A circulação Brasil-África no período técnico-científico-informacional: uma fluidez seletiva, diversificada e contraditória
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27062025-143832/ |
Resumo: | É um lugar comum, quando se trata das relações do Brasil com o continente africano, falar da África como uma totalidade homogênea, como se essas relações se dessem diretamente com uma entidade territorial africana supranacional. Na prática, porém, e do ponto de vista da circulação, tais relações são mediadas por Estados-nacionais, a partir de sistemas técnicos e político-normativos distintos e de uma rede de fixos geográficos localizados em pontos específicos das formações socioespaciais brasileira e africanas. Esta tese de doutorado almeja analisar criticamente a noção mais genérica de \"relações Brasil-África\", através da compreensão sistêmica de como se articulam as dinâmicas de circulação de mercadorias, pessoas e informação, levadas a cabo por operadores marítimos e aéreos, e também cabos submarinos de fibra ótica, entre o Brasil e países africanos. Visando identificar as 14 formações socioespaciais (dentre 54) com as quais o território brasileiro tem efetivamente se integrado desde o restabelecimento das relações Brasil-África no início dos anos 1960 (com ênfase nas duas primeiras décadas do século XXI), diversos tipos de fluxos foram considerados, especialmente comerciais, turísticos, religiosos, acadêmicos migratórios e informacionais. Para além de compreender as principais razões de uma fluidez seletiva e diversificada entre o Brasil e diferentes territórios africanos, a ideia é também jogar luz sobre suas contradições e possibilidades, uma vez que as relações Sul-Sul são geograficamente desiguais e inerentemente assimétricas, mas também politicamente necessárias e potencialmente transformativas. Neste sentido, e a reboque de uma fluidez territorial produzida \"por\" e \"para\" os agentes hegemônicos (sobretudo Estados e grandes corporações), agentes dos setores populares têm se utilizado destas mesmas redes técnicas de circulação para garantir sua sobrevivência no interstício entre o Brasil e a África, construindo assim outras formas de relação (e circulação), potencialmente menos desiguais, entre países do Sul |
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A circulação Brasil-África no período técnico-científico-informacional: uma fluidez seletiva, diversificada e contraditóriaThe Brazil-Africa circulation in the technical-scientific informational period: a selective, diversified and contradictory fluidityBrasil-ÁfricaBrazil-AfricaCirculaçãoCirculationCooperação Sul-SulFluidez territorialFormação socioespacialSociospatial formationSouth-South cooperationTerritorial fluidityÉ um lugar comum, quando se trata das relações do Brasil com o continente africano, falar da África como uma totalidade homogênea, como se essas relações se dessem diretamente com uma entidade territorial africana supranacional. Na prática, porém, e do ponto de vista da circulação, tais relações são mediadas por Estados-nacionais, a partir de sistemas técnicos e político-normativos distintos e de uma rede de fixos geográficos localizados em pontos específicos das formações socioespaciais brasileira e africanas. Esta tese de doutorado almeja analisar criticamente a noção mais genérica de \"relações Brasil-África\", através da compreensão sistêmica de como se articulam as dinâmicas de circulação de mercadorias, pessoas e informação, levadas a cabo por operadores marítimos e aéreos, e também cabos submarinos de fibra ótica, entre o Brasil e países africanos. Visando identificar as 14 formações socioespaciais (dentre 54) com as quais o território brasileiro tem efetivamente se integrado desde o restabelecimento das relações Brasil-África no início dos anos 1960 (com ênfase nas duas primeiras décadas do século XXI), diversos tipos de fluxos foram considerados, especialmente comerciais, turísticos, religiosos, acadêmicos migratórios e informacionais. Para além de compreender as principais razões de uma fluidez seletiva e diversificada entre o Brasil e diferentes territórios africanos, a ideia é também jogar luz sobre suas contradições e possibilidades, uma vez que as relações Sul-Sul são geograficamente desiguais e inerentemente assimétricas, mas também politicamente necessárias e potencialmente transformativas. Neste sentido, e a reboque de uma fluidez territorial produzida \"por\" e \"para\" os agentes hegemônicos (sobretudo Estados e grandes corporações), agentes dos setores populares têm se utilizado destas mesmas redes técnicas de circulação para garantir sua sobrevivência no interstício entre o Brasil e a África, construindo assim outras formas de relação (e circulação), potencialmente menos desiguais, entre países do SulWhen it comes to the relations between Brazil and the African continent, it is commonplace to consider Africa as a homogeneous totality, as if these relations took place with a supranational African territorial entity. In practice, however – and from the circulation perspective –, these relations are mediated by National-states through distinct technical and political-normative systems, setting a network of geographical fixtures located in specific points of Brazilian and African sociospatial formations. This dissertation aims at critically analyzing the generic notion of \"Brazil-Africa relations\" through the systemic comprehension of how are articulated the dynamics of circulation of goods, people and information between Brazil and African countries, carried out by maritime/air operators and also fiber-optic submarine cables. In order to identify the 14 sociospatial formations (out of 54) with which the Brazilian territory has been effectively integrated since the reestablishment of Brazil-Africa relations in the early 1960s (with special emphasis on the first decades of the 21st century), several types of flows were considered, especially commercial, touristic, religious, academic, migratory and informational. Besides acknowledging the main reasons for a selective and diversified territorial fluidity between Brazil and different African territories, the idea is also to shed light on its contradictions and possibilities – since South-South relations are geographically inequal and inherently asymmetrical, but also politically necessary and potentially transformative. In this sense, and in the wake of a territorial fluidity produced \'by\' and \'for\' hegemonic agents (especially States and large corporations), agents from popular sectors have used these same technical networks of circulation to guarantee their survival in the interstices between Brazil and Africa – thus building other forms of relations (and circulation), potentially less unequal, between the countries of the SouthBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPArroyo, Maria MónicaJesus Neto, Antonio Gomes de2025-04-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27062025-143832/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-27T17:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-27062025-143832Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-27T17:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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É um lugar comum, quando se trata das relações do Brasil com o continente africano, falar da África como uma totalidade homogênea, como se essas relações se dessem diretamente com uma entidade territorial africana supranacional. Na prática, porém, e do ponto de vista da circulação, tais relações são mediadas por Estados-nacionais, a partir de sistemas técnicos e político-normativos distintos e de uma rede de fixos geográficos localizados em pontos específicos das formações socioespaciais brasileira e africanas. Esta tese de doutorado almeja analisar criticamente a noção mais genérica de \"relações Brasil-África\", através da compreensão sistêmica de como se articulam as dinâmicas de circulação de mercadorias, pessoas e informação, levadas a cabo por operadores marítimos e aéreos, e também cabos submarinos de fibra ótica, entre o Brasil e países africanos. Visando identificar as 14 formações socioespaciais (dentre 54) com as quais o território brasileiro tem efetivamente se integrado desde o restabelecimento das relações Brasil-África no início dos anos 1960 (com ênfase nas duas primeiras décadas do século XXI), diversos tipos de fluxos foram considerados, especialmente comerciais, turísticos, religiosos, acadêmicos migratórios e informacionais. Para além de compreender as principais razões de uma fluidez seletiva e diversificada entre o Brasil e diferentes territórios africanos, a ideia é também jogar luz sobre suas contradições e possibilidades, uma vez que as relações Sul-Sul são geograficamente desiguais e inerentemente assimétricas, mas também politicamente necessárias e potencialmente transformativas. Neste sentido, e a reboque de uma fluidez territorial produzida \"por\" e \"para\" os agentes hegemônicos (sobretudo Estados e grandes corporações), agentes dos setores populares têm se utilizado destas mesmas redes técnicas de circulação para garantir sua sobrevivência no interstício entre o Brasil e a África, construindo assim outras formas de relação (e circulação), potencialmente menos desiguais, entre países do Sul |
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