Hormônio antimulleriano por fenótipos na síndrome dos ovários policísticos: revisão sistemática com metanálise
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24032026-152002/ |
Resumo: | Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a condição ginecológica e endócrina mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico é baseado nos critérios de Rotterdam (2003), que incluem hiperandrogenismo (HA), anovulação crônica e morfologia ovariana policística (PCOM), resulta em quatro fenótipos clínicos distintos (SOP-A, SOP-B, SOP-C, SOP-D). O hormônio antimulleriano (AMH) é um promissor biomarcador para a SOP, e estudos sugerem que seus níveis podem variar entre os fenótipos da SOP, com aplicação clínica limitada pela ausência de um ponto de corte padronizado e pela falta de harmonização dos ensaios. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática com metanálise para comparar as concentrações séricas de AMH entre os diferentes fenótipos da SOP e analisar a influência relativa de hiperandrogenismo, oligo/amenorreia e morfologia policística sobre os níveis do hormônio. Métodos: Foram pesquisadas as bases PubMed, Embase, Sciencedirect e Web of Science até julho de 2024, seguindo o protocolo PRISMA. Foram incluídos estudos observacionais que reportaram valores médios de AMH estratificados por fenótipos da SOP. Os dados foram analisados por metanálise de efeitos aleatórios, com normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II. Foram avaliados risco de viés, heterogeneidade (I²) e viés de publicação. Além disso, foi realizada metarregressão ajustada por idade, índice de massa corpórea (IMC) e região geográfica. Resultados: Foram incluídos 49 estudos, totalizando 15.535 mulheres com SOP. Metanálises de efeitos aleatórios mostraram os maiores níveis de AMH no fenótipo A (9,87 ng/mL; ± 2,97), seguido por D (7,8 ng/mL; ± 2.27), C (6,91 ng/mL; ± 1.42) e B (5,71 ng/mL; ± 0,98). Esse padrão se manteve após a normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II, com redução da heterogeneidade, mas persistência de valores elevados de I² (>95%). Idade e IMC foram comparáveis. A heterogeneidade foi alta (I² 98%). A metarregressão ajustada para fenótipo, idade, IMC e região confirmou a hierarquia de AMH (A > D C > B) e identificou a região geográfica como um contribuinte significativo para a heterogeneidade. Conclusão: Os níveis de AMH diferem acentuadamente entre os fenótipos da SOP, com a morfologia dos ovários policísticos exercendo a maior influência, seguida pela oligoanovulação e hiperandrogenismo. Os resultados embasam um possível uso do AMH na diferenciação fenotípica e enfatizam a necessidade de padronização dos ensaios e interpretação específica para cada população. |
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Hormônio antimulleriano por fenótipos na síndrome dos ovários policísticos: revisão sistemática com metanáliseAnti-Mullerian hormone by phenotype in polycystic ovary syndrome: systematic review with meta-analysisAnovulaçãoAnovulationAnti-müllerian hormoneFenótipoHiperandrogenismoHormônio anti-mullerianoHyperandrogenismMeta-analysisMetanáliseOvárioOvaryPhenotypePolycystic ovary syndromeSíndrome do ovário policísticoIntrodução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a condição ginecológica e endócrina mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico é baseado nos critérios de Rotterdam (2003), que incluem hiperandrogenismo (HA), anovulação crônica e morfologia ovariana policística (PCOM), resulta em quatro fenótipos clínicos distintos (SOP-A, SOP-B, SOP-C, SOP-D). O hormônio antimulleriano (AMH) é um promissor biomarcador para a SOP, e estudos sugerem que seus níveis podem variar entre os fenótipos da SOP, com aplicação clínica limitada pela ausência de um ponto de corte padronizado e pela falta de harmonização dos ensaios. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática com metanálise para comparar as concentrações séricas de AMH entre os diferentes fenótipos da SOP e analisar a influência relativa de hiperandrogenismo, oligo/amenorreia e morfologia policística sobre os níveis do hormônio. Métodos: Foram pesquisadas as bases PubMed, Embase, Sciencedirect e Web of Science até julho de 2024, seguindo o protocolo PRISMA. Foram incluídos estudos observacionais que reportaram valores médios de AMH estratificados por fenótipos da SOP. Os dados foram analisados por metanálise de efeitos aleatórios, com normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II. Foram avaliados risco de viés, heterogeneidade (I²) e viés de publicação. Além disso, foi realizada metarregressão ajustada por idade, índice de massa corpórea (IMC) e região geográfica. Resultados: Foram incluídos 49 estudos, totalizando 15.535 mulheres com SOP. Metanálises de efeitos aleatórios mostraram os maiores níveis de AMH no fenótipo A (9,87 ng/mL; ± 2,97), seguido por D (7,8 ng/mL; ± 2.27), C (6,91 ng/mL; ± 1.42) e B (5,71 ng/mL; ± 0,98). Esse padrão se manteve após a normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II, com redução da heterogeneidade, mas persistência de valores elevados de I² (>95%). Idade e IMC foram comparáveis. A heterogeneidade foi alta (I² 98%). A metarregressão ajustada para fenótipo, idade, IMC e região confirmou a hierarquia de AMH (A > D C > B) e identificou a região geográfica como um contribuinte significativo para a heterogeneidade. Conclusão: Os níveis de AMH diferem acentuadamente entre os fenótipos da SOP, com a morfologia dos ovários policísticos exercendo a maior influência, seguida pela oligoanovulação e hiperandrogenismo. Os resultados embasam um possível uso do AMH na diferenciação fenotípica e enfatizam a necessidade de padronização dos ensaios e interpretação específica para cada população.Introduction: Polycystic ovary syndrome (PCOS) is the most common endocrine and reproductive disorder affecting women of reproductive age. Its diagnosis, based on the Rotterdam criteria (2003), which include hyperandrogenism (HA), oligoanovulation, and polycystic ovarian morphology (PCOM), results in four distinct clinical phenotypes (PCOS-A, PCOS-B, PCOS-C, and PCOS-D). Anti-Mullerian hormone (AMH) is a promising biomarker for PCOS, and studies suggest that its levels may vary among PCOS phenotypes, with clinical application limited by the lack of a standardized cutoff and the lack of assay harmonization. Objectives: To conduct a systematic review with meta-analysis to compare serum AMH concentrations among different PCOS phenotypes and analyze the relative influence of hyperandrogenism, oligo/amenorrhea, and polycystic morphology on hormone levels. Methods: PubMed, Embase, ScienceDirect, and Web of Science databases were searched through July 2024, following the PRISMA protocol. Observational studies that reported mean AMH values stratified by PCOS phenotype were included. Data were analyzed by random effects meta-analysis, with standardization to the Beckman Coulter Gen II assay. Risk of bias, heterogeneity (I²), and publication bias were assessed, and meta-regression adjusted for age, BMI, and geographic region was performed. Results: A total of 49 studies were included, totaling 15,535 women with PCOS. Random-effects meta-analyses showed the highest AMH levels in phenotype A (9.87 ng/mL; ± 2.97), followed by D (7.8 ng/mL; ± 2.27), C (6.91 ng/mL; ± 1.42), and B (5.71 ng/mL; ± 0.98). This pattern remained after normalization to the Beckman Coulter Gen II assay, with reduced heterogeneity but persistent high I² values (>95%). Age and BMI were comparable. Heterogeneity was high (I² 98%). Meta-regression adjusted for phenotype, age, BMI, and region confirmed the AMH hierarchy (A > D C > B) and identified geographic region as a significant contributor to heterogeneity. Conclusion: AMH levels differ markedly between PCOS phenotypes, with polycystic ovary morphology exerting the greatest influence, followed by oligoanovulation and hyperandrogenism. The results support the use of AMH in phenotypic differentiation and emphasize the need for standardized assays and specific interpretation for each population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMaciel, Gustavo Arantes RosaCarvalho, Patricia Jorge Schwenck de2025-11-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24032026-152002/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-24T18:25:07Zoai:teses.usp.br:tde-24032026-152002Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-24T18:25:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a condição ginecológica e endócrina mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico é baseado nos critérios de Rotterdam (2003), que incluem hiperandrogenismo (HA), anovulação crônica e morfologia ovariana policística (PCOM), resulta em quatro fenótipos clínicos distintos (SOP-A, SOP-B, SOP-C, SOP-D). O hormônio antimulleriano (AMH) é um promissor biomarcador para a SOP, e estudos sugerem que seus níveis podem variar entre os fenótipos da SOP, com aplicação clínica limitada pela ausência de um ponto de corte padronizado e pela falta de harmonização dos ensaios. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática com metanálise para comparar as concentrações séricas de AMH entre os diferentes fenótipos da SOP e analisar a influência relativa de hiperandrogenismo, oligo/amenorreia e morfologia policística sobre os níveis do hormônio. Métodos: Foram pesquisadas as bases PubMed, Embase, Sciencedirect e Web of Science até julho de 2024, seguindo o protocolo PRISMA. Foram incluídos estudos observacionais que reportaram valores médios de AMH estratificados por fenótipos da SOP. Os dados foram analisados por metanálise de efeitos aleatórios, com normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II. Foram avaliados risco de viés, heterogeneidade (I²) e viés de publicação. Além disso, foi realizada metarregressão ajustada por idade, índice de massa corpórea (IMC) e região geográfica. Resultados: Foram incluídos 49 estudos, totalizando 15.535 mulheres com SOP. Metanálises de efeitos aleatórios mostraram os maiores níveis de AMH no fenótipo A (9,87 ng/mL; ± 2,97), seguido por D (7,8 ng/mL; ± 2.27), C (6,91 ng/mL; ± 1.42) e B (5,71 ng/mL; ± 0,98). Esse padrão se manteve após a normalização para o ensaio Beckman Coulter Gen II, com redução da heterogeneidade, mas persistência de valores elevados de I² (>95%). Idade e IMC foram comparáveis. A heterogeneidade foi alta (I² 98%). A metarregressão ajustada para fenótipo, idade, IMC e região confirmou a hierarquia de AMH (A > D C > B) e identificou a região geográfica como um contribuinte significativo para a heterogeneidade. Conclusão: Os níveis de AMH diferem acentuadamente entre os fenótipos da SOP, com a morfologia dos ovários policísticos exercendo a maior influência, seguida pela oligoanovulação e hiperandrogenismo. Os resultados embasam um possível uso do AMH na diferenciação fenotípica e enfatizam a necessidade de padronização dos ensaios e interpretação específica para cada população. |
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