Transferência de imunidade passiva colostral em bezerras neonatas da Região Metropolitana de Curitiba, Palmeira e Carambeí, Estado do Paraná e suas interrelações

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Hill, João Ari Gualberto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16122013-162358/
Resumo: A transferência de imunidade passiva colostral é muito importante tanto para a saúde do neonato quanto para o seu desempenho. Com o objetivo de estudar a relação entre a eficiência ou não no estabelecimento da imunidade passiva colostral em neonatos e a suas interrelações com aspectos de desempenho e produção destes animais foram colhidas amostras de sangue de 354 bezerras com 30 horas de vida (24 a 36 h) em 10 propriedades localizadas no centro leste do Estado do Paraná, Brasil. Determinações bioquímicas do soro das amostras foram realizadas para avaliar a qualidade de transferência de imunidade passiva. A proteína sérica total foi determinada pelo método do Biureto e a albumina pelo método do verde de bromocresol para o cálculo das taxas de globulinas obtidas pela diferença entre os teores séricos de proteína e albumina. A fração gamaglobulina foi determinada por eletroforese. Uma análise multivariada, incluindo os teores séricos de proteína total, globulinas e gamaglobulinas, foi utilizada para determinar três grupos conforme à qualidade da transferência de imunidade passiva colostral apresentada (Proc cluster, SAS), a saber: baixa, moderada e alta. Durante o estudo, os produtores anotaram as informações referentes a práticas de manejo adotado na atenção a vaca (parturiente) e ao bezerro, incluindo os dados que poderiam ter influência sobre a transferência de imunidade passiva colostral. Os dados das bezerras, enquanto neonatas e depois quando adultas foram colhidos para a determinação da influência a curto e a longo prazo da falha da transferência de imunidade passiva (FTIP) colostral. Observou-se que os dados de escore de condição corporal da mãe da bezerra, da quantidade de colostro ingerida na primeira mamada e o momento em que ela foi realizada, da morbidade e da mortalidade das bezerras estavam relacionados com a FTIP (P<0,05). Os pesos ao nascer e ao primeiro mês de vida, assim como a freqüência de bezerras analisadas que pariram na propriedade não estavam relacionados diretamente com a qualidade da transferência de imunidade passiva. Fatores como a distocia, idade ao primeiro serviço e a produção média diária de leite não diferiram estatisticamente entre os grupos de baixa, moderada e alta transferência de imunidade passiva (P>0,05). Mas quando se correlacionou por regressão os dados de produção de leite das vacas que quando bezerras apresentaram teores de gamaglobulinas menores que 1,6 g/dL obteve-se valores de r2=0,47 (P=0,0005). Com os resultados desta pesquisa pode-se afirmar que práticas muito simples de manejo como fornecer pelo menos 2 L de colostro até 2 horas após o nascimento e a vaca parir numa boa condição corporal (ECC = 3 ou 3,5) podem prevenir a falha na transferência de imunidade passiva. A FTIP tem como conseqüências: maiores taxas de morbidade e mortalidade, primeiro parto mais tardio e diminuição do número de novilhas de reposição, podendo ainda estar correlacionada a menores produções leiteiras.
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Determinações bioquímicas do soro das amostras foram realizadas para avaliar a qualidade de transferência de imunidade passiva. A proteína sérica total foi determinada pelo método do Biureto e a albumina pelo método do verde de bromocresol para o cálculo das taxas de globulinas obtidas pela diferença entre os teores séricos de proteína e albumina. A fração gamaglobulina foi determinada por eletroforese. Uma análise multivariada, incluindo os teores séricos de proteína total, globulinas e gamaglobulinas, foi utilizada para determinar três grupos conforme à qualidade da transferência de imunidade passiva colostral apresentada (Proc cluster, SAS), a saber: baixa, moderada e alta. Durante o estudo, os produtores anotaram as informações referentes a práticas de manejo adotado na atenção a vaca (parturiente) e ao bezerro, incluindo os dados que poderiam ter influência sobre a transferência de imunidade passiva colostral. Os dados das bezerras, enquanto neonatas e depois quando adultas foram colhidos para a determinação da influência a curto e a longo prazo da falha da transferência de imunidade passiva (FTIP) colostral. Observou-se que os dados de escore de condição corporal da mãe da bezerra, da quantidade de colostro ingerida na primeira mamada e o momento em que ela foi realizada, da morbidade e da mortalidade das bezerras estavam relacionados com a FTIP (P<0,05). Os pesos ao nascer e ao primeiro mês de vida, assim como a freqüência de bezerras analisadas que pariram na propriedade não estavam relacionados diretamente com a qualidade da transferência de imunidade passiva. Fatores como a distocia, idade ao primeiro serviço e a produção média diária de leite não diferiram estatisticamente entre os grupos de baixa, moderada e alta transferência de imunidade passiva (P>0,05). Mas quando se correlacionou por regressão os dados de produção de leite das vacas que quando bezerras apresentaram teores de gamaglobulinas menores que 1,6 g/dL obteve-se valores de r2=0,47 (P=0,0005). Com os resultados desta pesquisa pode-se afirmar que práticas muito simples de manejo como fornecer pelo menos 2 L de colostro até 2 horas após o nascimento e a vaca parir numa boa condição corporal (ECC = 3 ou 3,5) podem prevenir a falha na transferência de imunidade passiva. A FTIP tem como conseqüências: maiores taxas de morbidade e mortalidade, primeiro parto mais tardio e diminuição do número de novilhas de reposição, podendo ainda estar correlacionada a menores produções leiteiras.Adequate passive transfer of maternal immunoglobulin is important for optimal health and performance in newborn calves. Blood samples were collected from 354 dairy calves, ranging from 24 to 36 hours of age, between July 2005 and May 2006 on 10 farms in the middle-eastern region of the state of Parana, Brazil. The objective was to study the relationship and effectiveness of the transfer of colostral passive immunity and its contributing factors as related to the development and production of animals. For each sample collected, total serum protein was determined by the biuret method and albumin by bromocresol green method, and the difference was used to evaluate the globulins. Electrophoresis was used to determine the -globulin fraction of the sample. A multivariable analysis, including total serum protein, globulins and gamma globulin, was used to create 3 groups to classify the quality of the transfer of colostral passive immunity (cluster procedure, SAS): failure or inadequate group, marginal group and adequate group. During the study, breeders were asked to provide information on calf and pre-partum cow management practices, including details on colostrum feeding. Data from the calves while newborn and as heifers was gathered to determine the long and short term effect of the failure of passive immunity transfer (FPIT). Body condition score of the mother at calving, quantity of colostrum ingested, timing of ingestion, morbidity and mortality of calves and age at calving time were related to FPIT (P<0,05). The weight of the calves after birth and at one month of age and the frequency of calves that became cows in the farm were not directly related to failure. Dystocia, age at first service in days, and milk production did not differ statistically (P>0,05). However, when a regression was performed based on data of milk production from calves that had serum gamma globulins levels below 1,6g/dL, a correlation was identified (r2=0.47; P=0.0005). Basic management practices can prevent failure of passive immunity transfer by feeding calves 2 L of colostrum within 2 hours of life and ensuring that the cow calves with a good body condition score (BCS = 3 or 3.5). FPIT is responsible for higher morbidity and mortality rates, a delay in first parturition, a decrease in the number of replacement heifers and it can also be responsible for less milk production.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBenesi, Fernando JoséHill, João Ari Gualberto2010-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16122013-162358/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:00Zoai:teses.usp.br:tde-16122013-162358Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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