a Neoplasia Intraepitelial Grau III (66,3%) e o tipo histológico predominante foi o Carcinoma Escamocelular (14,7%). O estadiamento mais frequente foi o Estádio 0 (72,2%), seguido do Estádio IIIB (4,2%). Em relação ao tratamento, 79,4% das pacientes foram submetidas à cirurgia e 9,2% realizaram quimioterapia combinada com radioterapia. A taxa de conclusão do tratamento foi de 96,2%. O tempo médio entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 72,4 dias. Ocorreram 20 óbitos (8,4%), sendo 17 (7,14%) por câncer do colo do útero. A maioria dos óbitos aconteceu entre mulheres com estadiamento avançado (IIIB e IVB) e idade média de 33,1 anos. A análise de Kaplan-Meier indicou sobrevida média de 1,7 anos em estágios intermediários (II, IIIB, IB2) e 9 meses em estágios avançados (IIIA, IIA2, IVB), com taxa de sobrevida de 50% e 20% após oito anos, respectivamente. Houve associação estatisticamente significativa entre óbito e variáveis como idade, estadiamento clínico, tipo histológico, ausência de tratamento e presença de metástase (p = 0,031). A análise do perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero reitera a relevância da incorporação de novas tecnologias no enfrentamento da doença, em associação à citologia oncótica e à colposcopia, que aumentam a acurácia diagnóstica. A ampliação da cobertura vacinal contra o HPV, a qualificação dos programas de rastreamento e o fortalecimento de ações educativas e de mobilização social constituem pilares imprescindíveis para a efetividade das políticas públicas de controle do CCU, tanto no município estudado, quanto em nível nacional. |
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Análise do perfil epidemiológico de mulheres jovens com câncer de colo de útero de um município paulistaEpidemiological profile analysis of young women with cervical cancer from a municipality in São Paulo stateCâncer do colo do úteroCervical cancerHPVHPVMortalidadeMortalityRastreamentoSaúde da mulherScreeningWomen's healthA compreensão aprofundada dos fatores que contribuem para a vulnerabilidade de mulheres jovens ao câncer do colo do útero é fundamental para qualificar a atuação profissional e consolidar estratégias eficazes de prevenção e cuidado. Nesse contexto, traçar o perfil epidemiológico dessa população torna-se uma abordagem estratégica para orientar ações mais adequadas e direcionadas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero, atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, entre janeiro de 2012 e dezembro de 2024. Trata-se de um estudo transversal, analítico, retrospectivo e quantitativo, que analisou dados secundários da Fundação Oncocentro de São Paulo, referentes a 238 mulheres com idade média de 35 anos; 67,6% tinham mais de 30 anos e 46,2% possuíam ensino médio completo. A maioria era proveniente do estado de São Paulo (71,8%) e foi encaminhada para tratamento via Sistema Único de Saúde (90,3%). Todas realizaram exame de Papanicolau, seguido de colposcopia, e 66,3% apresentavam diagnóstico anterior, sem tratamento. A principal topografia observada foi a Neoplasia Intraepitelial Grau III (66,3%) e o tipo histológico predominante foi o Carcinoma Escamocelular (14,7%). O estadiamento mais frequente foi o Estádio 0 (72,2%), seguido do Estádio IIIB (4,2%). Em relação ao tratamento, 79,4% das pacientes foram submetidas à cirurgia e 9,2% realizaram quimioterapia combinada com radioterapia. A taxa de conclusão do tratamento foi de 96,2%. O tempo médio entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 72,4 dias. Ocorreram 20 óbitos (8,4%), sendo 17 (7,14%) por câncer do colo do útero. A maioria dos óbitos aconteceu entre mulheres com estadiamento avançado (IIIB e IVB) e idade média de 33,1 anos. A análise de Kaplan-Meier indicou sobrevida média de 1,7 anos em estágios intermediários (II, IIIB, IB2) e 9 meses em estágios avançados (IIIA, IIA2, IVB), com taxa de sobrevida de 50% e 20% após oito anos, respectivamente. Houve associação estatisticamente significativa entre óbito e variáveis como idade, estadiamento clínico, tipo histológico, ausência de tratamento e presença de metástase (p = 0,031). A análise do perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero reitera a relevância da incorporação de novas tecnologias no enfrentamento da doença, em associação à citologia oncótica e à colposcopia, que aumentam a acurácia diagnóstica. A ampliação da cobertura vacinal contra o HPV, a qualificação dos programas de rastreamento e o fortalecimento de ações educativas e de mobilização social constituem pilares imprescindíveis para a efetividade das políticas públicas de controle do CCU, tanto no município estudado, quanto em nível nacional.A thorough understanding of the factors that contribute to young women\'s vulnerability to cervical cancer is essential to improve professional practice and consolidate effective prevention and care strategies. In this context, profiling the epidemiology of this population is a strategic approach to guide more appropriate and targeted actions. This study aimed to analyze the epidemiological profile of young women diagnosed with cervical cancer who were treated at the Hospital das Clínicas of the Ribeirão Preto Medical School of the University of São Paulo between January 2012 and December 2024. This is a cross-sectional, analytical, retrospective, and quantitative study that analyzed secondary data from the Oncocentro Foundation of São Paulo, referring to 238 women with a mean age of 35 years; 67.6% were over 30 years old, and 46.2% had completed high school. Most were from the state of São Paulo (71.8%) and were referred for treatment through the Unified Health System (90.3%). All underwent a Pap smear, followed by colposcopy, and 66.3% had a previous diagnosis without treatment. The main topography observed was Grade III Intraepithelial Neoplasia (66.3%), and the predominant histological type was Squamous Cell Carcinoma (14.7%). The most frequent stage was Stage 0 (72.2%), followed by Stage IIIB (4.2%). Regarding treatment, 79.4% of patients underwent surgery and 9.2% reRegarding treatment, 79.4% of patients underwent surgery and 9.2% underwent chemotherapy combined with radiotherapy. The treatment completion rate was 96.2%. The mean time between diagnosis and treatment initiation was 72.4 days. There were 20 deaths (8.4%), 17 (7.14%) of which were due to cervical cancer. Most deaths occurred in women with advanced staging (IIIB and IVB) and a mean age of 33.1 years. Kaplan-Meier analysis indicated a median survival of 1.7 years in intermediate stages (II, IIIB, IB2) and 9 months in advanced stages (IIIA, IIA2, IVB), with survival rates of 50% and 20% after eight years, respectively. There was a statistically significant association between death and variables such as age, clinical stage, histological type, absence of treatment, and presence of metastasis (p = 0.031). The analysis of the epidemiological profile of young women diagnosed with cervical cancer reiterates the importance of incorporating new technologies in the fight against the disease, in association with oncotic cytology and colposcopy, which increase diagnostic accuracy. The expansion of HPV vaccination coverage, the qualification of screening programs, and the strengthening of educational and social mobilization actions are essential pillars for the effectiveness of public policies for the control of CCU, both in the municipality studied and at the national level.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPanobianco, Marislei SanchesViana, Bianca Soares2025-09-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-11122025-162826/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-06T20:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-11122025-162826Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-06T20:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A compreensão aprofundada dos fatores que contribuem para a vulnerabilidade de mulheres jovens ao câncer do colo do útero é fundamental para qualificar a atuação profissional e consolidar estratégias eficazes de prevenção e cuidado. Nesse contexto, traçar o perfil epidemiológico dessa população torna-se uma abordagem estratégica para orientar ações mais adequadas e direcionadas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero, atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, entre janeiro de 2012 e dezembro de 2024. Trata-se de um estudo transversal, analítico, retrospectivo e quantitativo, que analisou dados secundários da Fundação Oncocentro de São Paulo, referentes a 238 mulheres com idade média de 35 anos; 67,6% tinham mais de 30 anos e 46,2% possuíam ensino médio completo. A maioria era proveniente do estado de São Paulo (71,8%) e foi encaminhada para tratamento via Sistema Único de Saúde (90,3%). Todas realizaram exame de Papanicolau, seguido de colposcopia, e 66,3% apresentavam diagnóstico anterior, sem tratamento. A principal topografia observada foi a Neoplasia Intraepitelial Grau III (66,3%) e o tipo histológico predominante foi o Carcinoma Escamocelular (14,7%). O estadiamento mais frequente foi o Estádio 0 (72,2%), seguido do Estádio IIIB (4,2%). Em relação ao tratamento, 79,4% das pacientes foram submetidas à cirurgia e 9,2% realizaram quimioterapia combinada com radioterapia. A taxa de conclusão do tratamento foi de 96,2%. O tempo médio entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 72,4 dias. Ocorreram 20 óbitos (8,4%), sendo 17 (7,14%) por câncer do colo do útero. A maioria dos óbitos aconteceu entre mulheres com estadiamento avançado (IIIB e IVB) e idade média de 33,1 anos. A análise de Kaplan-Meier indicou sobrevida média de 1,7 anos em estágios intermediários (II, IIIB, IB2) e 9 meses em estágios avançados (IIIA, IIA2, IVB), com taxa de sobrevida de 50% e 20% após oito anos, respectivamente. Houve associação estatisticamente significativa entre óbito e variáveis como idade, estadiamento clínico, tipo histológico, ausência de tratamento e presença de metástase (p = 0,031). A análise do perfil epidemiológico de mulheres jovens com diagnóstico de câncer do colo do útero reitera a relevância da incorporação de novas tecnologias no enfrentamento da doença, em associação à citologia oncótica e à colposcopia, que aumentam a acurácia diagnóstica. A ampliação da cobertura vacinal contra o HPV, a qualificação dos programas de rastreamento e o fortalecimento de ações educativas e de mobilização social constituem pilares imprescindíveis para a efetividade das políticas públicas de controle do CCU, tanto no município estudado, quanto em nível nacional. |
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