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Elaboração e padronização de escala avaliativa do comportamento de crianças em sua primeira consulta odontológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Tambellini, Marcela Maia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072005-162110/
Resumo: A Odontopediatria e a Psicologia se inter-relacionam e completam, principalmente quando existe necessidade de atendimento odontopediátrico. Quando o paciente é criança em idade pré-escolar, torna-se imperioso uma interação entre estas áreas, para que o resultado final traga benefícios para o paciente. A observação do comportamento das crianças em Odontopediatria é ferramenta importante para a elaboração do plano de tratamento. Levantamento bibliográfico sobre instrumentos para avaliação do comportamento de crianças em ambiente odontológico, mostrou que escalas eram o instrumento mais utilizado, porém, não se encontrou escalas aplicáveis às faixas etárias abaixo de 36 meses. Predominantemente, escalas para avaliação de comportamento estavam direcionadas a medir medo e ansiedade, pressupondo sua existência. Nesta pesquisa buscou-se elaborar e aplicar uma escala observacional para avaliação do comportamento, em primeira consulta odontológica, em crianças entre um e três anos de idade. A escala foi denominada EOCI – Escala de Observação do Comportamento Infantil. A finalidade era avaliar o comportamento em todas as etapas do primeiro atendimento, identificando o grau de cooperação e participação, e não quantificar ou classificar a presença de medo ou ansiedade. A escala foi aplicada em 398 sujeitos de ambos os sexos, oriundos de classes sociais e estruturas familiares diversas, freqüentando creches, pré-escolas ou no próprio lar. Os materiais utilizados foram: vestimenta seguindo as normas para profissionais de saúde; o ambiente foi sempre um consultório odontológico com o equipamento mínimo necessário para atendimento sem procedimento; como instrumental foi utilizado um espelho clínico e o material impresso constou de: convite aos pais, questionário de dados demográficos e sociais do paciente, termo de consentimento informado para pais ou responsáveis e folheto de orientação aos pais sobre como se comportar durante o atendimento. O procedimento consistiu em uma seqüência de atendimento simples, desde a entrada da criança na sala, apresentação aos equipamentos básicos, exame clínico e saída da criança, sempre acompanhada por um dos pais. A EOCI – Escala de Observação do Comportamento Infantil foi desenvolvida seguindo critérios de padronização e normatização. Consta de dez itens, com cinco possíveis respostas para cada um, relacionados ao ambiente, equipamentos, instrumentais e à própria pessoa do Odontopediatra e as respostas estão relacionadas a tipos de comportamentos que as crianças podem apresentar durante este primeiro contato. Após a avaliação da criança somaram-se as pontuações, obtendo-se um escore final. Com a análise estatística dos dados em quartis, chegou-se a uma classificação dividida em quatro níveis, correspondentes a quatro padrões de comportamentos de cooperação / não cooperação. Estes padrões são também apresentados em tabelas divididas por idade, sexo e comportamento, onde é possível localizar o escore individual e comparar com a classificação da amostra. Observou-se que a maioria das crianças sem experiência prévia com situação odontológica não apresenta medo. Também se pode afirmar que a maioria das crianças apresenta um comportamento cooperativo com o dentista durante seu atendimento, quando este é realizado nestas circunstâncias. Concluiu-se que a escala pode ser uma ferramenta útil para auxiliar o odontopediatra na realização de um exame clínico completo e como preditor do comportamento de cooperação futura.
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Levantamento bibliográfico sobre instrumentos para avaliação do comportamento de crianças em ambiente odontológico, mostrou que escalas eram o instrumento mais utilizado, porém, não se encontrou escalas aplicáveis às faixas etárias abaixo de 36 meses. Predominantemente, escalas para avaliação de comportamento estavam direcionadas a medir medo e ansiedade, pressupondo sua existência. Nesta pesquisa buscou-se elaborar e aplicar uma escala observacional para avaliação do comportamento, em primeira consulta odontológica, em crianças entre um e três anos de idade. A escala foi denominada EOCI – Escala de Observação do Comportamento Infantil. A finalidade era avaliar o comportamento em todas as etapas do primeiro atendimento, identificando o grau de cooperação e participação, e não quantificar ou classificar a presença de medo ou ansiedade. A escala foi aplicada em 398 sujeitos de ambos os sexos, oriundos de classes sociais e estruturas familiares diversas, freqüentando creches, pré-escolas ou no próprio lar. Os materiais utilizados foram: vestimenta seguindo as normas para profissionais de saúde; o ambiente foi sempre um consultório odontológico com o equipamento mínimo necessário para atendimento sem procedimento; como instrumental foi utilizado um espelho clínico e o material impresso constou de: convite aos pais, questionário de dados demográficos e sociais do paciente, termo de consentimento informado para pais ou responsáveis e folheto de orientação aos pais sobre como se comportar durante o atendimento. O procedimento consistiu em uma seqüência de atendimento simples, desde a entrada da criança na sala, apresentação aos equipamentos básicos, exame clínico e saída da criança, sempre acompanhada por um dos pais. A EOCI – Escala de Observação do Comportamento Infantil foi desenvolvida seguindo critérios de padronização e normatização. Consta de dez itens, com cinco possíveis respostas para cada um, relacionados ao ambiente, equipamentos, instrumentais e à própria pessoa do Odontopediatra e as respostas estão relacionadas a tipos de comportamentos que as crianças podem apresentar durante este primeiro contato. Após a avaliação da criança somaram-se as pontuações, obtendo-se um escore final. Com a análise estatística dos dados em quartis, chegou-se a uma classificação dividida em quatro níveis, correspondentes a quatro padrões de comportamentos de cooperação / não cooperação. Estes padrões são também apresentados em tabelas divididas por idade, sexo e comportamento, onde é possível localizar o escore individual e comparar com a classificação da amostra. Observou-se que a maioria das crianças sem experiência prévia com situação odontológica não apresenta medo. Também se pode afirmar que a maioria das crianças apresenta um comportamento cooperativo com o dentista durante seu atendimento, quando este é realizado nestas circunstâncias. Concluiu-se que a escala pode ser uma ferramenta útil para auxiliar o odontopediatra na realização de um exame clínico completo e como preditor do comportamento de cooperação futura.Pedodontology and the Psychology are interrelated and complementary areas, mainly when the need of interventionist treatment exists. When the patient is a preschool age child, an interaction among these areas becomes imperious so that the final result brings benefits to the patient. The observation of the children's behavior in Pedodontics is an important tool for the elaboration of the treatment plan. Gathering of bibliographical data showed that the scales were the most commonly used instrument to evaluate children's behavior. However, it was not found any that could be applicable in the age groups below 36 months. Predominantly, the behavior evaluating scales were focused on measuring fear and anxiety, presupposing their existence. In this research, we elaborated and applied an observacional scale for evaluation of the behavior, in a first attendance, in children between one and three years. The scale was denominated CBOS – Children’s Behavior Observation Scale. The purpose was to evaluate the behavior in all the stages of the first attendance, identifying the cooperation degree and participation, and not to quantify or classify the presence of fear or anxiety. The scale was applied in 398 subjects of both sexes, with all sort of social and family backgrounds, frequenting day cares, pre-schools or at their own home. The materials used were: clothes following the rules for health professionals; the environment was always an odontological clinic with the minimum equipment necessary for the attendance without procedure; as the instrumental a clinical mirror was used and the printed paper material consisted of: invitation to the parents, questionnaire of the patient's demographic and social data, term of informed consent for the parents or the person responsible for the child and orientation pamphlet to the parents on how they should behave during the attendance. The procedure consisted of a sequence of simple attendance, from the child's entrance in the room, presentation to the basic equipments, clinical exam and the child's exit always together with one of the parents. The CBOS – Children’s Behavior Observation Scale was developed following criteria of standardization and normatization. It consists of ten items, with five possible answers for each one, related to the atmosphere, equipment, instrumental and to the own person of Pediatric Dentistry and the answers are related to types of behaviors that the children could present during this first contact. After the child's evaluation the obtained punctuations were added being obtained a final score. With the statistical analysis of the data in quartis, we came to a classification divided in four levels corresponding to four patterns of cooperation behaviors / no cooperation. These patterns are also presented in tables divided by age, sex and behavior, where it is possible to locate the individual score and to compare with the classification of the sample. It was observed that most of the children inexperienced with odontological situation don't present fear. We can also affirm that most of the children present a cooperative behavior with the dentist during his attendance, when this is done under these circumstances. As a conclusion it was observed that the scale can be a useful tool to aid pediatric dentistry to perform a complete clinical exam and as a predictor of the future cooperation behavior. Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGorayeb, RicardoTambellini, Marcela Maia2005-05-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072005-162110/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:49Zoai:teses.usp.br:tde-20072005-162110Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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