Lipídeos encapsulados e sais de cálcio de ácidos graxos na dieta sobre o desempenho produtivo de vacas em lactação
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10135/tde-13122024-170358/ |
Resumo: | O objetivo foi avaliar suplementos lipídicos com diferentes tecnologias de proteção ruminal e composição de ácidos graxos (AG) sobre o consumo de matéria seca (CMS) e nutrientes, digestibilidade aparente total (DAT) de matéria seca (MS) e nutrientes, produção de leite (PL), perfil de AG no leite, excreção urinária de derivados de purina, utilização de nitrogênio e metabólitos séricos em vacas em lactação. Foram utilizadas 24 vacas da raça Holandesa, com média de 149±85 dias em lactação, 35,6±6,29 kg/dia de produção de leite e 671±93,4 kg de peso corporal, em um delineamento com 8 quadrados latinos 3×3 para avaliar os seguintes tratamentos: 1) Controle, dieta basal sem adição de lipídeos protegidos; 2) Sais de cálcio de AG de óleo de palma (SCAG; DairyFat®, Vaccinar Nutrição e Saúde Animal, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil); 3) Lipídeos encapsulados (LE; Nutrifat 8035®, Nutrinac Nutrición Innovadora, Piñero, Santa Fé, Argentina). Os tratamentos 2 e 3 incluíram 2,6% de gordura na MS da dieta, equivalente a aproximadamente 0,72 kg/vaca/dia. O experimento foi dividido em períodos de 21 dias, sendo os primeiros 14 para adaptação às dietas e os últimos 7 para coleta de amostras e mensuração de variáveis. O consumo de alimentos foi monitorado diariamente pela diferença entre a oferta e as sobras, mantidas entre 5 e 10%. As vacas foram ordenhadas duas vezes ao dia (06h00 e 18h00) e a PL foi registrada eletronicamente. Amostras de leite foram coletadas nos dias 17, 18 e 19 de cada período para análise dos teores de gordura, proteína e lactose por metodologia de infravermelho médio (Lactoscan®, Entelbra, São Paulo, Brasil). No 17º dia, amostras de leite foram congeladas para análise do perfil de AG. A eficiência produtiva foi calculada como a razão entre a PL e o CMS. Amostras de fezes e urina foram coletadas do 17º ao 19º dia e congeladas para análise posterior de FDNi (para calcular a excreção fecal e a DAT) e derivados de purina, respectivamente. No 16º dia, foi coletado sangue para análise das concentrações de ureia e glicose com kits comerciais. Os dados foram analisados pelo PROC MIXED do SAS 9.4, e as diferenças entre os tratamentos foram avaliadas por contrastes ortogonais: C1 (Controle vs Fontes de Lipídeos) e C2 (SCAG vs LE), com significância de 5% e tendência entre 5 e 10%. Vacas alimentadas com fontes de lipídeos apresentaram maior digestibilidade de extrato etéreo (P<0,001) e maiores produções de leite, leite corrigido para gordura e sólidos (gordura, proteína e lactose) (P<0,05). O tratamento com LE aumentou a concentração de proteína no leite em comparação com SCAG (P<0,05). O perfil de AG no leite revelou menor concentração de AG saturados totais (P≤0,001) e maior concentração de AG insaturados e monoinsaturados nas vacas que receberam suplementos lipídicos. O tratamento com SCAG resultou em menor concentração de AG de cadeia média no leite em comparação com LE (P<0,001). A excreção de nitrogênio no leite foi maior nas vacas alimentadas com lipídeos em relação ao controle (P≤0,002), e o grupo SCAG tendeu a excretar mais nitrogênio que o grupo LE (P = 0,095). A glicose sérica tendeu a ser menor nas vacas alimentadas com lipídeos (P = 0,059), enquanto não houve diferenças significativas entre os tratamentos nas concentrações de ureia sérica (P>0,05). Portanto, a utilização de suplementos lipídicos nas doses testadas melhora o desempenho produtivo em vacas em lactação, sem afetar o consumo ou a digestibilidade da matéria seca. Além disso, os suplementos reduziram as concentrações de ácidos graxos saturados e aumentaram as de ácidos graxos insaturados no leite. |
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Lipídeos encapsulados e sais de cálcio de ácidos graxos na dieta sobre o desempenho produtivo de vacas em lactaçãoEncapsulated lipids and calcium salts of fatty acids in the diet on the productive performance of dairy cowsFatty acid profileGordura protegidaLipídeos insaturadosÓleo de palmaPalm oilPerfil de ácidos graxosProtected fatSoy oilO objetivo foi avaliar suplementos lipídicos com diferentes tecnologias de proteção ruminal e composição de ácidos graxos (AG) sobre o consumo de matéria seca (CMS) e nutrientes, digestibilidade aparente total (DAT) de matéria seca (MS) e nutrientes, produção de leite (PL), perfil de AG no leite, excreção urinária de derivados de purina, utilização de nitrogênio e metabólitos séricos em vacas em lactação. Foram utilizadas 24 vacas da raça Holandesa, com média de 149±85 dias em lactação, 35,6±6,29 kg/dia de produção de leite e 671±93,4 kg de peso corporal, em um delineamento com 8 quadrados latinos 3×3 para avaliar os seguintes tratamentos: 1) Controle, dieta basal sem adição de lipídeos protegidos; 2) Sais de cálcio de AG de óleo de palma (SCAG; DairyFat®, Vaccinar Nutrição e Saúde Animal, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil); 3) Lipídeos encapsulados (LE; Nutrifat 8035®, Nutrinac Nutrición Innovadora, Piñero, Santa Fé, Argentina). Os tratamentos 2 e 3 incluíram 2,6% de gordura na MS da dieta, equivalente a aproximadamente 0,72 kg/vaca/dia. O experimento foi dividido em períodos de 21 dias, sendo os primeiros 14 para adaptação às dietas e os últimos 7 para coleta de amostras e mensuração de variáveis. O consumo de alimentos foi monitorado diariamente pela diferença entre a oferta e as sobras, mantidas entre 5 e 10%. As vacas foram ordenhadas duas vezes ao dia (06h00 e 18h00) e a PL foi registrada eletronicamente. Amostras de leite foram coletadas nos dias 17, 18 e 19 de cada período para análise dos teores de gordura, proteína e lactose por metodologia de infravermelho médio (Lactoscan®, Entelbra, São Paulo, Brasil). No 17º dia, amostras de leite foram congeladas para análise do perfil de AG. A eficiência produtiva foi calculada como a razão entre a PL e o CMS. Amostras de fezes e urina foram coletadas do 17º ao 19º dia e congeladas para análise posterior de FDNi (para calcular a excreção fecal e a DAT) e derivados de purina, respectivamente. No 16º dia, foi coletado sangue para análise das concentrações de ureia e glicose com kits comerciais. Os dados foram analisados pelo PROC MIXED do SAS 9.4, e as diferenças entre os tratamentos foram avaliadas por contrastes ortogonais: C1 (Controle vs Fontes de Lipídeos) e C2 (SCAG vs LE), com significância de 5% e tendência entre 5 e 10%. Vacas alimentadas com fontes de lipídeos apresentaram maior digestibilidade de extrato etéreo (P<0,001) e maiores produções de leite, leite corrigido para gordura e sólidos (gordura, proteína e lactose) (P<0,05). O tratamento com LE aumentou a concentração de proteína no leite em comparação com SCAG (P<0,05). O perfil de AG no leite revelou menor concentração de AG saturados totais (P≤0,001) e maior concentração de AG insaturados e monoinsaturados nas vacas que receberam suplementos lipídicos. O tratamento com SCAG resultou em menor concentração de AG de cadeia média no leite em comparação com LE (P<0,001). A excreção de nitrogênio no leite foi maior nas vacas alimentadas com lipídeos em relação ao controle (P≤0,002), e o grupo SCAG tendeu a excretar mais nitrogênio que o grupo LE (P = 0,095). A glicose sérica tendeu a ser menor nas vacas alimentadas com lipídeos (P = 0,059), enquanto não houve diferenças significativas entre os tratamentos nas concentrações de ureia sérica (P>0,05). Portanto, a utilização de suplementos lipídicos nas doses testadas melhora o desempenho produtivo em vacas em lactação, sem afetar o consumo ou a digestibilidade da matéria seca. Além disso, os suplementos reduziram as concentrações de ácidos graxos saturados e aumentaram as de ácidos graxos insaturados no leite.The objective was to evaluate lipid supplements with different rumen protection technologies and fatty acid (FA) composition on dry matter intake (DMI) and nutrients, apparent total digestibility (ATD) of dry matter (DM) and nutrients, milk production (MP), milk FA profile, urinary excretion of purine derivatives, nitrogen utilization, and serum metabolites in lactating cows. Twenty-four Holstein cows were used, with an average of 149±85 days in lactation, 35.6±6.29 kg/day of milk production, and 671±93.4 kg of body weight, in a design with 8 Latin squares 3×3 to evaluate the following treatments: 1) Control, basal diet without protected lipids; 2) Calcium salts of palm oil FA (CSFA; DairyFat®, Vaccinar Nutrição e Saúde Animal, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil); 3) Encapsulated lipids (EL; Nutrifat 8035®, Nutrinac Nutrición Innovadora, Piñero, Santa Fé, Argentina). Treatments 2 and 3 included 2.6% fat in the diet DM, approximately 0.72 kg/cow/day. The experiment was divided into 21-day periods, with the first 14 days for diet adaptation and the last 7 days for sample collection and variable measurements. Feed intake was monitored daily by the difference between feed offered and leftovers, which were maintained between 5% and 10%. Cows were milked twice a day (06:00 and 18:00), and MP was recorded electronically. Milk samples were collected on days 17, 18, and 19 of each period to analyze fat, protein, and lactose levels by medium infrared methodology (Lactoscan®, Entelbra, São Paulo, Brazil). On day 17, milk samples were frozen for FA profile analysis. Production efficiency was calculated as the ratio of MP to DMI. Feces and urine samples were collected from days 17 to 19 and frozen for later analysis of NDFi (to calculate fecal excretion and ATD) and purine derivatives. On day 16, blood was collected to analyze urea and glucose concentrations using commercial kits. Data were analyzed using the PROC MIXED of SAS 9.4, and differences between treatments were evaluated by orthogonal contrasts: C1 (Control vs Lipid Sources) and C2 (CSFA vs EL), with a significance level of 5% and a trend between 5% and 10%. Cows fed lipid sources showed greater digestibility of ether extract (P<0.001) and higher milk production, fat-corrected milk, and milk solids (fat, protein, and lactose) (P<0.05). The EL treatment increased milk protein concentration compared to CSFA (P<0.05). The milk FA profile showed a lower concentration of total saturated FA (P≤0.001) and a higher concentration of unsaturated and monounsaturated FA in cows fed lipid supplements. The CSFA treatment resulted in a lower concentration of medium-chain FA in milk compared to EL (P<0.001). Nitrogen excretion in milk was higher in cows fed lipids compared to the control (P≤0.002), and the CSFA group tended to excrete more nitrogen than the EL group (P = 0.095). Serum glucose tended to be lower in cows fed lipid sources (P = 0.059), while there were no significant differences in serum urea concentrations between treatments (P>0.05). Therefore, the use of lipid supplements at the tested doses improves productive performance in lactating cows without affecting dry matter intake or digestibility. Additionally, the supplements reduced saturated fatty acid concentrations and increased unsaturated fatty acid concentrations in milk.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRennó, Francisco PalmaTakiya, Caio SeitiMartinelli, Ana Carolina de Freitas2024-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10135/tde-13122024-170358/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-15T20:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-13122024-170358Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-15T20:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O objetivo foi avaliar suplementos lipídicos com diferentes tecnologias de proteção ruminal e composição de ácidos graxos (AG) sobre o consumo de matéria seca (CMS) e nutrientes, digestibilidade aparente total (DAT) de matéria seca (MS) e nutrientes, produção de leite (PL), perfil de AG no leite, excreção urinária de derivados de purina, utilização de nitrogênio e metabólitos séricos em vacas em lactação. Foram utilizadas 24 vacas da raça Holandesa, com média de 149±85 dias em lactação, 35,6±6,29 kg/dia de produção de leite e 671±93,4 kg de peso corporal, em um delineamento com 8 quadrados latinos 3×3 para avaliar os seguintes tratamentos: 1) Controle, dieta basal sem adição de lipídeos protegidos; 2) Sais de cálcio de AG de óleo de palma (SCAG; DairyFat®, Vaccinar Nutrição e Saúde Animal, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil); 3) Lipídeos encapsulados (LE; Nutrifat 8035®, Nutrinac Nutrición Innovadora, Piñero, Santa Fé, Argentina). Os tratamentos 2 e 3 incluíram 2,6% de gordura na MS da dieta, equivalente a aproximadamente 0,72 kg/vaca/dia. O experimento foi dividido em períodos de 21 dias, sendo os primeiros 14 para adaptação às dietas e os últimos 7 para coleta de amostras e mensuração de variáveis. O consumo de alimentos foi monitorado diariamente pela diferença entre a oferta e as sobras, mantidas entre 5 e 10%. As vacas foram ordenhadas duas vezes ao dia (06h00 e 18h00) e a PL foi registrada eletronicamente. Amostras de leite foram coletadas nos dias 17, 18 e 19 de cada período para análise dos teores de gordura, proteína e lactose por metodologia de infravermelho médio (Lactoscan®, Entelbra, São Paulo, Brasil). No 17º dia, amostras de leite foram congeladas para análise do perfil de AG. A eficiência produtiva foi calculada como a razão entre a PL e o CMS. Amostras de fezes e urina foram coletadas do 17º ao 19º dia e congeladas para análise posterior de FDNi (para calcular a excreção fecal e a DAT) e derivados de purina, respectivamente. No 16º dia, foi coletado sangue para análise das concentrações de ureia e glicose com kits comerciais. Os dados foram analisados pelo PROC MIXED do SAS 9.4, e as diferenças entre os tratamentos foram avaliadas por contrastes ortogonais: C1 (Controle vs Fontes de Lipídeos) e C2 (SCAG vs LE), com significância de 5% e tendência entre 5 e 10%. Vacas alimentadas com fontes de lipídeos apresentaram maior digestibilidade de extrato etéreo (P<0,001) e maiores produções de leite, leite corrigido para gordura e sólidos (gordura, proteína e lactose) (P<0,05). O tratamento com LE aumentou a concentração de proteína no leite em comparação com SCAG (P<0,05). O perfil de AG no leite revelou menor concentração de AG saturados totais (P≤0,001) e maior concentração de AG insaturados e monoinsaturados nas vacas que receberam suplementos lipídicos. O tratamento com SCAG resultou em menor concentração de AG de cadeia média no leite em comparação com LE (P<0,001). A excreção de nitrogênio no leite foi maior nas vacas alimentadas com lipídeos em relação ao controle (P≤0,002), e o grupo SCAG tendeu a excretar mais nitrogênio que o grupo LE (P = 0,095). A glicose sérica tendeu a ser menor nas vacas alimentadas com lipídeos (P = 0,059), enquanto não houve diferenças significativas entre os tratamentos nas concentrações de ureia sérica (P>0,05). Portanto, a utilização de suplementos lipídicos nas doses testadas melhora o desempenho produtivo em vacas em lactação, sem afetar o consumo ou a digestibilidade da matéria seca. Além disso, os suplementos reduziram as concentrações de ácidos graxos saturados e aumentaram as de ácidos graxos insaturados no leite. |
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