Características da implementação de grupos de ouvidores de vozes no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Candeloro, Nicole Stef Vieira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-14032025-161315/
Resumo: O objetivo geral deste estudo foi compreender características da implementação de grupos de ouvidores de vozes no Brasil. Seus objetivos específicos foram: descrever a trajetória da implementação de grupos de ouvidores de vozes no Brasil; analisar o processo de implementação desses grupos, destacando suas particularidades; identificar desafios e potencialidades dos grupos de ouvidores de vozes em formatos presenciais e remotos e; examinar o papel desempenhado pelos profissionais de saúde na condução e no desenvolvimento desses grupos. A partir da técnica amostral \"bola de neve\", 23 pessoas participaram de entrevista semiestruturada. O estudo iniciou somente após sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE n° 64756822.0.0000.5407) e todas as pessoas que participaram, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo e exploratório com a utilização do método de análise de conteúdo temática reflexiva e os resultados foram divididos em três grandes temas: (I) História da implementação dos grupos de ouvidores de vozes no Brasil; (II) Funcionamento dos grupos; e (III) Postura e papel de profissionais em grupos de ouvidores de vozes. No primeiro tema, a narrativa dos dados foi construída abordando sobre: (a) descrição e cronologia de implementação dos grupos; (b) os processos de implementação; e (c) sobre os desafios e potencialidades da implementação de grupos de ouvidores de vozes. O segundo tema foi dividido em três partes: (a) o funcionamento de grupos presenciais; (b) o funcionamento de grupos em ambientes virtuais; e (c) os temas conversados nos grupos. No terceiro, a narrativa foi dividida em: (a) características subjetivas de profissionais dispostos a conhecer o MOV; (b) o encontro dos profissionais com o MOV; (c) formação dos profissionais para implementar os grupos; (d) busca por horizontalidade; e (e) o profissional como par. Portanto, a implementação dos grupos contou com forte atuação de profissionais de saúde, que desempenharam papel central na condução e adaptação dos formatos presenciais, remotos e híbridos. Os resultados apontam que os grupos promovem maior confiança entre os ouvidores de vozes, permitindo que assumam papéis desafiadores que inicialmente cabem aos profissionais. Destacam os impactos positivos para os profissionais, que transitam de uma postura técnica rígida para uma atuação mais aberta e autêntica. Esse ambiente, coloca os profissionais como pares no grupo, evidenciando as peculiaridades e o potencial transformador dos grupos no campo comunitário e da saúde mental. Este estudo contribui para o avanço do conhecimento sobre práticas inovadoras em saúde mental no Brasil, destacando a importância de redes colaborativas para a sustentabilidade desses grupos. As aplicações práticas incluem o fortalecimento de políticas públicas que apoiem a expansão desses espaços e a capacitação de profissionais para práticas horizontais e centradas na pessoa, bem como, a capacitação formal de pessoas que ouvem vozes para facilitar esses grupos. Estudos futuros podem investigar o impacto a longo prazo da participação dos profissionais nesses grupos e explorar estratégias para aumentar a adesão em regiões menos atendidas.
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O estudo iniciou somente após sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE n° 64756822.0.0000.5407) e todas as pessoas que participaram, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo e exploratório com a utilização do método de análise de conteúdo temática reflexiva e os resultados foram divididos em três grandes temas: (I) História da implementação dos grupos de ouvidores de vozes no Brasil; (II) Funcionamento dos grupos; e (III) Postura e papel de profissionais em grupos de ouvidores de vozes. No primeiro tema, a narrativa dos dados foi construída abordando sobre: (a) descrição e cronologia de implementação dos grupos; (b) os processos de implementação; e (c) sobre os desafios e potencialidades da implementação de grupos de ouvidores de vozes. O segundo tema foi dividido em três partes: (a) o funcionamento de grupos presenciais; (b) o funcionamento de grupos em ambientes virtuais; e (c) os temas conversados nos grupos. No terceiro, a narrativa foi dividida em: (a) características subjetivas de profissionais dispostos a conhecer o MOV; (b) o encontro dos profissionais com o MOV; (c) formação dos profissionais para implementar os grupos; (d) busca por horizontalidade; e (e) o profissional como par. Portanto, a implementação dos grupos contou com forte atuação de profissionais de saúde, que desempenharam papel central na condução e adaptação dos formatos presenciais, remotos e híbridos. Os resultados apontam que os grupos promovem maior confiança entre os ouvidores de vozes, permitindo que assumam papéis desafiadores que inicialmente cabem aos profissionais. Destacam os impactos positivos para os profissionais, que transitam de uma postura técnica rígida para uma atuação mais aberta e autêntica. Esse ambiente, coloca os profissionais como pares no grupo, evidenciando as peculiaridades e o potencial transformador dos grupos no campo comunitário e da saúde mental. Este estudo contribui para o avanço do conhecimento sobre práticas inovadoras em saúde mental no Brasil, destacando a importância de redes colaborativas para a sustentabilidade desses grupos. As aplicações práticas incluem o fortalecimento de políticas públicas que apoiem a expansão desses espaços e a capacitação de profissionais para práticas horizontais e centradas na pessoa, bem como, a capacitação formal de pessoas que ouvem vozes para facilitar esses grupos. Estudos futuros podem investigar o impacto a longo prazo da participação dos profissionais nesses grupos e explorar estratégias para aumentar a adesão em regiões menos atendidas.The general objective of this study was to understand the characteristics of the implementation of groups of voice hearers in Brazil. Its specific objectives were: to describe the trajectory of the implementation of groups of voice hearers in Brazil; analyze the implementation process of these groups, highlighting their particularities; identify challenges and potentialities of voice hearer groups in face-to-face and remote formats and; to examine the role played by health professionals in the conduct and development of these groups. Based on the \"snowball\" sampling technique, 23 people participated in a semi-structured interview. The study began only after it was approved by the Research Ethics Committee (CAAE n° 64756822.0.0000.5407) and all people who participated signed the free and informed consent form. A qualitative, descriptive and exploratory study was carried out using the method of reflective thematic content analysis and the results were divided into three major themes: (I) History of the implementation of hearer voice groups in Brazil; (II) Functioning of the groups; and (III) Posture and role of professionals in groups of voice hearers. In the first theme, the narrative of the data was constructed addressing: (a) description and chronology of implementation of the groups; (b) the implementation processes; and (c) the challenges and potentialities of implementing groups of voice hearers. The second theme was divided into three parts: (a) the functioning of face-to-face groups; (b) the operation of groups in virtual environments; and (c) the topics discussed in the groups. In the third, the narrative was divided into: (a) subjective characteristics of professionals willing to know the HVM; (b) the meeting of professionals with the HVM; (c) training of professionals to implement the groups; (d) search for horizontality; and (e) the professional as a peer. Therefore, the implementation of the groups relied on a strong performance of health professionals, who played a central role in conducting and adapting the face-to-face, remote and hybrid formats. The results indicate that the groups promote greater confidence among the voice hearers, allowing them to take on challenging roles initially handled by professionals. They highlight the positive impacts for professionals, who move from a rigid technical posture to a more open and authentic performance. This environment places professionals as peers in the group, evidencing the peculiarities and transformative potential of groups in the community and mental health fields. This study contributes to the advancement of knowledge about innovative practices in mental health in Brazil, highlighting the importance of collaborative networks for the sustainability of these groups. Practical applications include strengthening public policies that support the expansion of these spaces and training professionals for horizontal and person-centered practices, as well as formal training for voice hearers to facilitate groups to facilitate these groups. Future studies may investigate the long-term impact of group participation and explore strategies to increase adherence in underserved regions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPWebster, Clarissa Mendonça CorradiCandeloro, Nicole Stef Vieira2025-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-14032025-161315/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-02T18:45:06Zoai:teses.usp.br:tde-14032025-161315Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-02T18:45:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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