| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-06032026-091052/ |
Resumo: | O tecido mole peri-implantar têm aparecido no centro de discussões recentemente, alguns estudos mostram que a quantidade insuficiente de mucosa ceratinizada está associada à maior acúmulo de biofilme bacteriano e inflamação da mucosa, enquanto outros estudos mostram que a necessidade de possuir mucosa ceratinizada é limitada. Complicações biológicas podem afetar os implantes, como: mucosite (inflamação dos tecido mole peri-implantar) e peri-implantite (inflamação do tecido mole peri-implantar e perda óssea). Na ausência de mucosa ceratinizada existe uma probabilidade maior de desenvolver peri-implantite. Foram selecionados 84 pacientes da Clínica de Pós graduação em Periodontia FORP/USP, sendo divididos em 2 grupos de acordo com o nível da mucosa ceratinizada (MC): G1(MC 5mm, sangramento a sondagem no mesmo sítio e perda óssea radiográfica). Os seguintes parâmetros foram avaliados: diâmetro e altura do implante, tipo de plataforma protética, tipo de pilar , espessura da mucosa ceratinizada e tempo do implante em função. Também foi avaliado o nível de desconforto a escovação através da escala visual analógica, em que os pacientes iriam registrar o nível de desconforto durante a higienização das áreas reabilitadas com implante em comparação com as áreas de dentição natural. Foram realizadas coletas de dados em três momentos: antes da terapia básica (baseline), e após 15 e 30 dias. Os pacientes foram submetidos à raspagem com ponta de ultrassom P4- Helse Ultrasonic acoplada em Piezo EMS (EMS Piezon Master, EMS, Nyon, Switzerland), após raspagem foi realizada aplicação de gel de hipoclorito a 0,25%. Observou-se uma redução progressiva total do baseline para os 30 dias de 48,16% em relação ao desconforto à escovação nos pacientes ao longo do acompanhamento (p < 0,05), refletindo a efetividade do protocolo terapêutico adotado. Houve também uma redução de 81,44% do baseline para os 30 dias, que mostra um resultado consistente e significativo na redução do índice de sangramento durante os períodos avaliados, evidenciando melhora clínica e controle da inflamação. A distribuição das doenças peri-implantares também variou de acordo com o tipo de conexão dos implantes. Nos implantes com conexão tipo cone morse, 71,43% apresentaram mucosite e 28,57% periimplantite. Já os implantes com conexão do tipo hexágono interno e externo apresentaram 49,18% de mucosite e 50,82% de periimplantite, indicando que esse tipo de conexão esteve mais frequentemente relacionado à periimplantite, enquanto os implantes cone morse apresentaram maior prevalência de mucosite (p < 0,01). A análise do tipo de reabilitação protética demonstrou associação com o tipo de inflamação peri-implantar, com maior frequência de mucosite nas próteses unitárias, sugerindo que características relacionadas ao design e à higiene acessível podem interferir na saúde peri-implantar(p < 0,001). Os achados deste estudo indicam que a presença da mucosa ceratinizada não se associou significativamente às doenças peri-implantares, sugerindo que esse fator, isoladamente, pode não ser determinante na diferenciação entre as doenças. |
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Influência da mucosa ceratinizada peri-implantar no desconforto à escovação e na manutenção da saúde gengival após protocolo básico de desinfecção e raspagem ultrassônicaInfluence of peri-implant keratinized mucosa on brushing discomfort and gingival health maintenance after basic disinfection protocol and ultrasonic scalinCarvalho, Jessica Pires deTaba Junior, MarioHipoclorito de sódioMucosa ceratinizadaMucositePeri-implantiteKeratinized mucosaMucositisPeri- implantitisSodium hypochloriteO tecido mole peri-implantar têm aparecido no centro de discussões recentemente, alguns estudos mostram que a quantidade insuficiente de mucosa ceratinizada está associada à maior acúmulo de biofilme bacteriano e inflamação da mucosa, enquanto outros estudos mostram que a necessidade de possuir mucosa ceratinizada é limitada. Complicações biológicas podem afetar os implantes, como: mucosite (inflamação dos tecido mole peri-implantar) e peri-implantite (inflamação do tecido mole peri-implantar e perda óssea). Na ausência de mucosa ceratinizada existe uma probabilidade maior de desenvolver peri-implantite. Foram selecionados 84 pacientes da Clínica de Pós graduação em Periodontia FORP/USP, sendo divididos em 2 grupos de acordo com o nível da mucosa ceratinizada (MC): G1(MC 5mm, sangramento a sondagem no mesmo sítio e perda óssea radiográfica). Os seguintes parâmetros foram avaliados: diâmetro e altura do implante, tipo de plataforma protética, tipo de pilar , espessura da mucosa ceratinizada e tempo do implante em função. Também foi avaliado o nível de desconforto a escovação através da escala visual analógica, em que os pacientes iriam registrar o nível de desconforto durante a higienização das áreas reabilitadas com implante em comparação com as áreas de dentição natural. Foram realizadas coletas de dados em três momentos: antes da terapia básica (baseline), e após 15 e 30 dias. Os pacientes foram submetidos à raspagem com ponta de ultrassom P4- Helse Ultrasonic acoplada em Piezo EMS (EMS Piezon Master, EMS, Nyon, Switzerland), após raspagem foi realizada aplicação de gel de hipoclorito a 0,25%. Observou-se uma redução progressiva total do baseline para os 30 dias de 48,16% em relação ao desconforto à escovação nos pacientes ao longo do acompanhamento (p < 0,05), refletindo a efetividade do protocolo terapêutico adotado. Houve também uma redução de 81,44% do baseline para os 30 dias, que mostra um resultado consistente e significativo na redução do índice de sangramento durante os períodos avaliados, evidenciando melhora clínica e controle da inflamação. A distribuição das doenças peri-implantares também variou de acordo com o tipo de conexão dos implantes. Nos implantes com conexão tipo cone morse, 71,43% apresentaram mucosite e 28,57% periimplantite. Já os implantes com conexão do tipo hexágono interno e externo apresentaram 49,18% de mucosite e 50,82% de periimplantite, indicando que esse tipo de conexão esteve mais frequentemente relacionado à periimplantite, enquanto os implantes cone morse apresentaram maior prevalência de mucosite (p < 0,01). A análise do tipo de reabilitação protética demonstrou associação com o tipo de inflamação peri-implantar, com maior frequência de mucosite nas próteses unitárias, sugerindo que características relacionadas ao design e à higiene acessível podem interferir na saúde peri-implantar(p < 0,001). Os achados deste estudo indicam que a presença da mucosa ceratinizada não se associou significativamente às doenças peri-implantares, sugerindo que esse fator, isoladamente, pode não ser determinante na diferenciação entre as doenças.The peri-implant soft tissue has recently become a topic of discussion. Some studies show that insufficient keratinized mucosa is associated with higher plaque accumulation and mucosal inflammation, while other studies show that the need for keratinized mucosa is limited. Biological complications can affect implants, such as: mucositis (inflammation of the peri-implant soft tissue) and peri-implantitis (inflammation of the peri-implant soft tissue and bone loss). In the absence of keratinized mucosa, there is a higher likelihood of developing peri-implantitis. A total of 84 patients were selected from the Postgraduate Periodontology Clinic at FORP/USP, divided into two groups based on the level of keratinized mucosa (KM): KM 5mm, bleeding on probing at the same site, and radiographic bone loss). The following parameters were evaluated: implant diameter and height, type of prosthetic platform, type of abutment, thickness of the keratinized mucosa, and implant function time. The level of brushing discomfort was also assessed using the visual analog scale, where patients recorded the level of discomfort during cleaning of the rehabilitated implant areas compared to natural dentition areas. Data were collected at three time points: before basic therapy (baseline), and after 15 and 30 days. The patients underwent scaling with an ultrasonic P4-Helse tip coupled to a Piezo EMS (EMS Piezon Master, EMS, Nyon, Switzerland), and after scaling, a 0.25% hypochlorite gel was applied. A progressive total reduction of 48.16% in brushing discomfort was observed from baseline to 30 days in patients throughout the follow-up period (p<0.05), reflecting the effectiveness of the adopted therapeutic protocol. There was also an 81.44% reduction from baseline to 30 days, showing a consistent and significant result in the reduction of the bleeding index during the evaluated periods, highlighting clinical improvement and inflammation control. The distribution of peri-implant diseases also varied according to the type of implant connection. Among implants with a Morse taper connection, 71.43% showed mucositis and 28.57% peri-implantitis. In contrast, implants with internal and external hex connections showed 49.18% mucositis and 50.82% peri-implantitis, indicating that this type of connection was more frequently associated with peri-implantitis, while Morse taper implants showed a higher prevalence of mucositis (p < 0.01). The analysis of prosthetic rehabilitation type showed an association with the type of peri-implant inflammation, with a higher frequency of mucositis in single-unit prostheses, suggesting that factors related to design and accessible hygiene may influence peri-implant health (p < 0.001). The findings of this study indicate that the presence of keratinized mucosa was not significantly associated with peri-implant diseases, suggesting that this factor, on its own, may not be a determining element in distinguishing between the diseases.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Odontologia de Ribeirão Preto2026-05-132026-05-13T20:21:03Z2025-07-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-06032026-091052/10.11606/T.58.2025.tde-06032026-091052tde-06032026-091052Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-13T20:21:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-06032026-091052 |
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