Avaliação da injeção em dose única de células-tronco obtidas do cordão umbilical de humanos, imediatamente e após 7 dias do trauma raquimedular em camundongos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-08102024-152708/ |
Resumo: | O traumatismo raquimedular (TRM) é considerado uma das lesões mais graves da traumatologia e pode ocasionar danos catastróficos tanto a nível individual quanto social. As causas mais frequentes de traumatismo raquimedular são os acidentes automobilísticos, as quedas de altura, os acidentes evolvendo recreação e violência. Sua fisiopatologia envolve duas fases distintas, a fase primária e a secundária, que estão diretamente correlacionadas com a gravidade da lesão. Grande parte do tratamento disponível tem efeito limitado no que diz respeito à recuperação neurológica e melhora da qualidade de vida dos pacientes. A terapia celular vem sendo estudada como uma terapia promissora para conter os efeitos deletérios da lesão neurológica após o TRM. As células-tronco são capazes de atuar na contenção do processo inflamatório e no estímulo do crescimento e regeneração do tecido nervoso, seja pela secreção de fatores neurotróficos, seja pela sua diferenciação em células neurais. Existe uma ampla variedade de células-tronco que estão sendo testadas e têm mostrado efeitos promissores. As células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário apresentam algumas vantagens sobre outros tipos celulares como o fato de não apresentar questões éticas relacionadas com a sua obtenção, uma vez que é retirada de um material que seria até então descartado; são células que apresentam uma menor imunogenicidade, diminuindo o risco de doença enxerto-versus-hospedeiro além disso, já foi comprovado que podem se diferenciar em células do tecido nervoso. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações histológicas e a recuperação funcional motora do tratamento na fase aguda e subaguda com células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário de humanos em um modelo padronizado de traumatismo raquimedular de camundongos Balb C. No total, 40 camundongos foram sorteados em 5 grupos de 8 animais, sendo os dois primeiros grupos terapêuticos e os 3 últimos grupos de controle. O grupo 1 utilizou as células-tronco imediatamente após o trauma e o grupo 2 após 7 dias do trauma. O grupo 3 recebeu soro fisiológico imediatamente após o trauma, o grupo 4 foi submetido exclusivamente ao trauma e o grupo 5 foi submetido à via de acesso e laminectomia, sem a realização do trauma raquimedular. Foi realizada avaliação motora pelas escalas BMS, MFS e plano horizontal durante 6 semanas após a lesão. Após este período, os animais foram submetidos à necropsia para avaliação macroscópica e histológica da medula. Os resultados mostraram uma melhora histológica significativa nas amostras tratadas com células-tronco, demonstrada por uma redução estatisticamente significativa nos graus de necrose, hemorragia e degeneração em comparação com os grupos de controle. Quanto à recuperação motora, observou-se uma melhora parcial de todos os grupos durante as semanas, contudo, não houve diferença estatisticamente relevante nas escalas quando comparados os grupos de intervenção e os grupos controle. No contexto da lesão medular, o presente estudo sugere que as células-tronco mononucleares aplicadas sobre a lesão de camundongos Balb C, apresentam um papel limitado no tratamento das fases aguda e subaguda do TRM, sobretudo no que diz respeito à melhora funcional. Essas diferenças podem estar relacionadas às diferentes capacidades de diferenciação e propriedades intrínsecas desses tipos de células-tronco |
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Avaliação da injeção em dose única de células-tronco obtidas do cordão umbilical de humanos, imediatamente e após 7 dias do trauma raquimedular em camundongosEvaluation of single-dose injection of human umbilical cord-derived stem cells, immediately and 7 days after spinal cord injury in miceAtividade motoraAvaliação histopatológicaCélulas-tronco mononuclearesCordão umbilicalHistopathological assessmentMononuclear stem cellsMotor activitySpinal cord injuryTraumatismos da medula espinalUmbilical cordO traumatismo raquimedular (TRM) é considerado uma das lesões mais graves da traumatologia e pode ocasionar danos catastróficos tanto a nível individual quanto social. As causas mais frequentes de traumatismo raquimedular são os acidentes automobilísticos, as quedas de altura, os acidentes evolvendo recreação e violência. Sua fisiopatologia envolve duas fases distintas, a fase primária e a secundária, que estão diretamente correlacionadas com a gravidade da lesão. Grande parte do tratamento disponível tem efeito limitado no que diz respeito à recuperação neurológica e melhora da qualidade de vida dos pacientes. A terapia celular vem sendo estudada como uma terapia promissora para conter os efeitos deletérios da lesão neurológica após o TRM. As células-tronco são capazes de atuar na contenção do processo inflamatório e no estímulo do crescimento e regeneração do tecido nervoso, seja pela secreção de fatores neurotróficos, seja pela sua diferenciação em células neurais. Existe uma ampla variedade de células-tronco que estão sendo testadas e têm mostrado efeitos promissores. As células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário apresentam algumas vantagens sobre outros tipos celulares como o fato de não apresentar questões éticas relacionadas com a sua obtenção, uma vez que é retirada de um material que seria até então descartado; são células que apresentam uma menor imunogenicidade, diminuindo o risco de doença enxerto-versus-hospedeiro além disso, já foi comprovado que podem se diferenciar em células do tecido nervoso. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações histológicas e a recuperação funcional motora do tratamento na fase aguda e subaguda com células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário de humanos em um modelo padronizado de traumatismo raquimedular de camundongos Balb C. No total, 40 camundongos foram sorteados em 5 grupos de 8 animais, sendo os dois primeiros grupos terapêuticos e os 3 últimos grupos de controle. O grupo 1 utilizou as células-tronco imediatamente após o trauma e o grupo 2 após 7 dias do trauma. O grupo 3 recebeu soro fisiológico imediatamente após o trauma, o grupo 4 foi submetido exclusivamente ao trauma e o grupo 5 foi submetido à via de acesso e laminectomia, sem a realização do trauma raquimedular. Foi realizada avaliação motora pelas escalas BMS, MFS e plano horizontal durante 6 semanas após a lesão. Após este período, os animais foram submetidos à necropsia para avaliação macroscópica e histológica da medula. Os resultados mostraram uma melhora histológica significativa nas amostras tratadas com células-tronco, demonstrada por uma redução estatisticamente significativa nos graus de necrose, hemorragia e degeneração em comparação com os grupos de controle. Quanto à recuperação motora, observou-se uma melhora parcial de todos os grupos durante as semanas, contudo, não houve diferença estatisticamente relevante nas escalas quando comparados os grupos de intervenção e os grupos controle. No contexto da lesão medular, o presente estudo sugere que as células-tronco mononucleares aplicadas sobre a lesão de camundongos Balb C, apresentam um papel limitado no tratamento das fases aguda e subaguda do TRM, sobretudo no que diz respeito à melhora funcional. Essas diferenças podem estar relacionadas às diferentes capacidades de diferenciação e propriedades intrínsecas desses tipos de células-troncoSpinal cord injury (SCI) stands as a critical trauma condition, potentially causing severe individual and societal repercussions. The leading causes of SCI encompass car accidents, falls from heights, recreational accidents, and acts of violence. SCI\'s pathophysiology comprises two distinct phases: the primary and secondary phases, directly associated with lesion severity. Present hospital care primarily aims to mitigate the harmful effects of the secondary inflammatory phase that ensues initial damage. Despite available treatments, there are limitations in terms of neurological recovery and enhancing patients\' quality of life. Cell therapy, proven effective in treating some central nervous system degenerative diseases, holds promise in mitigating neurological injury\'s detrimental effects post-SCI. Stem cells possess the capacity to contain inflammation and stimulate nervous tissue growth and regeneration, through neurotrophic factor secretion or neural cell differentiation. A variety of stem cells are under extensive experimental evaluation, showing promising outcomes. Umbilical and placental cord blood stem cells offer advantages such as ethical acquisition, as they are obtained from otherwise discarded material, low immunogenicity, reducing graft-versus-host disease risk, and demonstrated potential to differentiate into nervous tissue cells. This study aimed to assess the histological changes and motor functional recovery following treatment in the acute and subacute phases with human umbilical cord blood and placental stem cells in a standardized model of spinal cord injury in Balb C mice. A total of 40 mice were allocated into five groups, with the first two receiving stem cells immediately after SCI and after 7 days, respectively, while the remaining three comprised control groups. Group 3 received saline solution immediately after the trauma, group 4 was exclusively subjected to the trauma, and group 5 underwent the surgical approach and laminectomy without performing the spinal cord injury. Motor assessment employed BMS, MFS, and horizontal plane scales over six weeks post-injury. Afterward, necropsy was conducted for macroscopic and histological spinal cord evaluation. Results revealed significant histological improvements in the stem cell-treated samples, manifested by a statistically notable reduction in necrosis, hemorrhage, and degeneration compared to control groups. Regarding motor recovery, all groups exhibited partial improvement over the weeks; however, there was no statistically significant difference in the scales when comparing the intervention and control groups. In the context of SCI, this study suggests that mononuclear stem cells applied directly to Balb C mice lesions have a limited role in treating the acute and subacute phases of SCI, particularly in terms of functional enhancement. These distinctions may be linked to the diverse differentiation capacities and intrinsic properties of these stem cell typesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCristante, Alexandre FogaçaAraujo, Alex Oliveira de2024-07-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-08102024-152708/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-29T18:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-08102024-152708Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-29T18:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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