Efeito do nível de estabilização do desempenho e do tipo de perturbação no processo adaptativo em aprendizagem motora
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-23012026-142823/ |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi investigar como o nível de estabilização do desempenho e o tipo de perturbação exercem influência no processo adaptativo em aprendizagem motora. Três experimentos constituídos de duas fases (estabilização e adaptação) foram realizados, numa tarefa complexa de timing coincidente. Três grupos foram formados (n=15) em cada experimento de acordo com três níveis relacionados ao grau de estabilização do desempenho: pré-estabilização, estabilização e super estabilização. O critério para estabilização foi \"três tentativas consecutivas com erro na faixa de 30 ms\", e a de super estabilização foi \"seis blocos de três tentativas consecutivas com erro na faixa de 30 ms\". No experimento I, os sujeitos não estabilizaram o desempenho: (pré-estabilização), e foram submetidos a diferentes tipos de perturbação: perturbação perceptiva, motora e perceptivo-motora. Os resultados mostraram que, apesar da perturbação perceptiva ser menos intensa que as outras duas perturbações, os sujeitos dos três grupos não conseguiram se adaptar. No experimento II, houve a estabilização para depois serem inseridos os três tipos de perturbação. Os resultados mostraram que os sujeitos conseguiram se adaptar à perturbação perceptiva e à motora, com uma maior mudança na estrutura da habilidade na perturbação motora. A Adaptação à perturbação perceptivo-motora mostrou-se mais difícil. No experimento III houve a super estabilização para depois serem inseridos os três tipos de perturbação. (Continua)(Continuação) Os resultados mostraram que não houve diferença no desempenho na fase de adaptação, independente do tipo de perturbação, porém houve diferenças em termos de mudança na estrutura da habilidade: a perceptivo-motora causou maior mudança, seguida da motora e, por último, da perceptiva. As medidas de variabilidade indicaram que, na pré-estabilização, houve mudanças na macroestrutura da habilidade em função da perturbação, não havendo diferença ) na variabilidade da microestrutura da habilidade e nem do desempenho. Com a estabilização do desempenho, houve mudanças tanto na variabilidade do desempenho e como na microestrutura, mas a macroestrutura manteve-se constante. Já com a super estabilização, não houve mudanças na variabilidade. No seu conjunto os resultados mostraram que: 1) a estabilização é um pré-requisito para a adaptação, mas essa depende de quando a perturbação é introduzida e de quanta perturbação é introduzida; 2) independente do nível de estabilização, a mudança perceptivo-motora constitui perturbação maior que a motora e a perceptiva, assim como a motora caracteriza maior perturbação que a perceptiva. Contudo, ainda se faz necessário investigar como ocorre o processo adaptativo em outras tarefas em função de diferentes tipos de perturbação, bem como em tarefas que tenham maior validade ecológica |
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Efeito do nível de estabilização do desempenho e do tipo de perturbação no processo adaptativo em aprendizagem motoraEffect of the level of performance stabilization and the type of perturbation in the adaptive process of motor learningAdaptaçãoAdaptationAdaptive processAprendizagem motoraMotor learningPerturbaçãoPerturbationProcesso adaptativoO objetivo deste estudo foi investigar como o nível de estabilização do desempenho e o tipo de perturbação exercem influência no processo adaptativo em aprendizagem motora. Três experimentos constituídos de duas fases (estabilização e adaptação) foram realizados, numa tarefa complexa de timing coincidente. Três grupos foram formados (n=15) em cada experimento de acordo com três níveis relacionados ao grau de estabilização do desempenho: pré-estabilização, estabilização e super estabilização. O critério para estabilização foi \"três tentativas consecutivas com erro na faixa de 30 ms\", e a de super estabilização foi \"seis blocos de três tentativas consecutivas com erro na faixa de 30 ms\". No experimento I, os sujeitos não estabilizaram o desempenho: (pré-estabilização), e foram submetidos a diferentes tipos de perturbação: perturbação perceptiva, motora e perceptivo-motora. Os resultados mostraram que, apesar da perturbação perceptiva ser menos intensa que as outras duas perturbações, os sujeitos dos três grupos não conseguiram se adaptar. No experimento II, houve a estabilização para depois serem inseridos os três tipos de perturbação. Os resultados mostraram que os sujeitos conseguiram se adaptar à perturbação perceptiva e à motora, com uma maior mudança na estrutura da habilidade na perturbação motora. A Adaptação à perturbação perceptivo-motora mostrou-se mais difícil. No experimento III houve a super estabilização para depois serem inseridos os três tipos de perturbação. (Continua)(Continuação) Os resultados mostraram que não houve diferença no desempenho na fase de adaptação, independente do tipo de perturbação, porém houve diferenças em termos de mudança na estrutura da habilidade: a perceptivo-motora causou maior mudança, seguida da motora e, por último, da perceptiva. As medidas de variabilidade indicaram que, na pré-estabilização, houve mudanças na macroestrutura da habilidade em função da perturbação, não havendo diferença ) na variabilidade da microestrutura da habilidade e nem do desempenho. Com a estabilização do desempenho, houve mudanças tanto na variabilidade do desempenho e como na microestrutura, mas a macroestrutura manteve-se constante. Já com a super estabilização, não houve mudanças na variabilidade. No seu conjunto os resultados mostraram que: 1) a estabilização é um pré-requisito para a adaptação, mas essa depende de quando a perturbação é introduzida e de quanta perturbação é introduzida; 2) independente do nível de estabilização, a mudança perceptivo-motora constitui perturbação maior que a motora e a perceptiva, assim como a motora caracteriza maior perturbação que a perceptiva. Contudo, ainda se faz necessário investigar como ocorre o processo adaptativo em outras tarefas em função de diferentes tipos de perturbação, bem como em tarefas que tenham maior validade ecológicaThe purpose of this study was to investigate how the level of performance stabilization and the type of perturbation affect the adaptive process of motor learning. Three experiments composed of two phases (stabilization and adaptation) were carried out in a complex task of coincident timing. Three groups were arranged (n=15) in each experiment according to the \"three consecutive trial with error within a range of 30 ms\", and for super-stabilization was \"six blocks of three consecutive trials with error in a range of 30 ms\". In experiment I, individuals did not stabilize their performance (pre-stabilization) and were exposed to different types of perturbation: perceptive perturbation is less demanding than the two other perturbations. In experiment II, the stabilization of performance was achieved and, after that, the three types of perturbation were introduced. The results showed that the individuals could adapt themselves to the perceptive and motor perturbation with bigger changes in the skill structure for the latter. Individuals found the perceptive-motor perturbation to be most difficult to adapt. In experiment III, the super-stabilization was achieved and after that, the three types of perturbation were introduced. There were no performance differences in the adaptation phase, independent of the type of perturbation, but differences occurred in terms of changes in the skill structure: the perceptive-motor perturbation caused the biggest change, followed by the motor and, at last, the perceptive. (Continue)(Continuation) The measures of variability in the pre-stabilization indicated that changes in the macrostructure of the skill as a result of the perturbation, with no differences either in the variability of the microstructure of the skill or in the performance. With the stabilization of the performance, occurred changes both in the variability did not happen. In sum, the results showed that: 1) stabilization is a prerequisite for the adaptation but it depends upon when the perturbation is introduced and how much perturbation is introduced; 2) independent of the stabilization\'s level, the perceptive-motor perturbation constitutes higher level of perturbation than the level showed by motor and perceptive in separate. The level of motor perturbation was higher than that perceptive perturbation. Nevertheless, it is necessary to investigate how the adaptive process happens in other tasks as a function of the various types of perturbation, as well as tasks with higher ecological validityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTani, GoUgrinowitsch, Herbert2003-02-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-23012026-142823/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-23T16:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-23012026-142823Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-23T16:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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