Estimativa de mortes prematuras possivelmente relacionadas à falta de acesso a inibidores de ciclina para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com RH+ e HER2- no Sistema Único de Saúde (SUS)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17157/tde-04042025-111410/ |
Resumo: | O câncer de mama é o tipo mais prevalente no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, com uma projeção de 73.610 novos casos anuais para o triênio 2023-2025. Isso representa um risco estimado de 66,54 casos por 100 mil mulheres e 10,5% do total de cânceres diagnosticados. Aproximadamente 39,3% dos diagnósticos ocorrem em estágios metastáticos, e 58% dos tumores são positivos para receptores hormonais (RH+) e negativos para o receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-). Mulheres com câncer avançado enfrentam um risco aumentado de mortalidade e uma sobrevida relativa reduzida em cinco anos. Terapias inovadoras, como os inibidores de ciclina (iCDK), mostraram avanços significativos na sobrevida livre de progressão (SLP) e na sobrevida global (SG) em pacientes com RH+ e HER2-. Embora essas terapias estejam disponíveis no SUS, o acesso continua sendo um desafio, resultando em disparidades no tratamento. O objetivo deste trabalho foi estimar mortes prematuras que podem estar relacionadas a falta de acesso a terapias com iCDK em pacientes com diagnóstico de câncer de mama avançado ou metastático com RH+ e HER2- no Sistema Único de Saúde (SUS). Para tal, foram analisados dados de prontuários eletrônicos de pacientes atendidas em um hospital de alta complexidade em Ribeirão Preto, São Paulo, com foco na SLP e SG. Entre 55 pacientes elegíveis, a SG mediana foi de apenas 17,3 meses, e a SLP mediana foi de 4,7 meses na primeira linha e 5,2 meses na segunda. Comparando os resultados obtidos com os estudos pivotais dos iCDK, foram identificadas grandes diferenças, com um aumento de até 23,7 meses na SLP e de até 50,4 meses na SG. Esses achados enfatizam a urgência de traduzir a incorporação de novas terapias no SUS em um acesso efetivo à população brasileira. Portanto, é crucial assegurar que essas intervenções terapêuticas estejam disponíveis no SUS, a fim de atender adequadamente às necessidades de tratamento dos pacientes. |
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Estimativa de mortes prematuras possivelmente relacionadas à falta de acesso a inibidores de ciclina para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com RH+ e HER2- no Sistema Único de Saúde (SUS)Estimation of premature deaths possibly related to lack of access to cyclin inhibitors for the treatment of advanced or metastatic breast cancer with HR+ and HER2- in the Unified Health System (SUS)Advanced breast cancerCâncer de mama avançadoCobertura universal de saúdeCyclin-dependent kinase inhibitorsDesfechos de saúdeEquidade em saúdeHealth equityHealth outcomesInibidores de ciclina-dependenteUniversal health coverageO câncer de mama é o tipo mais prevalente no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, com uma projeção de 73.610 novos casos anuais para o triênio 2023-2025. Isso representa um risco estimado de 66,54 casos por 100 mil mulheres e 10,5% do total de cânceres diagnosticados. Aproximadamente 39,3% dos diagnósticos ocorrem em estágios metastáticos, e 58% dos tumores são positivos para receptores hormonais (RH+) e negativos para o receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-). Mulheres com câncer avançado enfrentam um risco aumentado de mortalidade e uma sobrevida relativa reduzida em cinco anos. Terapias inovadoras, como os inibidores de ciclina (iCDK), mostraram avanços significativos na sobrevida livre de progressão (SLP) e na sobrevida global (SG) em pacientes com RH+ e HER2-. Embora essas terapias estejam disponíveis no SUS, o acesso continua sendo um desafio, resultando em disparidades no tratamento. O objetivo deste trabalho foi estimar mortes prematuras que podem estar relacionadas a falta de acesso a terapias com iCDK em pacientes com diagnóstico de câncer de mama avançado ou metastático com RH+ e HER2- no Sistema Único de Saúde (SUS). Para tal, foram analisados dados de prontuários eletrônicos de pacientes atendidas em um hospital de alta complexidade em Ribeirão Preto, São Paulo, com foco na SLP e SG. Entre 55 pacientes elegíveis, a SG mediana foi de apenas 17,3 meses, e a SLP mediana foi de 4,7 meses na primeira linha e 5,2 meses na segunda. Comparando os resultados obtidos com os estudos pivotais dos iCDK, foram identificadas grandes diferenças, com um aumento de até 23,7 meses na SLP e de até 50,4 meses na SG. Esses achados enfatizam a urgência de traduzir a incorporação de novas terapias no SUS em um acesso efetivo à população brasileira. Portanto, é crucial assegurar que essas intervenções terapêuticas estejam disponíveis no SUS, a fim de atender adequadamente às necessidades de tratamento dos pacientes.Breast cancer is the most prevalent type in Brazil, excluding non-melanoma skin cancer, with a projection of 73,610 new cases annually for the 2023-2025 triennium. This represents an estimated risk of 66.54 cases per 100,000 women and 10.5% of all diagnosed cancers. Approximately 39.3% of diagnoses occur at metastatic stages, and 58% of tumors are positive for hormonal receptors (HR+) and negative for the human epidermal growth factor receptor type 2 (HER2-). Women with advanced cancer face an increased risk of mortality and a reduced relative survival over five years. Innovative therapies, such as cyclin inhibitors (iCDK), have shown significant advances in progression-free survival (PFS) and overall survival (OS) in patients with HR+ and HER2-. Although these therapies are available in the SUS, access remains a challenge, leading to treatment disparities. This study aimed to estimate premature deaths potentially related to lack of access to iCDK therapies in patients diagnosed with advanced or metastatic breast cancer with HR+ and HER2- in the SUS. Electronic medical records of patients treated at a high-complexity hospital in Ribeirão Preto, São Paulo, were analyzed, focusing on PFS and OS. Among 55 eligible patients, the median OS was only 17.3 months, and the median PFS was 4.7 months in the first line and 5.2 months in the second. Compared to the results obtained in pivotal studies of iCDK, significant differences were identified, with increases of up to 23.7 months in PFS and up to 50.4 months in OS. These findings emphasize the urgency of translating the incorporation of new therapies into the SUS for effective access to the Brazilian population. Therefore, it is crucial to ensure that these therapeutic interventions are available in the SUS to adequately meet the treatment needs of patients.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNunes, Altacilio AparecidoLopes, Priscilla Feliciano2024-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17157/tde-04042025-111410/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-25T20:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-111410Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-25T20:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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