Eu moro no Brasil e a África que eu sou é no Bairro do Limão: brincadeiras de crianças com a natureza em uma Emei antirracista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Castello, Elena Gelli de Araújo Moreira Paterno
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-24102025-150337/
Resumo: Esta pesquisa etnográfica qualitativa de caráter participante investigou as brincadeiras criadas e vivenciadas por crianças com a natureza em uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) de São Paulo, que realiza uma abordagem pedagógica antirracista. Como perspectiva teórico-metodológica adotou-se a Sociologia da Infância, que reconhece as crianças como agentes sociais ativos e contribuintes para a sociedade, criadoras de culturas, capazes de comunicarem seus desejos e necessidades, e de se expressarem por meio de múltiplas linguagens. A pesquisa de campo, realizada ao longo do ano letivo de 2023, envolveu a colaboração de uma turma composta por 32 crianças, entre 4 e 6 anos e duas professoras. A observação concentrou-se nas amplas áreas externas da escola, espaços com grande presença de natureza, onde foi possível conhecer brincadeiras frequentemente revisitadas e reelaboradas pelas crianças que evidenciaram sua valorização do brincar com diferentes espécies e materialidades, destacando-se os tatu-bolinhas, as árvores, o chão de terra e a água. As análises revelaram condições necessárias para essas brincadeiras, chamando atenção para o contato de corpo inteiro com a natureza e entre espécies, em oposição a uma concepção sanitarista de educação; a proposição de um tempo para brincar não restrito por determinações cronológicas e lineares, fundamentos das jornadas educativas planejadas pelas professoras; e a defesa de relações que confrontam o adultocentrismo. Conclui-se que essas condições rompem com um paradigma colonialista, reforçando a necessidade de reconhecer as crianças como colaboradoras fundamentais para a construção de uma Educação Infantil ambiental e antirracista.
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spelling Eu moro no Brasil e a África que eu sou é no Bairro do Limão: brincadeiras de crianças com a natureza em uma Emei antirracistaI live in Brazil and the África that i am is in Bairro do Limão: childrens play with nature in an anti-racist EmeiEarly childhood education; Children; Play; Nature; Anti-racismEducação infantil; Crianças; Brincadeiras; Natureza; AntirracismoEsta pesquisa etnográfica qualitativa de caráter participante investigou as brincadeiras criadas e vivenciadas por crianças com a natureza em uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) de São Paulo, que realiza uma abordagem pedagógica antirracista. Como perspectiva teórico-metodológica adotou-se a Sociologia da Infância, que reconhece as crianças como agentes sociais ativos e contribuintes para a sociedade, criadoras de culturas, capazes de comunicarem seus desejos e necessidades, e de se expressarem por meio de múltiplas linguagens. A pesquisa de campo, realizada ao longo do ano letivo de 2023, envolveu a colaboração de uma turma composta por 32 crianças, entre 4 e 6 anos e duas professoras. A observação concentrou-se nas amplas áreas externas da escola, espaços com grande presença de natureza, onde foi possível conhecer brincadeiras frequentemente revisitadas e reelaboradas pelas crianças que evidenciaram sua valorização do brincar com diferentes espécies e materialidades, destacando-se os tatu-bolinhas, as árvores, o chão de terra e a água. As análises revelaram condições necessárias para essas brincadeiras, chamando atenção para o contato de corpo inteiro com a natureza e entre espécies, em oposição a uma concepção sanitarista de educação; a proposição de um tempo para brincar não restrito por determinações cronológicas e lineares, fundamentos das jornadas educativas planejadas pelas professoras; e a defesa de relações que confrontam o adultocentrismo. Conclui-se que essas condições rompem com um paradigma colonialista, reforçando a necessidade de reconhecer as crianças como colaboradoras fundamentais para a construção de uma Educação Infantil ambiental e antirracista.This qualitative ethnographic research, with a participatory character, investigated plays created and experienced by children with nature at a Municipal School of Early Childhood Education ( Escola Municipal de Educação Infantil - EMEI) in São Paulo, that adopts an anti-racist pedagogical approach. As its theoretical-methodological perspective, the study adopted the Sociology of Childhood, which recognizes children as active social agents and contributors to Society, creators of cultures, capable of communicating their desires and needs, and expressing themselves through multiple languages. The field research, carried out throughout the year of 2023, involved the collaboration of a class composed of 32 children, between 4 and 6 years old, and two teachers. The observation focused on the kindergartens large outdoor areas, spaces with a strong presence of nature, where it was possible to get to know plays frequently revisited and reelaborated by the children, which demonstrated their appreciation for playing with different species and materialities, especially pill bugs, trees, dirt floor, and water. The analysis revealed the necessary conditions for these plays, drawing attention to full-body contact with nature and with other species, in contrast to a sanitizing conception of education; the proposition of a playtime unrestricted by chronological and linear determinations, which are the foundations of the educational schedules planned by the teachers; and the defense of relationships that confront adultocentrism. It is concluded that these conditions disrupt a colonialist paradigm, reinforcing the need to recognize children as fundamental collaborators in the construction of an anti- racist and environmentally engaged Early Childhood Education.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPrado, Patricia DiasCastello, Elena Gelli de Araújo Moreira Paterno2025-08-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-24102025-150337/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-25T17:35:02Zoai:teses.usp.br:tde-24102025-150337Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-25T17:35:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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