Efeitos da infusão central crônica de grelina na preferência alimentar de descendentes machos e fêmeas de ratas com hiperglicemia moderada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Godeguezi, Karla Martinucho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-24022026-173339/
Resumo: A ingestão alimentar é um comportamento essencial para a sobrevivência e é regulado por sinais homeostáticos. No hipotálamo, vários hormônios atuam para controlar a ingestão alimentar, dentre eles, se destaca a grelina. Além da sua capacidade de estimular a ingestão alimentar, estudos indicam que a grelina atua também na modulação da sensação gustativa. Sabe-se que quando mais de um alimento está disponível, a palatabilidade pode direcionar a escolha alimentar. Em mamíferos, os circuitos que controlam o comportamento alimentar se desenvolvem principalmente durante o período de gestação e lactação e, portanto, distúrbios maternos podem influenciar esse desenvolvimento. Estudos experimentais mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam alterações em neuropeptídeos que controlam a ingestão alimentar e estudos do nosso grupo de pesquisa mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam maior preferência pela dieta hiperlipídica. Por fim, nosso grupo de pesquisa já investigou o efeito de hormônios anorexígenos como leptina e insulina no comportamento alimentar dos descendentes, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina na preferência alimentar de descendentes de ratas com hiperglicemia moderada. Descendentes adultos machos e fêmeas de mães normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal (i.p.) de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão intracerebroventricular de grelina (1 g (0,3 nmol) ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de preferência alimentar foi conduzido antes e durante a infusão central crônica de grelina. Conforme esperado, o modelo experimental de diabete gestacional foi obtido com sucesso. A grelina também teve seu efeito esperado de aumento da ingestão alimentar. Nas descendentes fêmeas, a hiperglicemia materna aumentou a preferência à dieta hiperlipídica e o tratamento com grelina aumentou a preferência à dieta hiperproteica. Nos descendentes machos, os efeitos foram resultado da associação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina. Descendentes machos de mães hiperglicêmicas tratados com grelina apresentaram aumento na preferência tanto à dieta hiperlipídica quanto à hiperproteica. Com relação à dieta hiperglicídica, o tratamento com grelina aumentou a preferência, mas esse efeito foi restrito aos descendentes machos de mães normoglicêmicas. Sendo assim, a combinação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina modificou a preferência alimentar dos descendentes machos, não havendo maiores repercussões da combinação de ambos os fatores nas descendentes fêmeas.
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Em mamíferos, os circuitos que controlam o comportamento alimentar se desenvolvem principalmente durante o período de gestação e lactação e, portanto, distúrbios maternos podem influenciar esse desenvolvimento. Estudos experimentais mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam alterações em neuropeptídeos que controlam a ingestão alimentar e estudos do nosso grupo de pesquisa mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam maior preferência pela dieta hiperlipídica. Por fim, nosso grupo de pesquisa já investigou o efeito de hormônios anorexígenos como leptina e insulina no comportamento alimentar dos descendentes, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina na preferência alimentar de descendentes de ratas com hiperglicemia moderada. Descendentes adultos machos e fêmeas de mães normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal (i.p.) de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão intracerebroventricular de grelina (1 g (0,3 nmol) ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de preferência alimentar foi conduzido antes e durante a infusão central crônica de grelina. Conforme esperado, o modelo experimental de diabete gestacional foi obtido com sucesso. A grelina também teve seu efeito esperado de aumento da ingestão alimentar. Nas descendentes fêmeas, a hiperglicemia materna aumentou a preferência à dieta hiperlipídica e o tratamento com grelina aumentou a preferência à dieta hiperproteica. Nos descendentes machos, os efeitos foram resultado da associação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina. Descendentes machos de mães hiperglicêmicas tratados com grelina apresentaram aumento na preferência tanto à dieta hiperlipídica quanto à hiperproteica. Com relação à dieta hiperglicídica, o tratamento com grelina aumentou a preferência, mas esse efeito foi restrito aos descendentes machos de mães normoglicêmicas. Sendo assim, a combinação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina modificou a preferência alimentar dos descendentes machos, não havendo maiores repercussões da combinação de ambos os fatores nas descendentes fêmeas.Food intake is an essential behavior for survival and is regulated by homeostatic signals. In the hypothalamus, several hormones act to control food intake, among which ghrelin stands out. In addition to its ability to stimulate feeding, studies indicate that ghrelin also modulates taste perception. It is known that when more than one option is available, palatability can influence food choice. In mammals, the neural circuits that control feeding behavior develop mainly during pregnancy and lactation; therefore, maternal disturbances can affect this development. Experimental studies have shown that offspring of hyperglycemic mothers exhibit alterations in neuropeptides involved in food intake regulation, and previous research from our group has demonstrated that offspring of hyperglycemic mothers display a greater preference for a high-fat diet. Furthermore, our research group has previously investigated the effects of anorexigenic hormones such as leptin and insulin on offspring feeding behavior, but the effects of ghrelin remain unexplored. Thus, the aim of the present study was to evaluate the effects of chronic central ghrelin infusion on food preference in the offspring of rats with mild hyperglycemia. Adult male and female offspring from normoglycemic and hyperglycemic mothers (mild hyperglycemia induced by intraperitoneal [i.p.] administration of streptozotocin [STZ] at a dose of 35 mg/kg on gestational day 7) underwent stereotaxic surgery followed by intracerebroventricular ghrelin infusion (1 g (0.3 nmol) per day) for seven consecutive days. The food preference test was conducted before and during chronic central ghrelin infusion. As expected, the experimental model of gestational diabetes was successfully established. Ghrelin also produced the expected effect of increasing food intake. In female offspring, maternal hyperglycemia increased the preference for a high-fat diet, and ghrelin treatment enhanced the preference for a high-protein diet. In male offspring, the observed effects resulted from the interaction between maternal hyperglycemia and ghrelin treatment. Male offspring of hyperglycemic mothers treated with ghrelin showed an increased preference for both high-fat and high-protein diets. Regarding the high-sugar diet, ghrelin treatment increased preference, but this effect was restricted to male offspring of normoglycemic mothers. Therefore, the combination of maternal hyperglycemia and ghrelin treatment altered the food preference of male offspring, whereas no major combined effects were observed in female offspring.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKiss, Ana Carolina InhaszGodeguezi, Karla Martinucho2025-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-24022026-173339/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-25T09:07:02Zoai:teses.usp.br:tde-24022026-173339Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-25T09:07:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description A ingestão alimentar é um comportamento essencial para a sobrevivência e é regulado por sinais homeostáticos. No hipotálamo, vários hormônios atuam para controlar a ingestão alimentar, dentre eles, se destaca a grelina. Além da sua capacidade de estimular a ingestão alimentar, estudos indicam que a grelina atua também na modulação da sensação gustativa. Sabe-se que quando mais de um alimento está disponível, a palatabilidade pode direcionar a escolha alimentar. Em mamíferos, os circuitos que controlam o comportamento alimentar se desenvolvem principalmente durante o período de gestação e lactação e, portanto, distúrbios maternos podem influenciar esse desenvolvimento. Estudos experimentais mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam alterações em neuropeptídeos que controlam a ingestão alimentar e estudos do nosso grupo de pesquisa mostram que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentam maior preferência pela dieta hiperlipídica. Por fim, nosso grupo de pesquisa já investigou o efeito de hormônios anorexígenos como leptina e insulina no comportamento alimentar dos descendentes, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina na preferência alimentar de descendentes de ratas com hiperglicemia moderada. Descendentes adultos machos e fêmeas de mães normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal (i.p.) de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão intracerebroventricular de grelina (1 g (0,3 nmol) ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de preferência alimentar foi conduzido antes e durante a infusão central crônica de grelina. Conforme esperado, o modelo experimental de diabete gestacional foi obtido com sucesso. A grelina também teve seu efeito esperado de aumento da ingestão alimentar. Nas descendentes fêmeas, a hiperglicemia materna aumentou a preferência à dieta hiperlipídica e o tratamento com grelina aumentou a preferência à dieta hiperproteica. Nos descendentes machos, os efeitos foram resultado da associação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina. Descendentes machos de mães hiperglicêmicas tratados com grelina apresentaram aumento na preferência tanto à dieta hiperlipídica quanto à hiperproteica. Com relação à dieta hiperglicídica, o tratamento com grelina aumentou a preferência, mas esse efeito foi restrito aos descendentes machos de mães normoglicêmicas. Sendo assim, a combinação entre hiperglicemia materna e tratamento com grelina modificou a preferência alimentar dos descendentes machos, não havendo maiores repercussões da combinação de ambos os fatores nas descendentes fêmeas.
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